Slytherin x Ravenclaw part. 2

1960 Palavras
A Sonserina ganhou o jogo por 2x1 da Corvinal. Esse resultado, aumentava a diferença entre eles na liderança do campeonato de fraternidades, mas de alguma forma, esse resultado não deixou James infeliz, como normalmente deixaria.  James, Remus e Sirius já haviam abandonado as arquibancadas e agora estavam no estacionamento, apenas há alguns metros do campo, enquanto aguardavam os jogadores abandonarem os vestuários para encontrarem com os seus familiares nas arquibancadas ou o estacionamento.  Sirius e James conversavam animadoramente sobre o jogo que acabara de ocorrer. Com o coração pesado, James teve que admitir que o ataque da Corvinal estava fraco e que o time da Sonserina estava superior em muitos aspectos.  – Eu só espero que a Grifinória consiga se superar nesse campeonato. - James diz para Sirius. – Eu sendo você não contava tanto com isso. - a voz de Regulus surgiu de trás do carro que James estava encostado.  Seu rosto estava suado e muito avermelhado devido ao esforço físico à pouco executado, seus cabelos ainda estavam presos, porém agora com alguns fios soltos e uma toalha pequena ao redor do pescoço, James se surpreendeu com a sua capacidade de conseguir enxergar um R.A.B bordado em linha preta na ponta dobrada da toalha. Regulus não usava mais o uniforme de jogo, usava um conjunto de moletom cinza, com o símbolo da cobra da Sonserina bordado no lado direito.  – Eu já falei para você, eu elevei muito os níveis da Sonserina com as táticas brasileiras. - Regulus piscou para James, que sentiu-se estremecer em suas próprias pernas.  – É, mas o Brasil não ganha uma copa desde 2002. - Remus disse, se sentindo muito orgulhoso da pouca informação que ele tinha sobre futebol, afim de contribuir para o debate.  Entretanto, todos olharam para ele como se ele tivesse dito uma coisa muito errada.  – É, amor, o Brasil não ganha uma copa do mundo desde que ganhou a sua quinta copa do mundo em 2002. - Sirius respondeu, dando um ênfase muito grande à palavra quinta. – A Inglaterra não ganha uma copa desde 1966. - James acrescentou, a testa franzida e um semblante de dor ao falar da sua própria seleção. – E a gente só tem uma. De repente, Regulus, Sirius e James começaram a rir, seus orgulhos britânicos doendo em seus p****s, diante da mais absoluta realidade do fracasso esportivo da seleção inglesa.  – Eu não sei futebol. - Remus protestou, erguendo seus braços em redenção.  – É amor, a gente consegue ver. - Sirius murmurou, entre risadas, afogando seus lábios nos lábios de Lupin. – Bem, a gente vai indo... Você vai com a gente Reg? Remus está de carro. - avisou. Regulus balançou a cabeça negativamente e ergueu chaves em sua própria mão. – Não, obrigada! Orion liberou hoje. - disse, sorrindo. Sirius sorriu de volta e aproximou do seu irmão para realizarem um toque pareceu muito particular deles dois. – Tudo bem então, eu vou buscar a minha moto na casa do Remus e a gente se encontra em casa?  – Absolutamente. - Regulus concordou, colocando ambas as mãos dentro dos bolsos do seu moletom cinza.  Sirius e Remus de foram até o carro de Remus, da qual Sirius foi quem assumiu a direção. Eles deixaram o estacionamento pouco tempo depois, junto com as outras muitas pessoas que entraram nos seus carros e subiam em suas motos e iam embora do estacionamento de Hogwarts, deixando James e Regulus praticamente sozinhos.  – Então... Bom jogo. - James diz para Regulus, seus pés se firmaram no chão e seu corpo se apoio confortavelmente no seu carro atrás do seu corpo. – Sabe, para a Sonserina... Regulus riu, suas mãos seguraram as duas pontas da toalha no seu pescoço, colocando um pouco de força na sua nuca.  – Para a Sonserina? - repetiu, olhando fixamente para James. – É, para os níveis da Sonserina. - James provocou, com uma sombra de um sorriso em seus lábios. – Você joga muito bem. – Eu sei, Potter. - respondeu convencido.  James riu e baixou seu olhar alguns instantes para encarar o seu próprio tênis. Ele virou seu rosto minimamente, encarou o que pareceu ser a única pessoa naquele estacionamento, Severus Snape subir na sua moto e lançar um olhar desagradável para James antes de colocar o capacete nos seus cabelos oleosos e dar partida para ir embora do estacionamento.  James voltou a olhar para Regulus, esse tinha uma postura ereta muito perfeita e um semblante contrastante de conforto.  – James. - Regulus chamou, mesmo que James tivesse toda a sua atenção voltada para ele. – Você me perguntou se eu ainda te beijaria se você torcesse contra a Sonserina. - James ergueu as sobrancelhas e assentiu, cruzando seus braços. – Você torceu para a Corvinal hoje?  – O que te faz acreditar que eu te contaria? - James disse, desfazendo o cruzamento dos seus braços e levando suas mãos para enfia-las nos bolsos traseiros do seu jeans.  – Eu tenho um bom pressentimento. - Regulus devolveu a jogada de James, dando alguns passos em sua direção. James engoliu a seco, mas não desfez da sua pose. Ele piscou algumas vezes enquanto Regulus tornava cada vez menor a distância entre eles. O sol de uma hora da tarde em Londres não estava para brincadeira, mas eles não pareciam se importar nem um pouco com a sombra daquele lugar que já havia ido embora.  – Eu não saberia dizer. - James murmurou, olhando fixamente para cada traço do rosto de Regulus. Suas sobrancelhas bem desenhadas, seus olhos azuis acizentados, o seu nariz perfeito e bem alinhado, a sua boca rosada e muito bem desenhada, tão bem desenhada quanto o seu maxilar e a os cachos dos seus cabelos, que mesmo suado, não deixavam de expor um brilho muito sedoso e uma forte sensação de que eram incrivelmente macios. E James se lembra de trocá-los essa madrugada e de poder falar com muita propriedade de que sim, eles eram extremamente macios. – Eu não prestei tanta atenção assim no jogo da Corvinal. - murmurou, a voz soando um pouco mais baixa, mas a proximidade deles não necessitava de um tom de voz alto.  – E por quê não, James? - Regulus parou, seu corpo estava há menos de dois palmos do corpo de James, seus dentes rasparam os seus lábios e sua respiração quase ricocheteava a respiração de James.  – Eu estava muito ocupado prestando atenção no atacante da Sonserina. - James respondeu simplesmente, não moveu seu corpo um só centímetro.  Regulus sorriu, muito desconcertado, porém muito satisfeito com a reposta de James. Seus olhos acizentados se fecharam por alguns segundos, ele lambeu os seus lábios e quando voltou a abrir os seus olhos, não teve tempo de ver nada ao seu redor com maior clareza.  Seu corpo foi puxado pela cintura de encontro ao corpo de James, seus lábios foram preenchidos pelos braços de James e suas línguas se alinharam rapidamente como se fossem velhas conhecidas.  James voltou a encostar as suas costas no veículo atrás de si, mas trazendo Regulus para junto dele. As mãos de Regulus envolveram o rosto de James e seus dedos traçam a linha do maxilar de Potter, exercendo uma pressão confortável por onde traçava. James apertou a cintura de Regulus por cima do moletom, e forçavam o corpo do garoto mais novo a se pressionar cada vez mais contra o dele.  Regulus segurou o queixo de James e afastou seus lábios, selando o fim daquele beijo e dando lugar a um sorriso muito satisfatório em seus próprios lábios.  James permaneceu de olhos fechados durante algum tempo, somente abrindo-os quando os dedos de Regulus acariciaram os seus lábios.  – Eu já te falei que a Sonserina era a minha segunda opção de fraternidade? - James sussurrou contra os dedos de Regulus, arrancando uma risada muito gostosa do sonserino.  – Eu estou contente que não. Eu sou um grande entusiasta de trocar beijos com à fraternidade inimiga. - Regulus piscou e James sentiu-se derreter.  – Você é mesmo uma caixinha de surpresas Regulus Black.  Regulus fechou a porta de casa atrás de si, a casa estava silenciosa, mas ele sabia que não estava sozinho, a moto de Sirius estava parada no jardim.  A casa cheirava à ensopado de carne francês, uma especiaria herdara pelos ancestrais franceses da família Black.  – Mãe? - Regulus chamou, retirando sua mochila das costas e atirando-a no chão.  Não houve respostas.  Regulus caminhou em direção à cozinha, e enquanto se aproximava, o som ligado tocando Panic! At The Disco lhe deu uma prévia de quem estava na cozinha nesse momento... E não era Walburga Black.  O som da cozinha estava muito mais alto quando adentrava o local, Sirius estava de costas para ele, um avental preso na cintura, um pano de prato em cima do ombro, os cabelos devidamente amarrados e uma jogada de quadril ao ritmo da música muito típico de Sirius Black. Regulus se apoiou no batente da porta da cozinha, cruzou os seus braços e ficou encarando o seu irmão, esperando até que a sua presença fosse fosse botada no local, o que não demorou muito.  Sirius se virou retirando a colher de dentro da panela e despejando um pouco do molho em sua própria mão, lambendo muito rapidamente para provar o seu tempero. Ele claramente não havia notado a chegada de Regulus, pois sobressaltou quando seus olhos cinzas pairaram sobre os idênticos de Regulus. – Jesus Cristo! - Sirius engasgou com as palavras, levando as mãos para o peito assustado.  Regulus deu risada e se desencostou do batente, adentrando a cozinha e sendo inundado por aquele cheiro maravilhoso.  – Você é cristão agora? - Regulus disse, sarcástico.  – Você precisa avisar quando está chegando. - Sirius falou, colocando a colher na pia e puxando o pano de prato do seu ombro para limpar as suas mãos. – E perder você dançando Panic! At The Disco tão empolgado? - Regulus piscou para o seu irmão com o olho direito, sentando-se na cadeira próxima ao balcão e se inclinando para ver o que estava na panela. – Aposto que o Remus nunca te vou rebolar dessa maneira, hein.  – Ah, eu aposto a você que já e garanto que ele é um grande fã do meu rebolado. - Sirius respondeu, rindo com a língua entre os dentes.  Regulus arregalou os seus olhos e fez uma expressão de nojo. – Sirius, pelo amor de Deus... – Parece que eu não sou o único cristão aqui, afinal. - Sirius repetiu o ato anterior do seu irmão e piscou para ele.  – i****a. - Regulus resmungou, espiando o ensopado na panela e sentindo seu estômago revirar de fome. – Cadê a mãe e o pai?  – Eu não faço a menor ideia. - Sirius respondeu, voltando-se para a panela e derramando ali alguns temperos cortados que estavam em uma tábua de madeira. – Quando eu cheguei eles já tinham vazado. – Ah... - Regulus sibilou, compreendendo. Sirius se virou novamente para olhar para Regulus, o garoto mais novo viu os lábios do seu irmão se moverem algumas vezes em busca da frase perfeita para dizer agora.  – Mas é bom. - Sirius disse, Regulus virou a sua cabeça e encarou-o de canto dos olhos. – Eu queria falar com você... Só nós dois.  Regulus assentiu, desceu da cadeira e sem dar muita importância para o Sirius falava, seguiu até a mesa e pegou da fruteira uma das quatro maçãs ali postas.  – Tudo bem. - o irmão mais novo falou, colocou uma mecha do seu cabelo atrás da orelha e mordeu a maçã antes de se voltar ao irmão mais velho. – Sobre? - questionou, voltando a mastigar.  – James Potter.
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