“Dessa vez é adeus… ou não?” RUBI Ainda estávamos naquela troca de beijos e amassos. A respiração descompassada, os corpos colados, o lençol já bagunçado. O tempo ali dentro parecia escorrer entre os dedos. Com ele, tudo passava rápido demais. — Meu Deus, que horas são? — perguntei, me afastando um pouco, já levantando da cama. Olhei no relógio de parede: quase dez. — Tenho que ir. Já fiz o que tinha que fazer. Agora tenho que seguir com minha vida. Rei me olhou, ainda deitado, com o lençol enrolado na cintura e aquele olhar de quem não tava pronto pra deixar ir. — Fica mais aqui comigo. Parei. Virei pra ele. — O quê? — Quero dizer… volta mais uma vez. Vem aqui de novo. Neguei com a cabeça, decidida. — Não. Essa foi a última vez, Rei. Eu só fiz isso por um motivo maior. Nunc

