Busca por normalidade em meio ao tédio da eternidade

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Quando o sol se pôs e acordou do sono dos mortos, Dante abriu o caixão, cuja tampa era sustentada sozinha por um apoiador que era um pezinho flexível de madeira. Ele estranhou não estar impregnado com o odor de podridão e repousando ao lado de esqueletos esquecidos nas criptas dos cemitérios. Tentou se situar em tempo e espaço. Avaliou por dois minutos o novo local cinzento, de piso cinza de porcelanato, que cheirava a desinfetante de pinho. A luz vermelha de emergência deixava o ambiente menos escuro. O ambiente era agradável, quentinho, cheiroso e íntimo, mas muito seguro. Todos diziam que vampiros gostavam do cheiro de morte e podridão; a verdade era só que você se acostuma a ele. Porque poucos humanos têm coragem de profanar o cemitério. Lá era o lugar mais seguro para se dormir se vo

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