CORINGA - LIBERDADE

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Uma semana depois, o portão principal da penitenciária abriu sem espetáculo. Nada de imprensa, nada de fogos, nada de homem armado esperando do lado de fora. Só o barulho metálico do cadeado e o agente chamando pelo nome civil que quase ninguém usava mais. Coringa saiu caminhando como entrou cinco anos antes: postura reta, olhar firme, sem demonstrar pressa. Não havia ansiedade visível. Ele não ia dar esse gosto para ninguém. Do lado de fora, alguns metros adiante, um carro comum estava estacionado. Vidros normais, nada de película escura chamativa. 22K encostado na porta, boné baixo, camiseta simples, postura tranquila demais para quem estava aguardando o dono do Morro da Esperança recuperar a liberdade. Quando Coringa cruzou o portão e pisou na rua, os dois se olharam. Nenhum abraço exa

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