Isabela narrando
A brisa fresca da noite, que antes me parecia revigorante, agora me parecia fria. Eu e Lorena estávamos a caminho da casa dela, e o silêncio entre nós era pesado. O meu encontro com Lucas na academia havia me desestabilizado. Eu me sentia uma adolescente, uma mulher que não sabia como lidar com as suas emoções.
O meu corpo estava em chamas, e a minha mente estava em um turbilhão de emoções. Eu me sentia atraída por Lucas, mas também me sentia culpada. Como eu podia me sentir atraída por um homem que eu m*l conhecia, quando a minha vida estava um caos? O meu coração me dizia que ele era diferente, mas a minha mente me dizia que ele era o inimigo.
Lorena me olhou com um sorriso.
— Amiga, que homem era aquele? — ela perguntou, com a voz cheia de empolgação.
— Ele é o Lucas. Eu o conheci na praça. — eu respondi, com a voz baixa.
— Amiga, ele é um espetáculo. E ele está a fim de você. Eu juro. O olhar dele em você… ele estava te comendo com os olhos.
Eu ri. Uma risada que me fez sentir envergonhada.
— Lorena, para de ser boba. A maioria dos homens ficam assim comigo. Eles só querem t*****r. Eles não levam a sério.
A minha voz era carregada de uma tristeza que eu não conseguia esconder. Eu me sentia uma mulher que não era levada a sério. A minha beleza era um fardo, uma maldição.
Lorena se sentou ao meu lado, e me olhou com os olhos cheios de compaixão.
— Amiga, eu sei que a sua vida não é fácil. Eu sei que você tem o peso do mundo nas costas. Mas você tem que se permitir viver. Você tem que se permitir ser feliz.
As lágrimas escorriam pelo meu rosto. Eu não conseguia me controlar.
— Eu não posso, Lorena. Eu tenho a minha família. Eu tenho o meu irmão. Eu não posso pensar em mim.
— Sim, você pode. Você só está perdendo tempo. Você tem que beijar, tem que sair, tem que t*****r se você tiver vontade. Você tem que viver, Isabela. Você tem que viver por você.
As palavras dela me atingiram como um soco. Eu me senti uma mulher que estava perdendo tempo. Eu me senti uma mulher que estava vivendo a vida de outra pessoa.
Nós chegamos na casa da Lorena. Ela me convidou para entrar, e eu aceitei. A sua casa era um mundo de paz, um mundo que eu não conhecia. Eu me sentei no sofá, e a minha mente se perdeu no meu passado. Eu me lembrei do meu pai. Ele sempre me ensinou a ser uma mulher forte, uma mulher que não se deixava abalar por ninguém. E eu estava me sentindo fraca.
Lorena me trouxe um copo de água, e se sentou ao meu lado.
— Amiga, eu sei que é difícil. Mas a vida é para ser vivida. E você merece ser feliz.
Eu a abracei, e chorei em seu ombro. Eu me senti uma mulher que tinha uma amiga, uma mulher que me entendia.
— Eu… eu sinto muito. Eu não devia ter te contado — eu disse, com a voz rouca.
— Não, amiga. Você devia. Eu estou aqui para te ajudar.
Eu me afastei dela. O meu corpo estava em chamas, e a minha mente estava em um turbilhão de emoções. Eu me senti uma mulher que tinha que tomar uma decisão. Eu tinha que lutar. Lutando para ter uma chance com ela. Eu tinha que lutar.