• Clara . . . Passei na casa da Paty no fim da tarde. Tinha mandado mensagem perguntando se ela queria ir comigo ver a Duda e o Marcelo no hospital, e pra minha surpresa, ela topou de primeira. Paty desceu com o cabelo preso num coque bagunçado e uma expressão leve no rosto. Talvez fosse o começo de um novo tempo pra gente. A gente seguiu juntas, no carro, com a musiquinha baixa e um silêncio confortável no meio do caminho. Paty: Ela tá bem? A Duda? Clara: Tá sim. Cansada, mas feliz. O Marcelo é uma coisinha linda... a vitória vai ficar apaixonada. Ela sorriu de leve. Eu sentia que aquele sorriso era outro. Tinha paz ali. Chegamos no hospital e subimos até o quarto. Quando abrimos a porta, a cena quase me arrancou um choro: Duda deitada com o bebê no colo, cabelo desgrenhado, mas com

