Maestro

1196 Palavras
Houve um silêncio geral no estúdio de paredes brancas à prova de som. — Certo. Compreensível. Ela é a bebê da banda. Na Coreia do Sul, quando eles treinam idols, também é o mesmo processo de estudarem e se prepararem para debutar. — respondeu Diana por todos. — Aliás, como foi a volta à universidade depois de ter trancado seu curso, Dalilah? — Um tédio. — respondeu Dalilah, sincera, acariciando o pescoço de Nikolas distraída. Dom, Diana e Joshua deram uma risadinha. Ian se manteve distante e emburrado. — Vocês podem ir agora, minhas crianças. — liberou Niko. Todos saíram do estúdio com isolamento acústico, caminhando pelo gramado até onde estacionaram seus respectivos carros luxuosos e motos. Joshua e Ian tinham belas motos pretas; já Diana e Dom tinham conversíveis pretos. Então, a sós, Dalilah analisou Nikolas. — Vou fazer outras aulas? — perguntou, confusa. — Sim. Mas é para o seu bem. A performance no palco exige um pouco mais de movimento. Para cantar e se movimentar, você vai ter que treinar a voz. Senão vai ficar ofegante e errar as notas. Nosso público merece um bom show e, como vou te assumir como minha namorada, sei que muitos vão encher sua paciência. — explicou Nikolas, gentil, mas exigente. Ela ficava impressionada com o quão ele levava a sério a banda e os fãs. — Querido… — Hm… — Quando você falou de abrir a relação mais cedo… como funcionaria isso? — perguntou Dalilah, magoada, mas tentando conter a voz para soar normal e não embargada. Isso ficou na mente dela. Mas é que, na vida humana, escolhe-se um companheiro para o resto da vida e fim. Contudo, quando se é imortal, é diferente. Ele já quer ficar com outras pessoas? Eu não sou o bastante? Dalilah pensou, magoada. — Só abriremos se houver um homem ou mulher que eu e você achemos que vale a pena. É isso que significa, linda. Só isso. — explicou Raven com paciência, selando os lábios dela. — No caso, nós dois teríamos que estar apaixonados pela outra pessoa. Já que você não está apaixonada por mim, mas eu te quero para sempre, se você se interessar por mais alguém eu permito, desde que eu sinta que a pessoa valha a pena. Mas, por agora, somos só eu e você. Dalilah se acalmou ao notar que estava inclusa. Nikolas parecia mesmo preocupado em perdê-la; ela se deu conta disso, um tanto confusa. Ela analisou Raven, querendo dizer que não queria fugir dele. Tocou o peito dele. Apalpou o músculo. Depois passou os dedos e acariciou o mamilo dele por cima da camisa, bem distraída. Niko soltou um som suave de entrega, mesmo estando com vontade apenas de beber sangue. Nikolas, de repente, tirou a camisa para lhe dar mais acesso. Dalilah notou a pele pálida e sinistra dele, mas logo se distraiu com os bonitos m*****s invertidos, que, para aparecerem, tinham que ser chupados. Sentiu os olhos da menina em seu peitoral suave e deu uma risada, divertindo-se. — Você gosta mesmo de s***s e peitorais, não gosta? — constatou ele, divertindo-se, acariciando o cabelo dela e notando o olhar sedento. Dalilah levou a boca aos m*****s dele e sugou sedutora, até o mamilo surgir. — Ahn, p***a! Aposto que as mulheres com quem você já ficou ficam loucas quando você chupa como faz com os meus. Eu fico. Imagine elas. Dalilah tremeu, mordendo os m*****s dele, sugando-os, mas com as bochechas em brasa, demonstrando que estava envergonhada. — Não fique com vergonha. Não precisa. Eu também sou como você. Agora, Dalilah… posso te morder e beber seu sangue? — perguntou, sedutor, no pescoço dela. — Cada um com seu fetiche, não é? Dalilah parou de chupar os m*****s dele. — Um vampiro pede permissão antes de roubar o sangue alheio? — brincou ela, querendo dizer que ele só podia morder de uma vez. Niko acariciou o rosto dela com o nariz. Pegou a mão dela e a beijou. — Só quando a pessoa em questão é alguém muito querida. Se não é, ele só rouba e mata. Dalilah respirou fundo com o impacto que as palavras dele tinham nela. — Eu sou querida para você? — sondou Dalilah, cabisbaixa. — Sempre faz perguntas óbvias? — brincou ele, beijando a bochecha dela. — Você disse que sou parecida com alguém do seu passado… — a menina deixou escapar. — Só fisicamente. Mas seu jeitinho meigo não é nada como o dela. — respondeu Nikolas, sombrio. — Se não se importa, não quero falar daquela maldita. Você é uma raridade, Dalilah… — Houve algum homem dono do seu coração, como as mulheres… — sondou Dalilah, levando a mão ao abdômen de músculos suaves de Raven. — Dante. — respondeu Nikolas, mais relaxado agora. Ele a abraçou, perdido. — Mas ele me abandonou. Sou o criador dele. A nossa relação se tornou conturbada quando passou a ser a de criador e criatura. — Quer dizer que o transformou em vampiro? — Dalilah tentou soar séria na loucura dele. — Eu o amava muito. — respondeu Nikolas, defendendo-se, magoado. — Fui ingênuo e não percebi que, quando eu o transformasse, eu perderia o fascínio que exercia nele de quando era mortal. Eu o perdi quando a distância entre nós diminuiu e ele me acusou de amaldiçoá-lo. Dalilah avaliou Nikolas, notando-o amuado. A tristeza tomou a face dele, fazendo-o crispar os lábios. — Como se ele não tivesse implorado pela imortalidade quando quase morreu naquele duelo. Eu fiquei bem ciumento quando ele me trocou por outro. — contou Niko, mimado e volátil. — Poucas vezes me senti assim por um homem… Então, eu matei o novo amante dele e o persegui por anos. Não podia suportar que ele tivesse outra pessoa além de mim. Eu também matei a mulher dele e a filha de quando ele era humano. — Nikolas… — soltou Dalilah, incrédula. — Viu só como eu não sou bom? Mas eu prometo que não vou agir assim com você. Se você se apaixonar por alguém… eu deixo, desde que você sempre volte para mim e para nossa casa. Eu não vou ser mais tão alucinado. Eu aprendi muitas coisas sobre o amor ao longo do meu tempo nesta terra. Dalilah tentava absorver o que Nikolas dizia. E, apesar de achar ele um pouco pirado por pensar ser um vampiro, ele atuava tão bem nisso que convencia. — Está mentindo. — soltou ela, de repente, pegando-o de surpresa. — Se fosse mesmo um vampiro, se eu me apaixonasse por alguém, você ia matá-lo na minha frente. Provavelmente me daria o coração da pessoa. — Sim, talvez. Depende. Eu me tornei mais flexível quanto a isso… mas, dependendo de quem, eu poderia me apaixonar também ou realmente te dar o coração da pessoa em suas mãos. (...) O vampiro de cabelo escuro e longo drenou a jovem num beco em meio à chuva. Escutou a música do Sangria, Luar Sangrento, ecoar e arqueou a sobrancelha. — Você não sabe o que te espera, Nikolas. Acha mesmo que pode brincar de ser bonzinho agora, depois de tudo o que fez comigo?
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