FELICITY
Já fazia um tempo que eu não sofria um ataque de pânico como o que eu estava tendo nesse momento, Oliver estava falando comigo, sua expressão era de pura preocupação, mais era como se meu espírito tivesse saído do meu corpo, eu não conseguia respirar direito o ar parecia está pesado demais, minhas mãos estavam trêmulas e meus olhos parecia ser atraídos facilmente para a escuridão, isso não poderia está acontecendo porque fantasmas não existem, ou será a que existem? minha mente parecia brincar comigo agora e eu não estava gostando nenhum pouco dessa brincadeira.
Coloquei minhas mãos em meus ouvidos eu não queria ouvir aquela voz outra vez, um grito desesperado saltou de minha garganta, minha maldição estava de volta.
- Meu amor me diz o que está acontecendo? eu não entendo, Oliver me encarava confuso sua expressão preocupada partindo o meu coração.
- Ele voltou, Minha voz não passou de um sussurro sofrido, me agarrei ao corpo de Oliver como se minha vida dependesse disso.
- Eu trouxe um copo com água, ouvi a voz de Curts se dirigir a mim
- Bebe um pouco, isso vai te acalmar, não questionei pequei o copo das mãos de meu assistente e tomei em um só gole .
- Oi meu amor sentiu saudades?
- Oi meu amor sentiu saudades?
- Oi meu amor sentiu saudades?
Aquela maldita voz ecoava por toda a sala, encarei o urso como se fosse meu pior inimigo e com toda a força que eu tinha o estraçalhei até que de dentro dele eu tirei uma fita que repetia constantemente a voz dos meus pesadelos.
Oliver me encarou com o cenho franzido enquanto eu jogava a fita no chão e esmagava com os pés demonstrando toda a minha fúria.
- Amor, Oliver me chama com cautela, eu quero te ajudar, mais eu preciso saber o que está acontecendo, suas mãos fortes acariciava meu rosto secando minhas lágrimas.
- Eu sei, finalmente consegui falar,
- mais eu não sei por onde começar, fui sincera, eu não queria ter que reviver tudo aquilo outra vez, ainda dói muito, suspirei pesadamente e Oliver me amparou em seus braços.
- Curts quero que desmarque todos os compromissos de Felicity e não deixe ninguém entrar aqui, Oliver fala diretamente ao meu assistente, que assente de imediato.
- Quando eu sai da sua casa ontem eu fiquei preocupado, só durante o tempo que estive lá você recebeu duas ligações muito estranhas em seu celular, Oliver fala e só agora eu me atentei pra esse detalhe.
Será que era possível?
- Felicity eu não sei o que te assustou tanto, mais isso aqui fala apontando para a fita esmigalhada no chão,
- Isso é caso de polícia, é claro que tem alguém fazendo uma brincadeira de muito m*l gosto.
- Não é uma brincadeira, falei mais seria que o necessário,
- não é a primeira vez que isso acontece, respondo amargamente me lembrando de todas as vezes que eu precisei fugir por conta de um lunático perseguindor.
- Eu vou te contar tudo, e se depois de me ouvir você não me quiser mais eu vou entender, falei com a voz cortada por conta do choro.
- Não existe a mínima chance de uma coisa assim acontecer, Oliver me olha profundamente nos olhos antes de me beijar de forma calma e apaixonada.
- Eu te amo, e nada do que você me disser vai me fazer deixar de te amar, Oliver fala confiante, o que me faz sorrir minimamente.
- Tudo bem, eu vou te contar tudo, falo me sentando no sofá ao mesmo tempo que Oliver puxa a cadeira e senta em minha frente segurando firme em minhas mãos.
Quando minha mãe estava grávida de mim, começo a falar,
- Antes de completar seis meses ela teve uma ameaça de aborto, como eu era a primeira filha e meus pais queriam muito que eu nascesse saudável, minha mãe foi em uma curandeira, no vilarejo em que morávamos todas as pessoas dali eram muito supertisiosas elas acreditavam em coisas como magia reencarnação bruxaria esse tipo de coisa, solto um suspiro cansado antes de continuar.
- A curandeira tinha um filho de mais ou menos 5 anos, minha mãe estava com muito dor, ela disse que eu quase não sobrevivi, como os médicos não fizeram nada ela não teve escolha e foi até a curandeira mesmo sabendo que todos dizia que ela era uma coisa r**m.
Ela disse que ajudaria minha mãe e que eu nasceria saudável e no tempo certo, mais ela tinha uma condição, fiz sinal de negação com a cabeça me lembrando do que minha mãe falou.
- Qual a condição? Oliver pergunta curioso, suas mãos ainda segurando firme as minhas.
- Que quando eu crescesse eu seria do filho dela, me casaria com ele é teria um filho, digo com pesar minha voz saindo mais triste que o normal. Oliver beija delicadamente minhas mãos me dando força pra continuar.
- Meus pais acharam aquilo muito estranho, nem levaram a condição da curandeira a sério apenas consentiram, estavam desesperados, então a mulher deu uma mistura de ervas pra minha mãe e ela ficou boa rapidamente, como ela disse eu nasci no tempo certo e saudável, a curandeira foi a primeira a visitar minha mãe junto do filho, ela queria se certificar que meus pais cumpririam com o que prometeram.
Conforme eu fui crescendo comecei a sonhar com um garotinho loiro e de olhos azuis, falo emocionada com meus olhos brilhando por conta das lágrimas, meus pais não entendia o que estava acontecendo comigo é claro que isso não era uma coisa natural, mais não deram muito importância, no vilarejo eu fiquei conhecida como a princesa da lua por conta do meu sinal, como eu disse eram pessoas supertisiosas eles adoravam a lua, a curandeira deve ter falado tanto para filho que eu era sua prometida mesmo antes de nascer, por que ele realmente cresceu acreditando nisso.
Eu por outro lado morria de medo dele, não gostava do jeito que ele olhava pra mim, quando eu fiz 15 anos papai deu uma grande festa convidou quase todos menos a curandeira e o filho que já era um rapaz de 20 anos, mesmo assim eles foram e foi a maior confusão por que a mulher se sentiu ofendida por não ter sido convidada pra festa da prometida do seu filho, era assim que ela se referia a mim sempre que precisava.
Minha festa que era pra ser um sonho foi um pesadelo, meus pais foram incisivos e disseram que eu nunca seria obrigada a ficar com ninguém que eu realmente não quisesse, foi então que tudo pra mim começou a dar errado, Adrian começou a me perseguir em todos os lugares, ele disse que se eu não fosse dele não seria de mais ninguém por que ele afastaria qualquer um de perto de mim ou por bem ou por m*l, não levei essa ameaça a sério fui tola, falei secando uma lágrima.
Todas as pessoas que se aproximava de mim ou como amigo ou interessados em ter algo a mais comigo desaparecia misteriosamente, depois de um tempo as pessoas começaram a acreditar que eu era amaldiçoada por que todos que se aproximava de mim ou morria ou acontecia alguma coisa r**m, até que eu fiquei só com a companhia dos meus pais e das minhas irmãs por que ninguém mais queria ficar perto da princesa amaldiçoada.
Meus pais sabiam que tudo o que estava acontecendo de estranho comigo era culpa da mulher e do filho de olhar sombrio, mais não podiam fazer nada.
Foi quando eles me mandaram pra faculdade com a minha irmão Cait, eu tinha acabado de completar 18 anos e estava muito feliz por que ia pra faculdade que eu sempre quis.
Meu pai falou com o reitor que eu precisa de proteção por conta de tudo o que houve, ele não se importou e permitiu que alguns seguranças do meu pai ficasse por perto pra cuidar de mim,
mesmo assim eu não me sentia segura, parecia que mais alguém fora os seguranças me observava, então eu começei a receber presentes como aquele, falo ao mesmo tempo que aponto pra maldita cesta com o urso e as flores, aquilo estava me assustando mais que o necessário.
foram cinco anos de faculdade, durante esse tempo que eu fiquei longe realmente acreditei que quando eu voltasse as coisas seriam diferentes, e foi por um tempo, até que um rapaz que eu começei a sair morreu de forma trágica, foi quando Adrian me pegou e me levou a força pra uma cabana no meio da floresta, eu nunca senti tanto medo em toda a minha vida, eu fiquei lá por mais tempo do que eu queria, a velha era quem cuidava de mim, ela disse que o que ela estava fazendo era apenas cobrando uma promessa, que meus pais fizeram e não cumpriram, eu queria voltar pra casa queria minha vida de volta aquele não era o meu lugar, eu sabia que meus pais estavam me procurando e eu tinha a esperança que me encontrassem logo, por que eu morria de medo toda vez que ele se aproximava de mim, sua voz era sombria assim como o seu olhar, a única coisa me me acalmava era quando eu dormia e sonhava com você, Oliver me envolve em seus braços quando percebe que estou me tremendo toda.
- Não precisa falar mais nada Felicity, se tem alguém querendo te fazer m*l eu vou dete-lo Oliver fala confiante.
- Não, tudo bem, eu preciso terminar, Oliver assente e eu continuo a falar.
- Finalmente meus pais me encontraram e tentaram me resgatar, mais o desgraçado do Adrian rendeu eles e meus pais ficaram presos comigo dentro da cabana, pouco tempo depois minhas irmãs chegaram com a polícia e quase toda a população junto, a essa altura todos já sabiam que todas as mortes que começaram a acontecer era obra do Adrian, ele ficou tão obsecado com a idéia de que eu era sua prometida, que enlouqueceu completamente, e qualquer pessoa que se aproximava de mim ele matava, ele dizia que eu nunca ficaria com ninguém, só com ele. meus pais se sacrificaram por mim, falo tristemente me lembrando daquele dia terrível.
Papai disse que só existia uma forma de acabar com todo aquele pesadelo, e era matando o Adrian e a mãe doida dele, mais a velha parecia que tinha o poder de ler mentes por que ela descobriu o que meu pai planejava e se adiantou, ela jogou álcool por toda a cabana mandou o Adrian fugir comigo e iria ficar pra da um fim em tudo, eu me desesperei quando ele me agarrou não queria ir com ele pra nenhum lugar era melhor morrer, não pensei duas vezes pequei um arpão que ele usava pra pescar e na tentativa de me livrar dele acabei por ferí-lo, quando a mãe dele viu o que eu tinha feito na mesma hora pós fogo na cabana com todos nós lá dentro, ela parecia louca e foi a primeira a ser atingida pelo fogo, Adrian estava caído no chão foi quando eu percebi que o fogo estava devorando tudo muito rápido, meus pais me mandaram sair e eu só queria poder salva-los mais antes que eu pudesse fazer qualquer coisa eles foram pegos pelas chamas, foi o pior dia da minha vida, falo pesarosa, com muita dificuldade eu consegui sair, mais acho que inalei muita fumaça e também estava muito fraca, por que eu apaguei completamente, e só acordei três dias depois.
- O que aconteceu com o Adrian? Oliver pergunta com o cenho franzido.
- Todos que estavam dentro da cabana morreram não tinha como alguém sobreviver, meus pais morreram da pior forma possível naquele dia, falo sentindo um gosto amargo na boca.
- Ninguém fez nada pra tentar salvá-Los? e a polícia e todas as pessoas que chegaram lá? Oliver parece indignado.
- Ninguém entraria em uma cabana em chamas, meus pais estavam amarrados, não consegui salvá-los,
falo o óbvio e Oliver parece entender.
- Oliver isso só aconteceu a três anos, o problema é que só encontraram três corpos lá dentro e eu tenho certeza que eram quatro, eu pedi pra procurarem pelo Adrian tinha medo que ele tivesse sobrevivido e voltasse pra me buscar, ninguém me deu ouvido, então eu e minhas irmãs pegamos nossas coisas vendemos tudo o tínhamos e fomos embora de lá, eu não me sentia segura em nenhum lugar eu sempre me sentia observada, e ainda tive que lidar com minha irmã caçula que parecia revoltada com tudo o que ouve.
Tentamos fixar moradia em dois lugares antes de vir pra Nova York, mais nenhum parecia ser o lugar certo pra mim, só quando cheguei aqui foi que senti que estava no lugar certo, o resto você já sabe, digo me sentido um pouco mais leve.
- Eu confesso que estou bastante confuso com tudo o que você acabou de me contar amor, Oliver fala calmamente.
- A única coisa que eu tenho certeza no meio de tudo isso é que eu te Amo, e eu não vou deixar nenhum um louco tirar você de mim isso não vai acontecer, Oliver é incisivo.
- Você acha que é esse tal de Adrian sei lá do quê é que mandou essas coisas? Oliver pergunta preocupado.
- Chase, o nome dele é Adrian Chase, assim que pronuncio o nome do infeliz Oliver arregala os olhos em minha direção, não entendo sua atitude de espanto ao ouvir o nome completo de meu perseguidor.
- Oliver qual o problema? pergunto inquieta, Oliver não fala nada apenas fica andando de um lado para o outro até que o som de um soco na parede me faz dar dois passos pra trás.
- Tem alguma chance desse Chase está aqui? Oliver pergunta preocupado sua expressão de angústia me fazendo suar frio.
- Por que está me perguntando isso, respondo com outra pergunta.
- Por quê ontem na festa um cara com uma máscara preta cobrindo quase todo o rosto me abordou falou umas coisas sem sentido e se apresentou como Adrian Chase, Oliver fala e instantâneamente sinto meu corpo estremecer.
- Eu não sei se ele sobreviveu, mais como nunca vi o corpo dele também nunca me senti segura de verdade, por isso sempre que me sentia incomodada mudava de lugar.
- Tem mais uma coisa, Oliver parece pensar um pouco antes de falar.
- O mascarado disse que estava acompanhando a Isabel, você acha possível ser outra pessoa com o mesmo nome? pergunta parecendo mais nervoso que antes.
- Eu não sei Oliver! só sei que eu estou morrendo de medo de tudo aquilo acontecer outra vez.
Eu sei que não vou aguentar passar por tudo aquilo outra vez.
OLIVER
Como de uma hora pra outra as coisas ficam tão confusas e complicadas? ouvir tudo o que Felicity passou doeu na minha alma, me senti fraco e impotente eu não sabia como ajudá-la isso era o que mais me incomodava, eu até cheguei a sonhar com ela gritando por socorro e agora eu entendo muitas coisas que eu não compreendia antes.
Depois de tudo que conversamos e de saber o nome de quem tanto lhe assustava segurei Felicity pelas mãos e fomos até a Isabel, precisava saber se o fantasma do Chase era o mesmo que me abordou na festa da Thea.
- Então Isabel qual era o nome do homen que estava com você no baile ontem? fui direto ao ponto, Felicity segurava minha mão e eu sabia que ela estava com medo.
Isabel me encarou como se tivesse nascido um terceiro olho em minha testa.
- Eu não sei do que está falando Oliver! eu não estava com ninguém fui a festa sozinha, respondeu tranquilamente me deixando ainda mais nervoso.
- Não conheceu ninguém recentemente chamado Adrian Chase? foi a vez de Felicity perguntar e pela sua voz trêmula percebi o quanto estava nervosa.
- Não Senhorita Smoak, não conheci ninguém recentemente e muito menos com esse nome, fala cruzando os braços e com a postura rígida.
Felicity procura meu olhar antes de caminhar de volta a minha sala.
- Oliver! Isabel me chama antes que eu consiga dar dois passos.
- Não se esqueça que amanhã você tem que viajar pra resolver o problema com a nossa filial de Moscou, Isabel fala e só agora eu me lembro que já tinha programado essa viagem a semanas.
- Tem como você resolver esse assunto pra mim? pergunto na tentativa de não precisar viajar nesse momento é deixar Felicity sozinha.
- Você sabe que não Oliver! é um assunto pra o CEO resolver, além disso já tenho muitos compromissos marcados pra amanhã.
Mesmo contrariado assinto em concordância e vou ao encontro de Felicity que já estava em minha sala esperando por mim.
Um frio passou por minha espinha e eu senti que alguma coisa muito r**m estava pra acontecer.
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