Sou a Ma, tenho 23 anos e, desde os 16, minha bandeira era bem clara, o arco-íris brilhava apenas para as mulheres. Sempre tive aquela estética tomboy, camisas largas, cabelo curto e uma convicção de que homens eram apenas bons amigos para tomar cerveja e falar de futebol.
E era exatamente isso que o Leo e o Caio eram para mim. O Leo é aquele loiro alto, com corpo de quem surfa todo dia, e o Caio é o oposto: moreno, com braços fortes e uma barba que ele cuida mais que a própria vida. Naquela noite de domingo, o plano era o de sempre: pizza, conversa fiada e um filme qualquer.
A escolha do filme foi uma piada. "Vamos ver 50 Tons de Cinza só pra rir de como isso é r**m", disse o Leo. m*l sabíamos nós que a atmosfera do filme, por mais clichê que fosse, ia agir como um catalisador químico naquela sala escura.
Estávamos os três espremidos no sofá de veludo da minha sala. Eu no meio, como sempre. No início, a gente fazia piadas, mas conforme as cenas ficavam mais intensas, o silêncio começou a ganhar peso. Eu sentia o calor do corpo do Leo à minha esquerda e a respiração do Caio à minha direita.
— Ma... você tá muito quieta — Caio sussurrou, a voz saindo mais grave que o normal.
Não respondi, meus olhos estavam fixos na tela, mas minha mente estava focada na mão do Leo, que "sem querer" encostou na minha coxa. Eu, que sempre senti repulsa pela ideia de um toque masculino, senti um choque elétrico que começou na ponta dos pés e subiu até a nuca.
— Acho que a Ma gostou do meu toque — brincou o Leo, e dessa vez ele não tirou a mão.
Pelo contrário, começou a subir os dedos pela barra do meu short jeans.
Eu deveria ter parado, deveria ter dito "sai fora, sou lésbica". Mas a verdade é que, naquele domingo, a "Ma lésbica" tinha tirado folga. Queria saber qual era a sensação de ser o centro das atenções de dois homens que eu confiava.
O Caio se aproximou e começou a beijar meu pescoço, enquanto o Leo me puxava para um beijo de língua que me fez perder o chão. As mãos deles eram grandes, firmes e tinham uma urgência que nunca tinha sentido antes.
— Tem certeza, Ma? A gente para agora se você quiser — o Leo disse, sendo o cavalheiro que ele sempre foi.
— Não para. Por favor, não para — respondi, a voz saindo em um suspiro que nem reconheci.
Nossas roupas foram deixadas no tapete. Ver o Leo e o Caio nüs, sob a luz azulada da TV que continuava passando o filme, foi uma revelação. O corpo masculino, que sempre ignorei, agora parecia uma geografia fascinante que eu precisava explorar.
Nos deitamos no tapete mesmo. O espaço era maior e a urgência era absoluta. Caio ficou atrás de mim, seu corpo quente colado nas minhas costas, com as mãos grandes apertando meu bumbum enquanto seus beijos no meu pescoço me faziam tremer. Na frente, o Leo estava devorando meus sëios, a boca quente e insaciável, só conseguia gëmer, presa entre os dois.
Foi quando o Leo levantou minha perna sobre o quadril dele. Senti o cacetë duro dele roçando na minha büceta, já encharcada, um atrito delicioso que me fez arquear as costas. E então, como se estivessem em sintonia perfeita, senti o mesmo movimento atrás, Caio estava roçando o paü dele na minha entrada do meu cüzinho, a pressão era intensa e promissora. Estava completamente perdida, me esfregando em duas rolas ao mesmo tempo só assim, no vai e vem, e era incrível.
Quando já estava gemendo sem parar, bem molhada e aberta para eles, eles trocaram um olhar por cima do meu ombro. Foi só um sinal. Com um cuidado, os dois entraram ao mesmo tempo, devagar, devagarinho, me preenchendo de um jeito que fez o mundo parar. Gritei, mas era um grito abafado pelo beijo do Leo.
Me senti em um sanduíche de testosterona e prazer. Caio me fødia por trás, com estocadas que faziam meu corpo todo vibrar, enquanto o Leo se posicionava na minha frente, me dando suporte e me beijando com uma fome absurda. O toque firme das mãos deles, o cheiro de homem, o som dos corpos se chocando no ritmo das cenas picantes que passavam na tela.
— Você é muito gostosa, Ma... — Caio gemia no meu ouvido, as mãos cravadas no meu quadril.
O Leo segurava meus braços acima da cabeça, me dominando de um jeito que nunca imaginei que gostaria. Estava descobrindo que, embora amasse mulheres, aquela experiência específica com eles era algo transcendental. O prazer era triplicado. Sentia o preenchimento absoluto, a pele suada de um roçando na minha, e o calor do outro me envolvendo por inteiro.
O filme já estava nos créditos, mas a nossa cena estava no clímax. Me sentia como uma corda de violão esticada ao máximo. Leo acelerou o ritmo na frente e o Caio acompanhou atrás. Era uma sincronia perfeita, como se eles tivessem ensaiado aquilo a vida toda.
— Vou gøzar, Ma! — o Leo avisou, os olhos fixos nos meus.
— p***a! Eu também! — o Caio exclamou.
Não aguentei, a descarga de prazer foi tão forte que eu vi estrelas. Eu também gozei sentindo o calor dos dois me inundando, um tremor que parecia que nunca ia passar. Ficamos os três ali, amontoados no tapete, ofegantes, enquanto a música dos créditos finais preenchia o silêncio da sala.