Isabela narrando O caixa estava cheio de contas para fechar. Eu passava as anotações para a calculadora com a rotina automática de quem já faz aquilo sem pensar. Ainda assim, meu corpo sabia que ele estava ali. Não precisei olhar para sentir. Aproximou-se devagar, como se não quisesse chamar atenção, mas cada passo dele parecia ecoar na minha pele. — Essa roupa… — a voz dele veio baixa, rouca, carregada de intenção. — É de tirar o fôlego. Levantei os olhos e encontrei o dele. O jeito como Lucas me olhava era diferente de qualquer outro homem ali. Não era só desejo; era como se estivesse tentando me guardar na memória. — Senti falta de você na academia hoje — soltei, deixando escapar um sorriso. Um canto da boca dele se levantou, mas ele não respondeu de imediato. Os olhos ficaram nos

