Júlio Eu estava sentado no chão, concentrado no quebra-cabeça que montava com Alessandro. Ele sempre foi assim, presente em cada pequeno detalhe da minha vida. Quando ele se senta ao meu lado, tudo parece ficar mais fácil. Naquele momento, eu sentia que nada poderia abalar nossa conexão. Alessandro era meu pai, sempre foi. Era quem segurava minha mão nas noites em que eu acordava assustado, quem me ensinava a andar de bicicleta e me ajudava com o dever de casa. Não precisava de mais ninguém, muito menos daquele homem. Senti um leve desconforto quando minha mãe entrou na sala com Sandro. Sabia que ele viria. Sabia que não poderia escapar da verdade por muito mais tempo. Talita se aproximou com um sorriso tenso, como se tentasse me preparar para algo que eu já sabia que não queria ouvir.

