Cristal Quando chego em casa a primeira coisa que faço é correr para o calabouço, nem cheguei a cumprimentar o concelheiro e meu antigo guarda, Arthur. Vou até a cela do cavaleiro e abro a porta para entrar, apenas me deparo com ele sentado imóvel olhando para a parede. —eu voltei, sentiu saudade?— pergunto ainda parada em frente a porta, o vejo virar o rosto para me encarar, mas seu olhar continua mostrando ódio e desdém, inclusive acabei tomando um leve susto, pois tinha esquecido que seus olhos são completamente pretos. Cavaleiro —eu pensei que você tinha sido morta, mas infelizmente eu estava enganado— só faço uma expressão séria ao ouvir isso, pois continua arrisco como sempre. —pensei que depois de um tempo para refletir iria mudar um pouquinho— digo, mas ele apenas ignora minha

