Alana.
Alana: não era na hora rua? Para onde estamos indo?
Mark: tenho que te mostrar uma coisa.
Então tá. Era pra ele ter virado na outra rua para chegarmos na empresa, mas ele entrou em outra. A gente m*l trocou uma palavra hoje, eu não to com raiva dele pela briga deles ontem, mas ele tá tão sério que prefiro ficar calada pra não irritado.
Após uns minutos o mesmo parou o carro em uma rua cheia de casas bonitas, não se via nenhuma pessoa na rua, apenas alguns carros estacionados. Continuei sem dizer nada, o mesmo desligou o carro, cruzou os braços e se encostou no banco do carro.
Me encostei no banco também, em silêncio. Ficamos assim por quase dez minutos, até que Mark se inclinou para a frente e procurou alguma coisa.
Mark: ali ( apontou ).
Me aproximei mais do painel do carro, ele tava apontando para uma casa.
Mark: tá vendo quem é ali?
Forcei a vista pois estamos um pouco longe e tive dificuldade para identificar.
Alana: é... a minha mãe ( virei o rosto pra olhar pro mesmo ).
Mark: sua mãe e o amante dela.
Olhei nos olhos do mesmo. Ela realmente tá fazendo isso, de novo.
Olhei na direção dos dois novamente. Eles saíram de mãos dadas de dentro da casa e entraram em um carro estacionado bem na frente da casa.
E eu achando que ela tinha mudado.
Alana: porque você não faz nada ( disse vendo o carro indo embora ).
Mark: o que você quer que eu faça? Você ouviu a briga de ontem, ela n**a até a morte, e se eu saísse desse carro e fosse lá as coisas sairiam do controle ( o seu tom de voz era sério ).
Alana: então termina com ela, manda a gente embora Mark, você não é obrigado a passar por isso.
Mark: Jungkook me disse que você não quer ir embora.
Alana: tanto faz o que eu quero, acaba com isso poxa.
O mesmo negou com a cabeça.
Mark: se eu terminar com ela, você fica com a gente?
Que? Eu ficaria com eles? Porque eu ficaria? Não sou nada pra eles, absolutamente nada.
Alana: isso não faz sentido Mark.
Mark: você já é maior de idade pode decidir isso, você não tem a obrigação de ficar seguindo a sua mãe, indo pra onde ela vai, e eu não vou deixar que você more com aquele cara, porque é isso que vai acontecer se eu deixar a sua mãe, você vai vim morar naquela casa, com aquele cara.
Passei a mão no cabelo. O que eu faço, ele tem razão, pra onde minha mãe vai eu vou junto, igual um cachorrinho.
Mark: não acha que tá na hora de deixar de seguir a sua mãe e começar a tomar as suas próprias decisões, eu tô te dando a opção de ficar com a gente, eu quero, o Jungkook que, com a gente você não tem nada a perder Alana ( pegou na minha mão ). - Pensa na gente, pensa em você mesma.
Pensa na gente, eu e ele. Ele tá sendo, eu tenho que começar a tomar um rumo na minha vida e para de ir pra onde minha mãe quer.
Alana: tá, eu fico com você... mas terminar com ela o quanto antes ( pedi ).
O mesmo sorriu confirmando com a cabeça, ele se aproximou e me beijou, segurei seu rosto e retribui o beijo. Isso está ficando cada vez mais comum, agora ele quer me beijar em qualquer lugar.
Mark: obrigado ( encostou sua testa na minha ).
Alana: eu que agradeço ( beijei seu rosto ). - Agora vamos sair daqui, pelo amor de Deus.
O mesmo sorriu me dando um selinho.
Mark: tá, vamos tomar café? ( sorriu colocando o sinto ).
Alana: pode ser ( sorri ).
O mesmo deu partida no carro e fomos embora. Durante todo o caminho o mesmo estava com a mão encima da minha coxa. Paramos em uma cafeteria perto da empresa, tinha até alguns funcionários da empresa lá, e os funcionários da cafeteria pelo visto conheciam muito bem o mesmo.
Mark: bom dia Haru ( disse para uma senhora que estava encostada no balcão nos olhando sorrindo ).
Haru: bom dia senhor Mark.
Ela parece ser uma senhorinha bem simpática e ela é bem fofa.
Haru: essa é a sua namorada? Os funcionários vivem falando dela ( sussurrou pro Mark, mas consegui escutar ).
Mark: hum, posso saber o que eles tanto falam dela?
Haru: olha, não são coisas muito agradáveis ( sussurrou novamente ).
Mark: ( sorriu ) - imagino, mas não essa não é a minha namorada ( me puxou pra mais perto ). - Talvez um dia ( sussurrou dando uma piscada ).
A senhora Haru sorriu animada.
Haru: você sim tem cara de ser uma boa garota, e ela é muito bonita ( disse pro Mark ).
Mark: sim, muito bonita.
Haru: ( a mesma sorriu fofo, parecia estar feliz com o que o Mark falou ) - Tá, mas o que vocês vão querer?
Mark: pode ser o de sempre.
Haru: pros dois?
Mark: ( o mesmo me olhou ) - sim, sei que ela vai gostar.
Sorrir.
Haru: então ela tem bom gosto, vou lá preparar, não demoro.
Mark: tá ( sorriu ) - Vem ( me puxou pelo pulso ).
Nos sentamos em uma mesa do lado de fora, pois lá dentro ainda tinha muitos funcionários.
⏳⏳⏳
Alana: porque elas tão me olhando daquele jeito?
Do-yun: ahhh, elas são assim com todo mundo, principalmente com quem acabou de chegar.
Alana: ahhhh, que metidas.
Do-yun: é só não dar atenção.
Fiz o que o Do-yun disse. Estamos imprimindo alguns documentos que o Mark pediu quando três funcionárias começaram a me olhar de um jeito estranho, de deboche e nojo, cochichando e rindo.
Mas parei de dar atenção para elas e foquei no Do-yun.
Do-yun: ahhh, essa máquina tá péssima.
Alana: tava reparando que as máquinas de impressão daqui não são as melhores.
Do-yun: realmente não são, mas Mark já está providenciando isso ( disse ajeitando alguns papéis nas pastas ). - pode pagar eles grampeador aqui pra mim ( apontou pra mesa onde tava o grampeador ).
Alana: tá.
Fui até a mesma, aproveitei para colocar os grampos. Voltei ajeito o grampeador, notei que tinha gente vindo na minha direção, mas com o tanto de espaço que tinha ainda conseguiram esbarrar em mim... com um café.
Ahhhhh, quente, quente, quente....
Deixei o grampeador cair, balancei a blusa quente.
Xxx: ahhh, desculpa, eu não te tevi.
Não me viu foi uma p***a.
Só poderia ter essas três.
Xxx: desculpa ( disse com um sorriso sínico no rosto ).
Elas simplesmente passaram por mim, deixando tudo sujo de café.
Xxx: voltem.
Caralho.
Levantei a cabeça.
Agora elas me pagam.
Virei pra trás, as três pararam reconhecendo a voz do chefe delas.
Mark: ajudem o grampeador que vocês derrubaram e limpem isso aqui.
Ainda olhando pra elas, dei um sorrisinho debochado.
Alana: agora ( sussurrei pra ela ).
As três voltaram imediatamente e começaram a limpar.
Mark: e depois quero as três na sala do Do-yun.
Elas não disseram nadinha. Sai de perto dela e fui até o Mark. O mesmo tirou o blazer e colocou em mim.
Mark: tá transparente.
Olhei pra mim, parava aparecendo tudo. Do-yun abaixou a cabeça pra não olhar, puxei mais o blazer.
Mark: converse com as três Do-yun, não é a primeira vez que ela tem esse tipo de comportamento.
Do-yun: sim senhor, aliás, aqui os documentos ( entrou uma pasta pro mesmo ).
Mark: você vem comigo ( me olhou ).
Seguir o mesmo que saiu andando na minha frente.
Mark: eu realmente tenho que andar de olho em você, não é mesmo?
Alana: eu não fiz nada ( disse atrás do mesmo ).
Mark: eu sei, eu vi.
Alana: tá mesmo me vigiando?
Mark: eu? Não, você demorou demais com os documentos.
Alana: culpa daquela impressora ( acelerei os passos para alcançá-lo ) - eu preciso ir em casa trocar essa blusa.
Mark: tenho uma dentro do carro ( entramos no elevador, ele apertou o bot~~ao do subsolo ). - Tenho uma reunião agora e como o Do-yun está bem ocupado hoje, você vem comigo.
Alana: tá ( disse tendo um mini infarto por dentro, talvez um nervosinhos quando ele disse a palavra reunião ).
Tentei não demonstrar nervosismo. Saímos do elevador e fomos para o carro. Mark pegou a camisa dentro do carro e me deu, era uma camisa sozinha preta, era bem grande, mas não disse nada, entrei no carro junto com ele.
Mark: se troca logo.
Alana: calma ( rir).
Mark: eu tô calmo.
Alana: vira ( pedi ).
Mark: qual é, isso é sério? Eu já vi.
Alana: Mark ( reclamei ).
Mark: tá bom ( disse choramingando ).