Senti o carinho das mãos grandes dele no meu rosto, e então soltei: — Obrigada por me defender! Ele sorriu. — Mas eu preciso ir pra casa agora... — Eu te levo — se ofereceu. — Eu vou de táxi mesmo, não se preocupe. — Tá maluca? — respondeu de forma tão espontânea que até ele pareceu se surpreender. — Anna, olha a hora. É perigoso sair por aí sozinha. Principalmente vestida assim. Baixei os olhos e só então me dei conta: eu havia saído correndo do pub ainda com a roupa de personagem. — Você precisa tirar essa camiseta ensanguentada... — toquei o braço dele, preocupada. André se levantou e caminhou até um dos quartos. — Tome, são toalhas limpas e uma camiseta minha. Vai tomar um banho, vai te fazer bem. Fiquei pensando em Miguel. Ele claramente não gostava de mim, mas não conteste

