O Gabriel voltou com a tal da mussarela e o presunto. Depois ele foi tomar um banho, me deixando ali sozinha com a minha mãe.
- Eu quero ver você sorrindo garota. - Ela abriu um sorriso mostrando aqueles dentes lindos - Eu não paguei duzentos dólares pra nada meu bem.
Minha mãe era bem engraçada, e ela sabia o quanto eu deveria estar animada, não é da noite pro dia que se arruma tanto dinheiro pra algumas horas com garotos desconhecidos por mim e principalmente por ela.
Forcei um sorriso.
- Já te falaram que você é a melhor mãe? - Sorri enquanto abracei ela.
- Agora você me falou, filha. - Ela riu. - Anda logo com esse lanche, que eu ainda tenho que abastecer o carro e vocês tem que chegar lá bem cedo pra ter vaga na fila até as 13hrs da tarde.
Exatamente. Eu ia ficar várias e várias horas que nem uma b***a na fila. Mas eu fazia questão de ser a primeira pessoa a ver aqueles seres incríveis (tirando o Chris e o Cameron).
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Esse Gabriel demora muito, eu já até comi, já são quase 5hrs e ele ainda não saiu do banho. Imprestável.
Logo quando eu terminei de pensar aquilo ele apareceu.
Ele usava uma camiseta normal e um shorts que mostrava a tatuagem que ele tinha feito meses atrás.
- Então meus amores, vamos? - Gabriel disse rindo.
- Vamos logo. - Resmunguei.
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Entramos no carro e a minha mãe (de propósito) colocou a música do Cameron.
She Bad.
- Sogrinha... Você tá provocando o ogro hoje.
- Só coloquei essa música porque ela gosta. - Ela vira pra trás e me olha.
- O que tá acontecendo, Ana Laura? - Exatamente, meu nome é Ana Laura. - Você adora essa música... porque de repente tudo que é dos garotos te deixa pra baixo?
- Aí mãe, ontem o Cameron me ignorou sabe? Fui falar com ele, pedi pra tirar uma foto no hotel da Gi, e ele nem teve a capacidade de dizer não. Me deixou lá plantada. - Revirei os olhos. Tava ficando irritada. Isso porque eu nem sou fã dele.
- Ah, filha... - Ela sorriu. - Tem que se acostumar. Quando eu fui no show do John Meyer com o seu pai, e a gente foi no meet&greet ele basicamente disse que não queria que eu abraçasse ele. Ele não explicou nem nada. Aos poucos a gente entende que a fama deixa as pessoas ranzinzas, talvez seja por isso... tudo tem um motivo. Tenta falar com ele, conversar hoje. Quem sabe. - Ela deu partida e lá fomos nós ver a Magcon.
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Quando chegamos na fila encontramos a Giovanna sozinha ali na porta. Não tinha fila. Tinha só a Giovanna.
- A gente chegou muito cedo. - Ela tava com a voz toda morta. - Não tem um ser humano aqui.
- Mas a gente vai ser os primeiros! - falei animada.
- Ishi, tava toda pra baixo até dois segundos atrás... que que é isso? - Gabriel disse me encarando sério e cruzando os braços.
- Deixa eu ser feliz? - Resmunguei.
Sentei no chão e fiquei ali durante algumas (algumas?). Muitas longas horas.