Capítulo 21

421 Palavras
Isabela narrando A noite chegou com uma brisa suave que nos abraçava na varanda. O som de Foz do Iguaçu, uma mistura de carros distantes e grilos, era a trilha sonora perfeita para a nossa conversa. Karina e Lorena estavam comigo, cada uma com sua taça de vinho, e eu me sentia em casa. Era a nossa rotina sagrada de amigas, uma pausa necessária na semana. Karina, com os olhos brilhando, foi a primeira a falar. — Meninas, preciso contar uma coisa. Estou começando a ficar sério com Sérgio. Eu e Lorena nos entreolhamos com sorrisos de cumplicidade. Sérgio era dono de um mercado na cidade, e a gente já sabia que ela estava de olho nele. — Amiga, que notícia maravilhosa! Ele é um cara incrível — eu disse, genuinamente feliz por ela. Lorena, então, se inclinou para a frente, o copo na mão, o olhar misterioso. — E eu? Eu estou conhecendo um cara, o Henrique. Ele é policial civil na cidade. Uma onda de surpresa tomou conta de mim. Policial civil. O meu coração deu um salto. — Uau, amiga! E ele é legal? — perguntei, sentindo um nó na garganta. — Ele é incrível! Maduro, com um senso de humor que me mata de rir. Estou muito interessada nele. As duas me olharam, e eu sabia que era a minha vez. Era a minha vez de confessar o que estava sentindo. Eu peguei a taça de vinho, e bebi um gole, tentando encontrar a coragem. — Eu… eu estou interessada em um cara também. Ele se chama Lucas. Ele é PRF. Karina me olhou, surpresa. — PRF? Uau! Mas como você o conheceu? — Na praça, na academia, na rua hoje. Ele é… ele é diferente. Ele me ajudou a trocar o pneu. O meu coração se acelerou, e eu me senti uma mulher que tinha que tomar uma decisão. Eu tinha que confiar. E eu confiei. — E aí? Ele é bonito? — Karina perguntou. — É. Ele é lindo, ele é um gato. — eu respondi, com um sorriso. Lorena, então, soltou a bomba. — Henrique, o cara que eu estou conhecendo, é amigo de Lucas. O meu coração deu um pulo. Amigo de Lucas. De repente, o mundo parecia um pouco menor, e as possibilidades, infinitas. Talvez esse fosse um sinal. Talvez o destino estivesse, finalmente, me dando uma chance. Uma chance de ser feliz. Uma chance de amar. E talvez, só talvez, a minha vida estivesse prestes a tomar um rumo completamente novo.
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