Stefan estava no quartel, revisando relatórios intermináveis, quando o telefone tocou. Era minha mãe.
— Filho… você está casado! — ela começou, animada.
Eu franzi a testa, sem entender nada.
— Mãe… como assim “casado”?
Ela não se abalou. Continuou falando como se fosse a coisa mais normal do mundo:
— É uma moça linda, parece um raio de sol! Loira, olhos azuis, magrinha, bailarina! Dança como se flutuasse, faz coreografias para vários grupos e viaja o mundo inteiro. Você vai se dar bem! E você também está sempre fora por causa do trabalho… então combina!
Fiquei parado, segurando o telefone, sem saber se ria ou se explodia de incredulidade.
— Mãe… você é louca! — consegui dizer.
Ela riu do outro lado:
— Talvez, meu filho… mas você vai ver, vai ser bom pra você!
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Enquanto isso, do outro lado da cidade, Aline também recebia a notícia de sua mãe. Ela estava chegando em casa depois de mais uma apresentação e m*l teve tempo de tirar a maquiagem quando a voz de sua mãe veio animada:
— Aline… você está casada!
Ela levantou as sobrancelhas, confusa.
— Mãe… espera… como assim eu estou casada?
— Ele é lindo, forte, musculoso, todo tatuado e moreno. Militar. Está sempre fora, assim como você. Vocês vão se dar muito bem! — disse a mãe, sorrindo confiante.
Aline sentou no sofá, rindo da ideia absurda.
— Quando que eu vou ver ele? — perguntou, ainda achando tudo louco demais para ser real.
— Daqui a dois meses ele entra de férias. — respondeu a mãe, como se fosse óbvio.
— Tá, beleza… — disse ela, rindo sozinha da ideia maluca de casar com alguém que nunca viu na vida.
E foi assim, sem planejar nada, que nossos destinos foram selados por famílias que decidiram que talvez precisássemos de um pouco de amor… mesmo que à distância.