Eu faria qualquer coisa com aquele homem, inclusive t*****r na mesa do consultório dele. O fogo estava quase explodindo entre nós, meu corpo inteiro pulsava por Miguel, pronto, entregue — até que ele se inclinou e sussurrou no meu ouvido: — Vai pra casa hoje à noite… eu vou te esperar. Aquelas palavras atravessaram minha pele como pólvora. Um arrepio violento percorreu minha espinha, meu estômago se contraiu, e eu virei o rosto devagar para encará-lo. — Não vamos fazer isso aqui… — ele disse, os olhos escuros, provocadores — você chamaria muita atenção. Havia um sorriso torto nos lábios dele, daquele tipo que mistura controle e perigo. Continuei em silêncio, ainda respirando ofegante. O desejo seguia ardendo dentro de mim, vivo, indomável — agora contido apenas porque ele decidiu não

