Carmen sentiu sua espinha gelar ao entrar em casa e dar de cara com seu pai de braços cruzados no batente que separava a cozinha da sala. Seus olhos estavam cerrados e ele a mediu verificando qualquer vestigio de culpa ou medo, Car manteve sua cabeça erguida e tentou não demonstrar o desprezo que sentia ao vê-lo. "Aonde estava?" perguntou ele "Biblioteca" suspirou ela retirando a echarpe e fazendo questão de exibir os hematomas em seu pescoço. "Até tão tarde?" ele olhou em seu relógio de pulso e o cantos de seus lábios se ergueram em um sinal de desafio. "Achei que quissese uma filha inteligente" bufou "Car? É você?"sua mãe gritou do andar de cima e ela se adiantou em passar por ele. Seu pai bloqueou o caminho "Vou até a escola ter uma conversinha com o garoto" "Fique a vontade, mas

