E quando ele voltou... não era mais só desejo. Era perigo.” RUBI Eu tava na laje, ouvindo uma música qualquer no fone, o sol batendo no rosto e o vento bagunçando meu coque. O corpo ainda doía em alguns pontos da última visita... mas a cabeça? Tava mais confusa ainda. Eu tentei me convencer de que tudo tinha ficado lá dentro, trancado naquele presídio. Mas ele... Ele não saiu de mim. Fechei os olhos por um segundo, só pra respirar. E foi aí que ouvi o burburinho lá embaixo. Gritos. Vozes animadas. Correria. Tirei o fone e levantei devagar, indo até o beiral da laje. — Que p***a tá acontecendo aí embaixo? — murmurei pra mim mesma. Foi quando vi. Ele. O Rei. De camisa preta, calça larga, corrente no pescoço. Os cabelos cortados rente, os olhos escuros de sempre. Mas agora...

