5 Deuses e Fantasmas O fato de que o caso de M. seria discutido na reunião de advogados de uma associação entusiasmou a comunidade do tribunal. É por isso que o salão estava mais lotado do que nunca. Todos estavam falando de um assassinato cometido por um fantasma, perguntando uns aos outros se era verdade. Enquanto vagueava pela multidão, encontrei o promotor que investigava este incidente conversando com seus colegas. Quando me aproximei do grupo, o promotor insistia que o perpetrador era um dos parentes. Entretanto, ele não tinha provas suficientes para preparar uma acusação. Ele duvidava dos irmãos. A discussão foi acalorada. Afinal, por que eles matariam seu irmão esquizofrênico? Primeiro de tudo, M. não tinha herança para deixá-los. Se quisessem se livrar dele, poderiam ter feito

