TALK

736 Palavras
Quando Joalin acordou, sentiu um peso sobre seu corpo. A loira coçou os olhos e tentou se lembrar de como havia parado dentro do abrigo após a noite intensa na areia. "Isso não poderia ter acontecido, como vamos conviver até alguém nos encontrar depois disso?" Ela não queria imaginar o clima chato que ficaria entre os dois, será que Bailey iria querer repetir as noites? Ela não poderia negar que havia sido uma ótima forma de passar a noite, se livrou do tédio e ainda teve uma das melhores transas de sua vida. Mesmo assim, não deveria ter acontecido. "Que m***a eu fui fazer, mas p***a, que tentação" O garoto, o corpo, o cheiro, exalava testosterona. Exalava virilidade. Loukamaa não admitiria tão fácil, mas passou os últimos anos tentando esconder de si própria os desejos que tinha e as fantasias que sua imaginação criava com o asiático. E do nada, do nada, de um dia para o outro, estavam perdidos, sozinhos, no meio do Atlântico. Não existia contrato, lei ou qualquer coisa que os proibisse de se entregarem um ao outro dentro daquele pequeno pedaço de terra perdido. Ela precisou de certa força para conseguir sair debaixo do moreno, deixou a cabana juntando as peças de roupas secas que deveriam ter usado no dia anterior e saiu em busca do lago, precisava de um banho para refrescar a mente e relaxar. Eles cheiravam a s**o e da forma mais louca possível, toda a ilha parecia ter esse aroma durante aquela manhã. Em um estalar de dedos, Joalin não vai mais a ilha como o maior problema que teria de enfrentar, mas sim toda a situação que a noite de s**o seria capaz de criar entre os dois. Eles só tinham um ao outro, era inegável e praticamente impossível que não acontecesse hora ou outra. A finlandesa precisava encarar os fatos, o que era melhor? Viver naquela ilha com todo desejo reprimido ou usar os dias que ficaria perdida para fazer o que não poderia quando voltasse para casa? A resposta era óbvia e a tentação era grande. Bailey por outro lado, acordou atordoado. A melhor noite de sua vida havia acontecido e passado de forma tão rápida que talvez ele precisasse repeti-la por mais 80 mil vezes. A verdade é que nenhum deles queria um clima r**m e os dois fariam o possível para repetir a última noite. O grande problema é que não estavam na cabeça um do outro, isso só atrapalhava tudo. O dia se passou rápido, eles não conversaram, não se falaram e m*l se viram. Cada um comeu suas próprias frutas e pela primeira vez aquela ilha pareceu gigante. Eles queriam estar juntos mas Joalin sentia medo de como Bailey reagiria e ele a mesma coisa com a garota. Besteira, uma tremenda besteira. -Acho que precisamos conversar- o filipino se aproximou assim que o sol terminou de se pôr. -Sobre? - se fez de desentendida -Ontem a noite. Vamos ficar se evitando? - Não é minha intenção, Bay. - Então tem algum motivo pra não ter vindo falar comigo durante todo o dia? -Aquilo, ontem, não poderia ter acontecido- entrou na cabana -Por que não? - deu de ombros -Porque temos a m***a de um contrato, porque trabalhamos juntos, um dia vamos sair desse lugar. A vida não é um paraíso Bailey, nem c*******a tem nessa d***a de ilha. - Não é como se amanhã você fosse aparecer grávida. - Eu não sei sobre a minha fertilidade ok? Muito menos sobre a sua. -Falando dessa forma parece até que você odiou a noite - Não é sobre ter gostado ou não. -Então você gostou Jojo? - Isso não é importante agora Bailey - Eu só queria saber, pra mim foi o melhor -Pra mim também, que saco Bailey- ela saiu da cabana, não queria ter essa conversa, não queria admitir em voz alta o quanto a noite havia sido perfeita. Se fizesse isso, estaria entregue a uma atração que não poderia sentir. Bailey por outro lado não se importava. Estavam ali, sozinhos, deveriam aproveitar cada segundo, viver intensamente. Ele não queria sair daquela ilha e se arrepender do que poderia ter feito. Ele iria convence-la de que o importante é o agora, no futuro a gente dá um jeito. Precisamos viver o agora pois não sabemos o dia de amanhã e ele tinha certeza que não tinham parado naquela ilha por acaso.
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