TH . . .
— Foi só eu ir embora que vocês arrumaram mó confusão, hein. Nem pra fazer na hora que eu tava, pra eu poder ver o barraco.
— Vocês nada. Quem arrumou confusão com a menina por bobeira foi ele. Eu só ajudei a separar.
— Ah tá. Mina mó folgada, veio cheia de marra pra cima de mim. Quero tudo dela também: nome, onde mora, o que faz da vida. Tudo!
— Meu parceiro, pra que tu quer a ficha da menina? Só por causa de uma blusa? Tu deve ter umas dez igual.
— A questão não é a blusa, irmão. A mina me peitou *dentro* do meu morro, mano. Isso ninguém faz, não. Quero tudo mesmo. A ficha dela aqui, hoje.
— Tu gostou dela e tá usando isso como desculpa?
— Qual foi? Perdeu o respeito também, ô filho da p**a?
— Filho da p**a é você, que nem sabe quem é tua mãe, ô arrombado.
— Sei sim.
— Ah é? E quem é? — falou me interrompendo.
— A mãe dele.
— Coitado. Não é porque ela te criou que ela é tua mãe, não, ô emocionado.
— Todo mundo sabe que tu morria de inveja porque ela sempre preferiu eu do que você.
— Às vezes cê é tão engraçado, hein, mano.
— Tô metendo o pé aí, já é.
— Vou descer contigo, marca aí.
— Ah vai? Quem liberou vocês?
— E precisa de liberação? A gente vai sozinho, irmão.
— Só vou deixar vocês irem porque tô a fim de ficar sozinho.
— Vai se f***r, vai.
Mandei o dedo pra eles, que saíram batendo a porta, e eu fiquei de boa, fumando. Até que uma n**a aí me chamou pra brotar na goma dela. Tava sem fazer nada mesmo, então confirmei com ela que ia. Passei em casa antes, tomei um banho e me arrumei. De lá, ia colar num pagode que ia ter aqui. Peguei minha moto e disparei pra casa dela.