Vampiros

1219 Palavras
Dante parou na frente da vidraça e admirou a jovem sentada no sofá, emburrada, de braços cruzados, com a ordem de Raven, que foi apenas para a própria segurança dela. Depois, analisou o peitoral de Nikolas exposto pela falta de camisa e só a jaqueta de couro aberta. Lambeu os lábios, admirando-o. Sim, o maldito continuava tão lindo quanto antes. Era mesmo seu ponto fraco. Muito bonitos e obscuros aqueles dois espécimes: seu antigo mestre e a bruxa dele. — Niko… — Dante testou o apelido do passado, de quando gozavam juntos depois de f***r Nikolas e se deixar ser fodido loucamente. Nikolas às vezes queria ser o ativo, outras o passivo. — Hm… — respondeu Nikolas ofegante. — Se quer tanto fingir ser bom, me deixe beber o sangue dela com você. — pediu Dante de repente, dando um passo à frente, analisando Niko de esguelha, depois cheirando o pescoço dele e querendo se vingar dele seduzindo-o e também a garota. Passou os braços pelo pescoço do mais baixo, moveu a cintura para junto da dele e roçou os pênis de ambos, mesmo por cima da calça. Niko fechou os olhos com a sensação dos paus roçando juntos. — Se dividir sua namoradinha comigo, sou capaz de te perdoar pelo nosso conturbado passado. Também quero me aquecer da morte, meu amado. — jogou, adulador. — Por favor! Ela é uma bruxa poderosa que tem a aura violeta, deve ter um coven… se duvidar, até demônios já fizeram sexo com ela. — Não tem quaisquer alianças com demônios. Não tem um animal familiar. Ela era cristã antes. — respondeu Niko, ligeiramente envolvido pela sedução de Dante. Dante, irritado com o não, numa velocidade vampírica que era borrão aos olhos humanos, abriu a porta de correr de vidro, ignorando a fala de Nikolas. Dalilah o observou, assustada, ainda sentada no sofá com os braços cruzados e os olhos cheios de lágrimas, esperando Nikolas terminar de conversar. Dante se manteve de fora da casa, porém, porque para entrar precisava de convite. — Ei, você… — chamou Dante a menina. — O que você está fazendo? — perguntou Nikolas, inquieto e tocando o braço de Dante para fazê-lo parar. — Deixe-a em paz, Dante! Dante avaliou o criador dele com desdém puro estampado na bela face. — Quer participar de um ménage comigo e com ele? — Dante ofertou, sádico. A menina corou violentamente, rangendo os dentes. Dalilah se levantou do sofá, foi até Dante e o estapeou com força no rosto. A mão dela doeu. O tapa não pareceu causar efeito algum nele. A jovem analisou Nikolas, magoada. Dante apenas avaliou a eficácia do tapa, surpreso que realmente doeu e se perguntando como diabos a mão dela não quebrou. Ela era protegida, como Nikolas disse? Então Dalilah confrontou Niko com a voz embargada: — É isso o que você quer? Por isso o convidou para dormir aqui? Eu sou só uma prostituta para você, não é? O preço é a fama e o dinheiro. Tá bom então, me divida com seu amigo. Como já cumpriu uma parte do nosso acordo e me apresentou para o mundo, eu faço minha parte também, malditos… Ela tirou o vestido por cima da cabeça, ficando apenas de lingerie preta na frente deles, meia arrastão e botas, toda descabelada, com os olhos cheios de lágrimas que borravam a maquiagem pesada e tremendo de frio e ódio. O frio da noite a fez se arrepiar inteira. Nikolas foi até ela e a abraçou, cobrindo o corpo dela e impedindo que Dante visse mais. Dante lamentou Niko ter coberto os s***s apetitosos. Contudo, Dante, antes que Niko desse um passo para dentro da casa com a jovem para onde era seguro, o vampiro vingativo respirou fundo no pescoço dele, beijou a nuca dele sensual e tocou a cintura dele, passando o braço e tocando levemente a cintura de Dalilah também. Nikolas estremeceu, ainda com Dalilah nos braços. — Eu te perdoaria se dividisse essa sua mulher deliciosa comigo. — murmurou sensual na orelha de Nikolas. — Serei gentil com ela. A cortesia que você não ofertou à minha filha e esposa, quando as matou… — continuou num tom ronronante e sedutor contra a nuca de Niko. — Quero me esquentar também. Por favor, deixa eu me esquentar… é culpa sua que sinto tanto frio e só alcanço calor matando. Dalilah gelou. Ela acordou de um transe de repente, onde criava desculpas para tudo que Nikolas fazia de estranho na frente dela. Como se finalmente pudesse ver Nikolas e aquele outro homem — não homens — seres das trevas. Vampiros. A garota estava trêmula de medo por sua vida agora que entendeu que eles eram mesmo vampiros, porque a história de Nikolas ter matado a filha e a esposa do ex se confirmou na boca do próprio Dante. Dalilah, horrorizada, contemplou Nikolas. Ela tentou se tranquilizar vendo Niko com uma expressão gentil e amorosa habitual para ela. Mesmo assim, estava com medo. A mente humana não era feita para suportar o sobrenatural. Dante, que lia os pensamentos dela, deu um sorriso. Invadindo a mente dela, confirmou por telepatia: “Sim, somos vampiros, maldita. Agora eu sugiro que, se você não quiser morrer, perceba que é só alimento, transe conosco e nos oferte seu sangue.” — Ela tem medo de você… — protestou Niko, beijou a testa dela e a colocou dentro da casa, tirou sua jaqueta e deu para ela, cobrindo o corpo dela, mesmo que pouco. — Não pode deixar essa ideia louca para lá? Vou te compensar de outro jeito. Ela nunca fez esse tipo de coisa antes. Deixe-a fora disso. Dante olhou nos olhos da parceira de Nikolas. “Diga a ele que quer fazer, se não você morre e todos os seus amigos e entes queridos. Você chegou agora. Eu o conheço há 200 anos. Você não é nada além de um mero affair dele, pirralha. Uma de várias.” Dalilah, trêmula e com alguma tontura, observou quando Nikolas entrou na mansão com ela, mas deixou Dante lá fora. Dante os contemplou furioso, ainda na porta de vidro aberta da área da piscina. Aquela era a porta principal da mansão, que dentro da casa levava à sala de estar, depois à de jantar e então à cozinha. Na sala de estar também tinha uma escada em espiral que levava à ala dos quartos da casa. Possuía cinco suítes. — Não vai me convidar para entrar na sua casa, Niko? — provocou Dante ao seu criador, muito irritado, mas fazendo a voz soar calma e a expressão parecer neutra. — É rude, sabia? Deixar a visita do lado de fora. Nikolas apenas o ignorou abertamente e observou Dalilah, preocupado e atencioso. Acariciou os ombros dela, mesmo que não pudesse aquecê-la. Apenas uma sombra fria do que era para tranquilizar. Mesmo assim, ela conseguiu, graças ao carinho dele, pensar com mais coerência ao se dar conta de que ele não a via como alimento. — A casa principal é dela. — respondeu Niko, convicto, a Dante. — Aqui dentro você não entra. O lugar que te ofereci para dormir é nesse terreno, mas não dentro desta casa. Depois te mostro, se você resolver ficar… mas aqui é o espaço da minha esposa. Agora fique quieto, Dante.
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