Isabela narrando Entrei na caminhonete e o cheiro dele misturado ao perfume novo do carro me envolveu imediatamente. O banco era alto e confortável, e quando ele deu partida, a voz grave disse: — Você está linda demais, Isabela. Senti o calor subir pelo meu rosto. Antes que eu respondesse, ele colocou a mão firme sobre a minha coxa. Não foi um toque rápido ou distraído — ele deixou os dedos ali, leves, mas firmes, como se quisesse me lembrar que estava no controle. — Obrigada… — murmurei, tentando disfarçar o sorriso nervoso. — E aí, percebeu? — ele perguntou, passando a marcha. Olhei em volta, reparando nos detalhes internos do carro. — Troquei de carro? — arrisquei. Ele sorriu de canto. — Sim. Fui contemplado no consórcio. Sempre quis essa Toro. E acho que a primeira pessoa que m

