Marie~
Ultimamente a sensação de ser perseguida só aumentava e deixava não só a mim mas a todos preocupados, porém hoje o dia parecia mais escuro em Bradford, pelo menos na vista do cemitério, nunca gostei de enterros e nem me imaginando em um de uma garota que conheci a semanas, afinal de contas estava aqui por considerações de um quase amizade ou apenas estava aqui por que todos estavam.
A mãe de Vivian, senhora Montenegro estava enrolada em um vestido preto com alguma renda, tinha um chapéu na cabeça e se debruçou no ombro do que eu acho que seja seu marido e pai de Vivian, ele a consolava com o olhar cansado, dava pena de olhar o casal, pareciam que o seus mundos haviam acabado.
Carla estava com Matt, ele a abraçava e talvez se aproveitasse da situação para está mais perto dela, Carla chorava e pela primeira vez sem alguma maquiagem ou teatro, ela estava mesmo triste e devastada, assim como a maioria de nós, a cena da garota havia chocado aos que tiveram acesso de vê, talvez a universidade toda, ela estava lá em frente ao mastro onde tem o símbolo da universidade, esfaqueada e com roupas molhadas, havia em sua mão um bilhete recolhido pela policia, falaram que era referência a um filme de terror qualquer, mas que estava claro, esse assassino queria vingança seja do que for e estava disposto a cometer o pecado apenas para se saciar, ele estava levando um por um e ninguém sabia o por que ou quem era o próximo.
Segundo a polícia eles iriam conversar com todos para recolher pistas, mas na verdade nem eles sabiam o que fazer, nunca havia ocorrido uma série de assassinatos assim na história dessa cidade, havia um louco solto e a polícia tinha medo de se meter, por que agora ele poderia está entre nós e ninguém sabia
- Você quer uma água?- Nick perguntou ao meu lado, eu confirmei o vendo ir até perto do Louis que estava com duas garrafas
Que m***a está acontecendo aqui
- Aqui - Eu sorri agradecendo
- Isso é tão triste- Eu disse baixo olhando a cena, toda a família estava abatida
- Ela era uma boa garota, alguns defeitos mas boa garota - Ele olha para a frente- É estranho ver essa cena, por mais que todos errem a ideia de estarem se vingando...
- Você acha que alguém de vocês tinham alguma dívida de errado?- Ele faz uma pausa, talvez pensando, mas por mais que fosse um teatro de memoria eu sabia que ele escondia algo
- Eu não faço ideia, todos tem alguma dívida com alguém, quero dizer, a Carla quer se tornar um pessoa famosa e passa por cima de quem estiver na sua frente, o Matt não se importa com nada e é irritante, eles são bons exemplos, todos temos uma dívida e um segredo guardado com nós mesmos - Ele encara a garrafa - É só mais alguns adolescentes que fizeram alguma m***a no passado sem olhar para quem
- Vivian não parecia fazer m***a desse tipo- Digo pensativa afinal de contas que m***a seria tao r**m que um assassino estava atras de todos
- Nunca se sabe, talvez indiretamente, você sabe, a prima dela é uma pessoa c***l e ela apenas cruzava os braços, você pode não praticar mas está assistindo e isso revolta quem seja o alvo- Ele diz sugestivo, concordo sem ter muito o que dizer
Afastado, abaixo de uma das várias árvores do cemitério está Liam, ele não parece nada bem e eu me pergunto qual era a ligação deles, talvez fossem amigos ou até mais, mesmo nunca tendo visto ela com ele
No fim o dia terminou mais rápido do que o desejado pelo menos para mim, Carter ainda estava brigada com o seu pai e estava aqui em casa, não que isso realmente fosse um incômodo, era até bom ter a sua companhia, estávamos na sala assistindo alguma coisa e sentia o cansaço no corpo, amanhã teria que acordar cedo e isso já é um motivo para que eu me sinto cansada em dobro. Mas no fim eu apenas relaxo assistindo algum episódio de alguma série que a Carter gostava.
No segundo seguinte eu não percebo que havia dormido, apenas quando eu acordo assustada, eu estava em movimento e pelo o que parece em movimento acelerado, eu olho para o lado vendo árvores correndo em uma velocidade absurda se isso fosse possível, pelo menos do meu ponto de vista era, eu estava dentro de um carro, mas não me lembro de ter entrado em nenhum. Eu olho para o meu lado e o meu coração acelera quando vejo Joseph, uma arma no seu colo, seu olhar concentrado e até diria que ele não percebeu o meu movimento, eu olho para mim mesma, estou me sentindo mole, mesmo presa ao cinto de segurança
Pelo espelho interno do carro vejo um corpo deitado, olho para trás onde uma moça loira está desacordada, ela estava amarrada e sangrando um pouco
- Que m***a é essa- Eu encaro Joseph que m*l me olha
- Segura essa p***a, você está me atrapalhando hoje- Ele me entrega a arma, eu ajo talvez de uma forma inconsciente, destravado e abrindo o vidro
- Você é um i****a- Eu olho para ele que parece preocupado
- E você é só uma v***a sentada no passageiro, faz algo que preste - Suspiro Irritada não querendo brigar com ele
novamente por isso apenas levanto indo me sentar na janela com cuidado pra não cair, ele está irritado, tudo bem
Já sentada olho para trás, mesmo com os meus cabelos voando descontroladamente, lá estão alguns homens sobre motos e um carro distante
Tento apontar para algum porém quando está em uma boa mira o carro tomba em algo
- d***a Joseph - Grito Irritada
- Não tenho culpa, anda logo
Tento mirar em algum disparando da melhor forma que posso, vejo que um dos três que pilotavam uma moto perde o controle me fazendo estrar rapidamente antes do Joseph dobra em uma curva
- Um já foi- eu vejo um sorriso aparecer no seu rosto
- É por isso que eu transo com você- Ele sorrir me fazendo revirar os olhos com um sorriso no rosto
Olho mais uma vez para o banco traseiro onde a mulher está dormindo ou morta, eu não sei como parei aqui mas era por culpa dela, espero que ela realmente valha a pena, seja para o que for. No próximo momento o carro recebe uma chuva de bala o que faz o Joseph reclamar pela lataria do seu conversível, parecia milhares e por incrível que pareça nenhum nos atingia mas o barulho é intenso e até estranho por ter pessoas a gritar e a me deixar mais assustada do que o normal.
No próximo minutos eu acordo assustada sentindo a adrenalina mas apenas a risada de Carter me faz sentir irritação, mas não demora muito a passar e eu rir também, era apenas um sonho, ou uma lembrança distante, eu não sei até por que como sempre esquecia do sonho no segundo seguinte em que acordava e me distraía
- Isso quase me matou - Resmungo levantando do meu lugar no sofá
- Desculpe se isso é mais interessante que os seus sonhos romantizados com qualquer cara - Levanto o dedo para ela enquanto vou para a pequena sacada
A vista era uma m***a, pelo menos agora a noite. Saber que a rua ao qual eu morava era realmente longe da "cidade" e que menos de oito casas se encontrava aqui era frustante, havia um muro pintado no final da rua, era um beco e mais uns dois predios ao leste terminava minha rua, so via um poste que m*l iluminava o grafite, tudo bem que nunca morei em uma cidade grande, como uma sede, mas eu me sentia estranha, minha vida era conturbada em menos de um mês e meio, eram festas e até mesmo viagens internacionais apenas para curtição, um relacionamento e brigas, mas agora tudo se resume a mortes pois é isso que está a minha volta.
Eu poderia me considerar uma k******e, mas agora eu estaria rumo ao que eu chamo de suicídio cego, meus olhos estão vendados e a qualquer momento eu posso me esbarrar no assassino de verdade, meus inimigos não são os aliados e sim alguém a minha volta, alguém a minha distância também
Joseph
Droga, esse nome me faz tremer, minha vida parecia tão extrema a semanas mas isso que eu chamo de extremo, minha mãe e minha avô estão do outro lado do atlântico, meu ex namorado está com raiva e se eu realmente fosse a igreja aos domingos poderia ter uma esperança que ele tenha desistido de mim, em seguida a um assassino nessa d***a de cidade e eu estou na roda da linhagem dos homicídios futuros, eu só me meto em furada mesmo quando eu quero me salvar.
E justo hoje é o aniversário do meu pai, velho fudido, que o senhor me perdoe, mas d***a ele deve está jogando poker com o d***o e agora perdendo sua alma por que isso é a única coisa que lhe resta, sabendo que até as calças já perdeu com o jogo enquanto eu estou nessa furada pra por a minha família e a minha pele a salvo.
Eu deveria ter continuado na loja de ferramentas no meu bairro, mas meu pai resolveu jogar com um cara qualquer e quando ele já não tinha mais nada o Joseph apareceu para lhe ajudar como um anjo salvador, mas isso só piorou, pois quem dá algo sempre quer receber alguma coisa em troca.
Sei que um relacionamento abusivo com um traficante qualquer estaria longe de dar certo mas era a minha família e me vender pareceu quitar a vida de todos a minha volta, era uma vida contra três, a minha vida em troca do único lar que a minha mãe tinha, ela trabalhou a vida toda e um velho viciado não poderia botar tudo a perder como ele fez, era uma troca injusta mas ninguém aceitaria um velho como prêmio.
Eu odiei tanto o meu pai por meses até me prender ao Joseph mas a sensação de ser um produto ainda se estalava em mim, eu até pensei que se ele morresse eu não iria sentir sua falta, mas no fim um trator passou sobre o seu carro em um campo de demolição de carros, nunca entendi o por quê dele insistir naquela "brincadeira" mas ele ganhava dinheiro e a única esperança que tínhamos em quitar a dívida paga pelo Joseph era aquilo, até que ele morreu no seu campo de batalha.
Ele não deixou apenas mágoa, tinha uma dívida, uma enorme dívida que eu estou pagando até hoje, mas eu iria sair dessa de um jeito ou de outro, mesmo se eu não morresse só de brincadeirinha, no fim das contas eu tinha que lidar com os problemas dele, velho de m***a.