amigas de Aline

557 Palavras
Aline estava no estúdio de dança, ainda suada de um ensaio intenso, quando resolveu compartilhar a novidade com as amigas. Elas sempre foram cúmplices, e nada escapava quando se tratava da vida pessoal de cada uma. — Gente… vocês não vão acreditar — começou ela, sentando na ponta do espaldar. — Minha mãe… casou-me com um militar! Houve um silêncio, só com olhares incrédulos. Então, uma delas, a Júlia, arregalou os olhos: — Espera… como assim “casou”? Você nem viu o homem ainda? — Exatamente. E pra piorar… — Aline riu, ainda surpresa — ele é alto, tipo dois metros, musculoso, moreno, tatuado… um verdadeiro “negao militar”. As amigas começaram a rir, e a Sara comentou, quase sem fôlego: — Ai, amiga… nossa! — disse, passando a mão no rosto. — Deu até calor agora só de imaginar! — Vai se dar bem, hein! — completou Júlia, dando um cutucão em Aline. Aline riu, balançando a cabeça, ainda processando a ideia absurda: casar com alguém que nunca viu na vida, mas que a mãe garantia ser perfeito para ela. — Vocês acham mesmo que vai dar certo? — perguntou, ainda rindo. — Amiga… com esse tamanho todo, e todo tatuado? — Sara riu — ele vai te proteger, te impressionar… você só precisa esperar pra ver! Aline suspirou, imaginando um homem alto e imponente, totalmente diferente dela, e sentiu um friozinho no estômago. Um frio de expectativa, de curiosidade… e talvez, lá no fundo, de atração. — Bom… daqui a dois meses ele entra de férias. — disse ela, rindo sozinha da ideia maluca que sua mãe teve. — Então é só esperar e ver como essa história vai começar… O estúdio estava cheio de risadas quando Aline finalmente começou a pensar no que realmente estava por vir. Ela ainda m*l acreditava que, em breve, ia conhecer o tal militar que a mãe havia “casado” com ela. — Gente… vocês acham mesmo que ele é tudo isso que a minha mãe falou? — perguntou, sentada na barra de alongamento. As amigas trocaram olhares cúmplices e Júlia não se conteve: — Ah amiga… se ele for mesmo aquele n***o militar que a mamãe descreveu, alguém aqui vai andar igual uma pata depois de ser pega de jeito! — disse, rindo e abanando as mãos dramaticamente. Sara gargalhou e completou: — Totalmente! Eu já estou imaginando você sem saber o que fazer… e ele lá, imponente, todo tatuado, olhando pra você! Ai, amiga… vai ser lindo e desastroso ao mesmo tempo! Aline começou a rir, envergonhada, passando a mão pelos cabelos: — Vocês são impossíveis… eu nem conheço o homem ainda e vocês já tão me deixando nervosa! — Nervosa ou animada? — cutucou Júlia, piscando. — Um pouco dos dois… — Aline admitiu, sentindo aquele friozinho no estômago que não sabia se era ansiedade ou algo mais. — Bom, amiga — disse Sara, colocando as mãos na cintura — só te digo uma coisa: quando ele chegar, não se esquece de respirar. E tenta não derreter na frente dele, senão a gente vai rir de você por meses! Entre risadas, provocações e provocações exageradas, Aline percebeu que, embora estivesse nervosa, também estava secretamente ansiosa para conhecer o misterioso marido militar que sua mãe havia decidido que era perfeito para ela.
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