Eu fui respondendo, mais ouvindo do que falando. Não era um papo r**m. Era… confortável. No meio do caminho, ele soltou, meio casual — Tá com fome ainda? A gente podia parar pra lanchar em algum lugar. Dei um sorriso pequeno, já negando com a cabeça. — Hoje não. Tô morta, sério. Só quero chegar em casa. Ele entendeu na hora. Não fez cara f**a, não insistiu, não tentou mudar minha resposta. — Tranquilo. Outro dia, então. Isso, pra mim, já contou ponto. Tem gente que não sabe ouvir um “não” simples. O carro parou em frente de casa e eu senti aquele alívio automático de quando a gente vê o portão. Antes de descer, ele desligou o motor e ficou me olhando, meio sem graça. — Posso pedir teu número? Fiquei um segundo em silêncio, só observando. Não tinha pressão no jeito dele. Nem expec

