Capitulo 8

3490 Palavras
  ~Marie - Qual é Ma! apenas vai, você entra no escritório do Joseph e dança para ele - A Jenna volta a me empurrar para a porta enquanto tento me cobrir e me segurar para não ir ao corredor daquela boate com apenas peças íntimas - Não não - Tento me cobrir, essa era uma lingerie bonita, preto e rosa eram cores que de certo modo pareciam atrativas juntas - Há o Dj, o Kalil e Meek junto a ele, eles devem está a fumar e sei lá conversar coisas de homens - Com alguma v***a no colo ou até nua - Ela revira os olhos - Vamos lá garota, aproveita a música que está no começo e mostra a essas putas quem é a dona do patrão delas, é você quem precisa roubar a cena não elas - Seu sorriso é malicioso e me faz ficar em dúvida entre esperar ouvir a porta e a voz dos rapazes no corredor em seguida gemidos de alguma mulher na sua sala ou ir lá e seduzir-lo na frente de todos - Acha que consigo?- Mordo o lábio a vendo rir - Eu tenho certeza - Volta a abrir a porta se encostando a ela em uma pose desafiadora - Acha que é capaz de fazer isso Ma?- Ela morde o lábio assim que me vê passar por ela, recebo um t**a na minha b***a e escuto a sua risada ao fundo ××× E na verdade esse não era realmente o meu estilo de vida, não o que eu sonhava, quem sabe bailarina, me lembro da minha mae a dizer que me apresentava para as minhas bonecas no quarto. Talvez pertencesse aos teatros. Minha vida seria representada, carros a baterem e destruirem um por um em minha frente enquanto a plateia ia a loucura, posso ouvir os gritos daqui onde estou, toda a correria e os torcedores a gritarem "Confiava nessa garota" "Me pague as libras que me deve" "O Joseph tinha razão " Talvez esse cigarro estivesse passado da sua data de validade, ele não está funcionando como devia, deveria me aliviar e não me mostrar o quão bom foi alguns momentos do passado como quando dirigir um dos seus carros, ele brigando comigo no banco do passageiro e no final estávamos sem roupas nos bancos detrás, ou o quão bom seria a minha vida se nada disso tivesse acontecido, talvez fosse o alivio que eu precisava, olhando da plateia não parece ser r**m, todos aplaudem a apresentação mesmo sem entender tudo que dizem na peça, ninguém se importa com o trabalho que ela deu para ser feita, como os atores chegaram a tao tocante cena. Acho que estou louca. O que estou pensando? Estou sentada em um bar, há pessoas loucas por algo a mais, a Carter reclama a alguns metros, o Harry a tenta entender, o que parece ser um casal se beijando na verdade é apenas um homem gordo coçando suas costas, minha cabeça vai a mil e todos os preconceitos vem a tona Acho que toda a fumaça e luz fraca que aqui tem me deixa anestesiada, nem sei o que pensar, aonde ir e com quem está, não quero ir para casa e ficar sozinha, não gosto tanto de está sozinha com apenas vizinhos fantasmas que nunca realmente vi, sei que há uma velha com o que parece ser gatos no meu andar, eles arranham a parede e a ouço reclamar com eles, talvez seja mais uma solteira com vários gatos em vez de família, me pergunto se eu vou está assim em um futuro? Não - Por que você está sozinha?- O senhor em uma mesa me pergunta, não queria conversa principalmente com esse homem, só fumar um cigarro e talvez mais outro, vício idiota - Não estou sozinha - Dou de ombros encarando o cigarro, meu celular está sobre a mesa ao lado de um copo de água - Seus amigos?- Apontou para Carter e o Harry, não levantei o olhar, não queria conversar e por mais que minha aparência fosse de uma drogada depressiva eu não me importava, não queria ficar aqui, apenas pela Carter, mesmo sabendo que ela estava com o Harry, ainda assim, eu acho que poderia dá um tempo aqui -Você não é de falar muito não é? - levanto o olhar para o homem, minha expressão é neutra, não quero abrir a boca e falar algo rude, não agora, não é o momento, quero saber qual a d***a do seu interesse em mantem uma conversa com alguém alheio - Estou aqui a algumas horas... - Eu não quero saber- Ele parece entender agora a forma como realmente estou, desinteressada - Os jovens estão tão fechados no seu mundo - Ele continua comentando - Acredito que seja por isso que os assassinatos estão acontecendo - E de repente percebo que estou lhe dando atenção e isso apenas o faz ficar mais interessado em falar - Não me olhe assim você sabe, os jovens que morreram deveriam ter algum escondido, eles não se abrem com ninguém, vocês não se abrem com ninguém - Ele rir da sua afirmação - Só se envolvem em drogas e festas, nenhuma autoridade sabe o que o que vocês estão fazendo e onde estão se metendo - Você só é apenas um velho curioso - Resmungo bastante audível para que ele escute, o mesmo apenas rir - Vocês jovens são curiosos demais, eu já fui jovem e sei disso, não queria que meus pais soubessem dos meus problemas e ia resolver por mim mesmo - Ele diz, foco-me agora no meu cigarro já no fim - Fumar cigarros não é bom - Me pergunto por que todos dizem isso - f**a-se - Olho para ele - Seu palavreado é sempre rico assim? - Devido os olhos para o seu sarcasmo ouvindo o noticiário Foco a atenção no notíciario quando mais um assassinato é descoberto, havia uma repórter em frente a um lago, eu o conhecia, de certo modo, foi no fundo da casa onde ocorreu a festa duas noites atrás - Mais um - O velho comenta mas foco a atenção ao que ela diz - Mais uma jovem foi encontrado na manhã desse sábado morta, o corpo foi encontrado por moradores que suspeitaram do cheiro...- Ela continuava dizendo que possivelmente a garota havia sido morta na festa ao qual fui, seu nome ou foto não foi publicada por questões de privacidade da família, mas não era de se esperar que daqui a algumas horas todos soubessem quem fosse e o nome da garota estivesse circulando pela universidade - Desse jeito não irá sobrar habitantes nessa cidade - O homem ao meu lado comenta por fim Olho para o meu celular, era estranho e ao mesmo tempo assustador tantas pessoas morrendo bem em baixo dos nossos narizes e nenhum suspeito ou ao relacionado Olho para o meu celular, vejo uma mensagem, abro notando ser do Nick a dizer que estava quase tudo pronto no trabalho e seria bom eu ir lá, respondo me desculpando por não ter visto antes e dizendo por que não poderia ir. Levanto da mesa, dou um breve tchau para os dois amigos e vou em direção a meu carro, ligo sentindo novamente o meu celular a tocar. Levo a mão ao meu bolso olhando para os lados antes de entrar no meu carro - Alô - Minha voz soa baixa e um pouco despreocupada, olho pelo retrovisor mais uma vez antes de ligar o carro - Acha que pode me ajudar?- Não consigo identificar a voz apenas sai como um suspiro, sinto de forma gelada uma grande corrente passar pelo meu corpo - Quem é? - Pergunto, não de forma medrosa apenas curiosa - Marietta... - A pessoa parece está moída, literalmente e isso me assusta, eu não me lembrava totalmente de quem poderia ser a voz, talvez pela forma rouca e arrastada, talvez cansada - Ninguém consegue parar-lo...- Eu não sabia quem era do outro lado da linha mas ainda assim sabia sobre quem se tratava - Eu não sei o que está falando- Acelerou sem perceber o meu carro - O Joseph, não se faça de boba - A pessoa geme de dor e parece está chorando - Quem é você? - Pergunto preocupada, essa pessoa tinha meu numero e eram poucas as pessoas que tinham meu número depois que me mudei de onde morava - O Joseph quer m***r a todos - Ela chora e escuto mais um gemido - Eu... eu sei que está fingindo dele... - Como sabe o número ?- Ignoro as suas suplicas de dor enquanto percebo que o meu carro está parando, d***a, pelo que parece a bateria morreu - A Jenna - Meu coração gela, ela era a minha única amiga que confiava, tocar no nome dela agora me faz lembrar de tanta coisa, coisa o suficiente para me fazer esquecer a d***a do carro morto - O que tem a Jenna?- Pergunto sem evitar meu tom de voz frio - Ela me deu, está morta - E suas palavras curtas faz com que sinta a visão turva, a Jenna, ela a era aquela garota sorridente, mesmo sendo uma g****************a isso não me importava - O Joseph a matou por que queria informações sobre você e ela não deu - Sinto meu coração parecer quebrar em milhares de pedaços mas ao mesmo tempo se encher de raiva, aquele desgraçado matou a minha amiga que preferiu a morte do que realmente dizer onde eu estava, mesmo não sabendo de todo - isso não é verdade - Digo baixo ouvindo un gemido de dor - Ela me deu seu número a um tempo ela parecia está prevendo o que aconteceria - A garota suspira - O que aconteceu com você? - Tento ligar novamente o meu carro mas nada, olho para o lado notando não ter praticamente nada a volta alem de árvores - Eu tenho que ir agora Marietta, eu vou lhe ligar depois, outro dia, prometi a minha amiga que não deixaria o Joseph te achar - Ela diz com cautela me fazendo morder os lábios - Você não sabe onde estou - Digo convicta - Eu não mas ele talvez - Desligo o celular A ligação havia sido rápida, dez minutos no maximo e mesmo assim me fizera sentir um peso na consciência. A Jenna poderia está viva agora, eu fugir para evitar que aquele doente sujasse o meu nome com mais sangue e agora isso, me pergunto onde esse cara está e o que está tramando, me sinto m*l por Jenna Droga eu gostava tanto daquela garota, mas agora o sentimento de raiva por não poder fazer nada em relação a ela e saber que foi por minha causa me deixa tao triste, eu só desejava ir atrás do Joseph, acertar as contas e vingar a morte da minha amiga, eu iria fazer isso. Olho para o céu, ha nuvens escuras e uma lua crescente, tento ligar o carro novamente mas é quase impossível, olho para a estrada, há um caminho de terra a alguns metros, talvez tenha alguma casa por lá ou sinal Me pergunto que m***a eu estou fazendo saindo do meu carro uma hora dessa, não é tao tarde, talvez 6 horas da noite ainda assim o tempo está pesado, tudo o que se pode vê é as nuvens cinzas e nenhuma estrela, eu não me importaria de ficar no carro e ligar para alguém, apenas não há cobertura, não há civilização e d***a são só alguns minutos da cidade. Ligo a lanterna do meu celular, a luz da lua era boa mas não o suficiente, são cerca de quinze minutos, sem cobertura e agora sobre o chão pisado, era estranho tao longe da pista, não há casas, apenas estrada. sinto um frio na espinha, talvez não tenham sido apenas quinze minutos, talvez o tempo tivesse passado depressa e a essa altura deveria está na estrada a espera de algum carro. Enquanto ando percebo que a rede dá sinais, primeira coisa que faço é ligar para o Harry, a Carter havia deixado a d***a do celular sobre a mesa depois da briga com o seu pai, ele iria com certeza atender o celular da filha e eu não queria falar com ele, primeiro pelas milhares de formas de falar o quão m*l a sua filha era - ainda estão no bar?- Assim que ele atende não dou tempo de algo, apenas vou direto ao assunto - Sim, o que houve?- Ele pergunta, escuto a voz da Carter e o som que o bar emitia - Não estava nos meus planos pedir por ajudar ou estragar o momento de vocês, mas meu carro morreu, acha que podem vim me ajudar?- Chuto uma pedrinha no chão como passa tempo - Sim, vamos pagar a conta e já vamos, tem ideia de onde está? - Ao sul do bar, é uma estrada única para minha casa então estou perdida em algum lugar da estrada - Ele rir um pouco confirmando antes de desligar Decido que é hora de voltar ao carro, já podia sentir o clima mais úmido odiava realmente o outono, mas isso não era problema no momento, apenas voltar ao carro e esquecer que estive aqui, o problema não era o medo de está em uma estrada que aparentemente para mim, deveria está esquecida, mas há pegadas e marcas de roda, deve ser uma estrada pouco usada, talvez um atalho para a cidade vizinha ou talvez apenas uma trilha. Enquanto volto ao carro noto que ha mais uma ligação a essa estrada, é bem mais estreita e fica um pouco coberta pelas arvores densas, talvez fosse um bom lugar para explorar. Essa estrada parece algo pacato, acredito que não venham tantas pessoas aqui e as que aqui vem devem achar algo interessante para esses lado, caso contrário não havia essas marcas no chão Espero mais alguns minutos e no terceiro carro que passa vejo que para ao meu lado, de lá sai a garota de cabelo azul e o de cabelo encaracolado, talvez não fosse um casal que não combinava, eles eram diferentes, o Harry alto, olhos claro e cabelo aparentemente comum, diferente de Carter que é bem baixa comparada a ele, talvez no seu ombro lado a lado, seu cabelo atraia olhares dos mais velhos e conservadores, assim como suas roupas largas e de aparência gasta, há também a religião bastante conservadora da família do Harry que pelo o que imagino tenha tomado um susto quando a Carter foi a primeira vez na casa dele, eles se mudaram para cá a anos e o Harry se apaixonou pela garota rebelde da escola - Então o que aconteceu?- Carter é a primeira a perguntar quando chega ao meu lado - Eu não consigo "dá vida" ao carro - Faço aspas com os dedos entregando a chave para o Harry que vai direto ao carro - E o super Harry vai a luta - Carter diz com as bochechas cheias de ar imitando talvez um homem enquanto levanta a mao direita, Harry rir da i****a entrando no carro em seguida tentando liga -lo - E ai, o que resolveu para hoje a noite?- Pergunto a vendo dar de ombros sentada sobre o capô do carro do Harry - Eu preciso dos livros para amanhã - Ela diz fazendo um bico - Sabe, eu iria jogar pedras na janela da sua casa - Dou risada negando - Por que?- Ela sorrir levantando a sua camisa quadriculada que caia pelo ombro enquanto se abraça a ela - Eu não estou afim de ir para casa do Harry, sabe lá á toda uma regra de convivência - Ela faz ações com as mãos talvez para mostrar a quantidade de regras - Eu não tenho muitas roupas lá, na verdade quase nenhuma e eu não estou mesmo afim de jantar as sete e meia com todos na mesa e usar as roupas de boa moça da irmã do Harry como aqueles vestidos floridos de pregas, há a sua avó a falar sobre o quão é bom os religiosos programas que ela assiste e a mim olhar com cara f**a e os comentários de sua mãe sobre as trocentas filhas de todas as suas amigas da idade do Harry que vão as missas ao domingo - Sei que no fundo a Carter apenas queria ser mais aceita pela família do namorado, o que ela me contava e nunca realmente falou para o Harry sobre o que a sua família falava com e sobre ela a deixa magoada, ela já teve que inventar problemas como cólicas apenas para sair da casa dele - Eu acho que tem algo no carro que serve para você - Ela me encara um pouco confusa, saiu de onde estou indo até o meu carro, onde por sinal o Harry tenta de forma incansável a ligá-lo, abro o porta luvas pegando o objeto pequeno de dentro a uma luva preta que usava as vezes voltando ao seu lado - Use sempre que precisar, apenas não leve o Harry para lá e bom, você sabe, pelo menos não quando eu estiver em casa - Entrego a chave reserva a ela, sei que há duas armas espalhada pela casa e talvez algo que seja suspeito para uma jovem normal ter mas sei que Carter não é alguém invasiva e se eu estou lhe dando uma copia é por que eu confio nela, mesmo com todos os meus problemas de confiança - Valeu - Ela sorrir, olha mais uma vez para a chave, tira o colar que tem no pescoço colocando a chave lá, em seguida volta a por no seu pescoço - Tem certeza disso?- Apenas dou de ombros ouvindo o carro a frente roncar - Já está - Harry sai do carro - E o super Harry salva o dia mais uma vez - Carter comemora o vendo rir e vim dá lhe um beijo - Cara, muito obrigada - Sorrir o vendo dá de ombros - Salvar garotinhas indefesas é apenas mais um dos meus charmes - Ele passa a mao pelo cabelo me fazendo negar com um sorriso - Você é só um i****a, aliás vocês são - Digo vendo eles a darem um beijo - O que acha de assistirmos um filme na casa da Marie? - Carter pergunta para o Harry, sabe aquela coisa chamada i********e? Pois bem, não der ela - Acho legal, ainda ha aquela pizza de quarta?- Harry pergunta me fazendo encarar-lo também em dúvida - Eu acho que sim, não me lembro de ter tirado do congelador - Então vamos ne- Harry segura na mão da Carter sem ao menos esperar a minha confirmação Balanço a cabeça indo para o meu carro, não valeria de nada impedi-. Em meio a ida olho novamente para a estrada no lado esquerdo, talvez seja bom voltar ali, talvez fosse um bom lugar para explorar e talvez relaxar quando não se está bem. Enquanto sigo o carro a frente lembro vagamente de Jenna e todos os seus conselhos bobos, ela era uma boa garota com uma história r**m. Na manhã seguinte levanto ainda sonolenta, amarro o meu cabelo indo até o banheiro do corredor, molho o rosto e escovo os meus dentes, encaro o meu rosto no espelho ainda com a presença do sono e leves marcas do travesseiro. Preparo um café e torradas, era domingo e por mais que fosse apenas oito da manhã sentia vontade de fazer algo, nunca realmente passava os domingos em casa - Dia... - Carter surge com o cabelo realmente bagunçado, veste uma camisa propositalmente grande minha, ela quase chegava no seu joelho - Bom - Ela vai até o armário, fica na ponta dos pés levemente e pega uma xícara - Café? - Ela olha como se fosse algo e******o, devolvi o mesmo olhar para ela achando e******o ela não gostar de café Ela segue até a geladeira, pega o leite, põe sobre a mesa e em seguida volta ao armário pegando biscoitos, sentando na minha frente por fim colocando a grande franja praticamente do mesmo tamanho do restante do cabelo, atrás das orelhas, não se importado com a juba azul bagunçada - Ta afim de ir ao lago hoje? - Ela pergunta colocando o biscoito inteiro na boca depois um pouco de leite - Sim, mas está fazendo um pouco de frio - Ela rir - Na hora a gente não percebe, vamos lá depois a gente vai lá em casa e eu pego os meus livros - E você vai voltar para casa do seu pai? - Não, vou apenas entrar pela janela do meu quarto- Ela dá de ombros, bebo mais um pouco do café - E então o piquenique no lago ta de pé? - Ela pergunta com um sorriso - Claro.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR