As almas naquele abismo gritavam por ajuda, tentando se segurar à beira do trono de ossos para evitar os círculos do inferno que se abriam logo abaixo de seu reino. Com fria indiferença, ele chutou algumas mãos e cedeu um sorriso sardônico. Aquele ser tinha o cabelo incrivelmente preto, como as asas de um corvo, e olhos igualmente escuros, com um vazio gritante que tragava quem quer que ousasse fitá-los. Era esguio, de silhueta mórbida. Trajava um terno elegante e sombrio, tendo apenas uma gravata vermelha como ponto de cor. Ao se acomodar no trono macabro, cruzou as pernas. Dois imensos lobos, com mais de vinte metros, de pelos negros e olhos rubros, atuavam como sentinelas do lugar, rosnando para as almas perdidas. A figura à qual era associado no mundo humano era a de uma caveira envo
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