Capítulo 39

277 Palavras

Isabela narrando Me enfiei debaixo das cobertas, mas o sono parecia não querer chegar. A cada vez que fechava os olhos, era o rosto dele que eu via. Lucas. O homem que tinha prendido meu irmão… e, de alguma forma, tinha prendido também minha atenção, meu corpo, meu coração. Eu sabia o que sentia. Não era confusão, não era carência. Era certeza. Certeza de que eu queria ficar com ele. Do jeito que ele me olhava, como se pudesse ver através de mim. Do jeito que suas mãos me tocavam — firmes, mas cuidadosas, como se eu fosse algo precioso. Do jeito que sua voz ficava grave e suave ao mesmo tempo quando falava comigo. Ele era homem. Homem de verdade. Depois de tudo que passei, depois de tantas noites chorando por causa do meu irmão preso, correndo atrás de advogados, vivendo para cuidar do

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