Passei pela porta da cozinha e senti o cheiro mais forte ainda. Olhei rápido. Vitória tava ali, concentrada, montando os pratos. Postura reta, rosto fechado, sem dar moral. Aquilo me deu um alívio estranho… e mais raiva ainda. TL tava encostado longe demais do fogão pro meu gosto. Entrei de vez na sala. — E aí. falei, a voz baixa, firme. O clima mudou na hora. Gomes foi o primeiro a olhar. — Ô, Barone. TL virou devagar. — Fala, chefe. — Quem mandou chegar abrindo geladeira? perguntei, encarando direto. — Ih, foi m*l. Gomes se adiantou. — Casa é tua, eu sei. TL deu um meio sorriso. — Foi no costume. — Pois perde. respondi, sem sorrir. O silêncio pesou. Vitória continuou fazendo o que tava fazendo, como se aquilo não fosse com ela, mas eu vi o jeito que ela respirou mais fu

