Lealdade

875 Palavras

Mateus. Neco não precisou de uma palavra sequer. Eu vi no rosto dele. O mesmo olhar que ele teve quando o Galvão foi na escola da primeira vez. Neco era muito parecido comigo. Por isso, eu sabia das coisas antes mesmo dele me contar. A p***a do meu estômago se revirou, e a única coisa que eu consegui sentir foi uma raiva fria. Cada dia que passava a ideia de meter uma bala na cabeça desse filha da put@ se tornava maior. Eu estava no meu beco, a prancheta na mão, mas a minha mente estava a quilômetros de distância, na sala da secretaria, onde o filho da put@ do Galvão se atreveu a pisar. Nós dois os conhecemos a tempos demais para saber que ele não joga limpo. — O que foi, Neco? Desembucha. — Ele hesitou por um segundo. Como quem poderá se deve mesmo falar ou não. — O Galvão foi

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