Capítulo 2

1289 Palavras
— Não faça isso de novo, não seja irresponsável, poderia ter vindo uma motocicleta. Ela enxuga o rosto, faz isso antes de se abaixar e me abraçar. — Eu sempre vejo acidentes assim, me desculpe. Peço desculpas por assustar você. — Agora vamos! Ela recupera a altura e tenta me guiar de volta para o carro, mas eu n**o. — Ele precisa de ajuda, mãe, aponto novamente. — Ele é um estranho, Lis. Ela recusa assim como os outros e isso é errado. — Você confiou naquele homem que afirma ser meu pai, você pode confiar em David. Mamãe fica pensativa e me parece que ele é uma pessoa melhor que Arthur. Além disso, Deus, ele vai cuidar de nós e temos alarmes demais para chamar a polícia. Estreito os olhos para deixá-lo com medo. — Você é muito gentil, Lis, mas só preciso de um telefone para ligar para alguém que venha me ajudar, diz ele. — Mãe, olha, ele é estrangeiro e acho que você não vai gostar disso quando eu crescer e for para outro país, vou me encontrar na rua pedindo ajuda e ninguém vai me dar. A vida dá muitas voltas, por isso devemos ser bons com os outros. Expresso meu ponto de vista sobre a situação e o olhar que ela me lança é um tanto desagradável. — Não vou, mas pegar livros proibidos, ameaço ela ao descobrir o uso aos meus interessantes livrinhos. Está de acordo? —Ela se dirige olhando desconfiada para meu novo amigo. —Sim, Sra. Manuela, ela responde, e eu sei que ela não vai sair do lado de David a noite toda. — Então, vamos voltar para o carro, não quero continuar nessa chuva. Ela parece insatisfeito com o tempo. Venha conosco, senhor? descubra o nome dele. — David Aloque, responde ele, estendendo a mão para mamãe que aceita e imediatamente demonstra um pouco de surpresa e constrangimento, ao cumprimentar com um beijo nela. —E, vamos lá! Ela puxa meu braço e eu apenas olho para David com os dois polegares levantados, arrancando algumas risadas dele. — Manuela, você vai nos assistir? —Pergunto a Deus, já que não gostei nem um pouco da ideia da Lis trazer um estranho para nossa casa. — Claro, Sra. Manuela, Ele responde e eu vou até ele e o abraço. — Obrigado, cuide da Lis, por favor, vou colocar a fechadura na minha porta, mas como o conheço, tenho certeza que ela vai tentar fugir para falar com aquele homem. Eu lembro das pegadinhas da minha filha e ele apenas ri. — Nada vai acontecer, eu prometo. Ele beija minha bochecha antes de se afastar. Deus é de confiança, é o único homem que permito ficar na minha casa, o resto dos trabalhadores ficam na casa de serviço. — Às vezes acho que me aproveito de você —Rio um pouco. — Estarei sempre aqui para atendê-la. diz ele, tirando as mãos da minha cintura. Obrigada pelas roupas, vou pegá-las e volto para o meu quarto eu te conto. Pego as roupas e vou até as escadas, subo rapidamente, e depois caminho pelo corredor até o último quarto e abro a porta. — Sr. David! Chamo-o, ao entrar pela lateral, tentando desta forma não jogar a roupa no chão; No entanto, tenho a surpresa da minha vida quando me viro. —Merda! Ele se assusta imediatamente quando tenta me avisar. — Droga! —Eu me viro, cubro os olhos, deixando tudo cair no chão, ao mesmo tempo que um forte estrondo me faz trazer não só meu olhar para ele, mas o resto do meu corpo. — Ela está bem? Descubro preocupado. Pego uma das almofadas e cubro sua virilha. Ajudo-o a sentar-se no chão, enquanto o observo massagear o crânio, que recebeu todo o impacto. — Sinto muito! —tento não ver a menor graça nessa situação; No entanto, é impossível não rir. Está bem? —Repito minha pergunta e mesmo com a expressão de dor no rosto, ele assente. — Não se preocupe, não é nada sério, ele garante e eu me aproximo um pouco para conferir. — Acho que vamos precisar de um pouco de gelo e de um analgésico, recomendo, já que quando estava na faculdade e tentando descobrir o motivo das minhas náuseas e tonturas, fiz algumas aulas de medicina. —Eu a conheço, Manuela? —ele questiona e eu n**o, pois se fosse assim, acho que ele não esqueceria um rosto tão bonito com o que tem. — Não, acho que se eu tivesse visto em outro lugar, eu me lembraria, respondo, incapaz de tirar o sorriso do rosto. Ele é muito bonito, com traços firmes, olhos castanhos com um toque de vermelho que tende a acobrear ao redor das pupilas. Seus lábios têm uma cor rosada muito atraente e não quero entrar em detalhes sobre o resto do corpo. — Ela é linda demais, Manuela, te incomoda que eu seja ousado e a chame pelo nome? pergunta ele e com aquele forte sotaque Françes, que acrescenta ainda mais sensualidade ao ronco característico de sua voz, não creio que nenhuma mulher o incomodaria. Eu não sou a exceção. — Suas roupas já estão secas; porém, não acho que seria confortável dormir neste aqui. Então Deus teve a gentileza de me dar uma camisa junto com uma calça de dormir. A bagunça que causei por não bater na porta ele sabia que eu estava chegando. Eu também trouxe suas roupas, disse ele. Depois de me virar, fico de quatro e me aproximo de todas as roupas, sinto a brisa entrar por baixo do meu pijama e realmente descubro que foi um erro grave. Pego tudo rapidamente e quando me viro, encontro-o parado na minha frente, ainda com a almofada na virilha. —Ele é realmente alto, penso da minha posição. Ele me oferece a mão para me ajudar a levantar e eu aceito, entrego-lhe todas as suas roupas, inclusive a de Deus e tento ir embora sem dizer mais nada, pois o olhar dele e aquele que tenho consciência de que estou dando confiança e me deixa nervosa e não é o de uma mulher que vive com a filha pequena. — Manuela... Ele me pergunta depois de pigarrear, você poderia me dizer onde estão as toalhas? ele pede gentilmente e eu aceno. Caminho na frente dele, guio-o até o armário e das gavetas de baixo tiro algumas toalhas. Me viro e o encontro muito perto, ele fica me olhando de uma forma um pouco estranha, como se estivesse tentando se lembrar de algo específico. — Obrigado, diz ele depois de pegar as duas toalhas e rapidamente se cobrir com uma. Tento sair e ir para o meu quarto, mas a mão dele segura meu braço e me devolve aquela sensação pouco conhecida e igualmente agradável que senti depois que aceitei sua mão na rua. — Eu conheço você, diz ele, aproximando-se do meu rosto, encostando a testa na minha e fechando os olhos, — Onde eu te vi, Manuela? Eu o ouço, mas não respondo, pois é bastante claro que a pergunta é para ele mesmo. — Posso? Ele pede licença e eu permaneço paralisada, fazendo-o soltar algumas risadas que, acompanhadas da pressão deliciosa e ousada que sua mão exerce em minha cintura, provocam o palpitar descabido do meu coração. Eu sinto que ela quer sair do meu peito. Fico em silêncio e simplesmente levanto o rosto, percebendo assim o calor de seus lábios, que me falta há meses... Não sei sobre você, mas um padrasto Italiano não ficaria nada m*l.  ‎  ‌‌  ‌‌ ‌ ‌   ‌ ‌‌‍ ‎  ‌‌ ‌‌ ‌ ‌   ‌ ‌‌‍
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