O sol já estava alto quando Coringa se levantou da borda da lancha. Daniela ainda estava sentada, tentando absorver tudo: o mar aberto, a liberdade dele, o silêncio sem grades. Ele ficou alguns segundos parado diante dela, depois puxou a camiseta pela gola e tirou de uma vez só. O gesto foi simples. Natural. Mas Daniela sentiu o ar prender nos pulmões. O corpo dele era forte, definido não de academia de luxo, mas de quem sempre viveu em alerta. Ombros largos, braços marcados, peito firme. As tatuagens subiam pelos braços, cruzavam o peito, desciam pelas costelas. Não eram desenhos aleatórios. Eram história. Eram marcas de escolhas. Ele percebeu o olhar dela. Não disse nada. Apenas deu dois passos até a borda da lancha e, sem hesitar, pulou na água. O som do mergulho ecoou leve no si

