Aliados

1446 Palavras
James estava se preparando, ajeitando suas armas e tentando se adaptar ao novo traje, ele estava em seu quarto, era bem pequeno e praticamente só dava uma cama e uma mesa, de repente Kwaku chega, e antes que James pudesse dizer qualquer coisa: - Você tem um sistema furtivo no traje. - O'Que? - Usando esse sistema furtivo, sua roupa escurece, e suas botas absorvem qualquer impacto, fazendo com que seus passos não façam barulho. Ah, e você também pode soltar algumas adagas por certas partes do traje. - Porque você não me disse isso antes? - Porque é um sistema que só deve ser usado em caso de emergência, porque custa muito da bateria do traje, viria por própria recomendação do sistema, não use isso até que seja em extremo caso, do contrário, a energia do traje vai zerar, e não vai ser nada mais do que uma roupa estilosa. - Obrigado, Kwaku. Um tempo depois todos se reuniram na porta principal do local onde estavam, foi aí então que James se deu conta de que aquilo era um bunker. Todos os soldados da resistência africana estavam ali, eram muitos, um exército muito bem armado. Kwaku e James tinham bolado um plano para a****r Joseph e todos os seus aliados, e já estavam prestes a explicar, quando de repente uma sirene toca, e todos ficam alertas. Jaime se aproxima de Kwaku e diz, bem espantado: - É o presidente Kylie. Kwaku arregala os olhos, então o Anarquista fica de prontidão em frente a porta enquanto Kwaku abre os portões por um painel ao lado. As portas se abriram lentamente, até que finalmente foi possível ver, Kylie e Leonid Vasilenko, seu assessor. Eles vinham acompanhados de um mini exército de soldados Australianos, logo todos os soldados africanos sacam suas armas e miram em Kylie, Leonid e todos os outros soldados. - Viemos em paz! - disse Leonid. Então Kylie se aproxima do Anarquista, e o encara diretamente. - Você pode usar essa máscara o quanto quiser, mas ainda sim, não mudará quem você verdadeiramente é, James Pendleton! Todos na sala ficaram em silêncio. Leonid deu um sinal para que os seus soldados Australianos abaixassem as armas, e quando eles baixaram, Kwaku fez a mesma coisa. Em seguida, se aproximou do Anarquista e de Kylie. - Como você pode saber quem ele é? - Kwaku questionou Kylie. - Porque eu acompanhei o treinamento dele para se tornar oque é hoje. - afirmou ele. - Eu não trabalho mais pra você, velhote. - Eu sei que não. E você tem motivos muito bons pra isso, mas eu não tenho tempo para ressentimentos agora, precisamos salvar a nação, pessoas vão morrer quanto mais demorarmos aqui! - E quanto aos meus pais? Você se preocupou com a possibilidade deles morrerem? A sala inteira ficou em silêncio, era como se ninguém ousasse dar um pio sequer. Kylie abaixou a cabeça e ficou em silêncio também, e quando ele abriu a boca pra falar, James o interrompeu: - Foi ele, não foi? FOI SAMUEL QUEM IMPEDIU SUA MORTE! Kylie permaneceu em silêncio, então James tirou sua máscara e seu capuz, e segurou Kylie pelo pescoço, apertando levemente e forçando o homem a encará-lo no rosto. Os soldados Australianos voltaram a apontar as armas, e os Africanos também, mas Kwaku levantou as duas mãos, dando sinal para que os soldados se acalmassem. - TUDO O'QUE EU AMO SEMPRE MORRE PARA GARANTIR A SUA SEGURANÇA E OS SEUS DESEJOS EGOÍSTAS! - James gritou no rosto dele. - Eu compreendo a sua raiva, jovem Pendleton. Você tem todo o direito de me m***r, sim, você tem! James deixou escorrer uma lágrima, e então empurrou Kylie para trás, fazendo com que ele caísse no chão. - m***r você faria com que as mortes deles fossem em vão, além do mais, só você pode consertar essa bagunça toda. Leonid se aproximou com cuidado, e se dirigiu a James e Kwaku: - Senhores, sei que os ânimos estão à flor da pele, e que vocês têm assuntos a resolver, porém, peço pra que guardem isso para uma outra ocasião. Joseph já selecionou a lista inteira de pessoas que eles vão c******r hoje, e está se preparando para sair com seu exército. Então Kwaku se aproximou do ouvido de James e sussurrou: - Talvez precisemos do exército dele para lidar com as tropas de Joseph. James ponderou, e então disse: - Tudo bem então. Vamos unir forças, porém eu não garanto oque virá depois. Leonid, Kylie e Kwaku seguiram então até a sala de guerra, onde eles discutiriam os planos, porém James não se juntou a eles, ao invés disso, ele pressentiu que deveria ir até uma das salas superiores do bunker. Enquanto isso, Joseph estava em uma planície com um exército de soldados em volta, eles estavam nas montanhas, observando um vilarejo de pessoas carentes. - Quanto tempo acha que vai levar até limparmos esse lugar? - perguntou Joseph. - Talvez alguns minutos. - respondeu Avim Batin, seu general. Joseph deu uma risada, e atrás dele chegaram seus três patronos, mas ele deu falta de um deles. - Onde está Valeriya? James colocou sua máscara, e agora como Anarquista, ele chegou à porta de uma das salas superiores do bunker. Sacou sua arma, e abriu a porta devagar, de repente ele viu aos poucos que tinha sangue no chão, então ele abriu a porta bruscamente, e ainda na guarda, ele avistou duas mulheres, uma estava morta e seminua, já a outra estava em pé com as mãos pro alto, e com sangue no rosto, porém ela tinha um sorriso tranquilo e convencido. - Quem é você? - perguntou o Anarquista. - Uau! Senhor Anarquista... É um prazer finalmente conhecê-lo. James sacou uma outra arma, agora tendo duas pistolas apontadas para a mulher. - Se eu quiser eu posso desarmar você com um só movimento. - disse ela. - Tenta sorte. A mulher então abaixou os braços e estendeu a mão direita para James, como um aperto de mão. - Eu me chamo Vahan Voohes. Vim em nome dos Salvadores, senhor. - Quem? Vahan Voohes? Que nome é esse? - Meu nome de batismo. - E qual o seu nome verdadeiro? - Acredito que você também não vai dizer o nome de quem está debaixo dessa máscara não é? - Justo. Os dois ficaram se encarando, com James ainda mirando nela. - O'Que você quer aqui, Vahan? - Quero o mesmo que todos vocês, poderia abaixar essas armas para podermos conversar? - E como eu posso ter certeza de que posso confiar em você? Então Vahan se abaixa e vira o rosto da mulher morta para o Anarquista. - Essa é Valeriya Kaloshina, um dos patronos de Joseph. - Você matou um dos patronos de Joseph? - Não foi tarefa fácil, mas eu acho que isso seria um belo modo de ganhar sua confiança e me aceitarem em seu exército, fora que a roupa dela também é bem confortável. - Vahan mostrou a blusa regata cinza, calças camufladas e botas e luvas pretas que estava usando. - Então, vai me aceitar agora? - Acho que seu objetivo ainda não está claro aqui, o'que são os Salvadores? O'Que querem nesse conflito? - É muito simples, você quer Joseph, e eu quero o general dele, Avim Batin. Nós os Salvadores somos só um grupo de pacifistas que querem que o homem tenha a liberdade de viver da forma que bem entender, e esse homem tem impedido isso. Ele tem uma peça que nos interessa muito, que é muito rara por ser a última no mundo. Prometo que nossa aliança acaba depois que eu o m***r e recuperar a peça, irei embora pacificamente. - E como posso acreditar em tudo oque você está falando? - A morte dessa mulher já não foi o suficiente? O Anarquista pondera, e então abaixa as armas e as guardas no coldre. Kylie, Leonid e Kwaku ainda estavam na sala de guerra montando a estratégia, porém estavam em um impasse por conta de algumas controvérsias no plano, então o Anarquista e Vahan Voohes chegam a sala, quando Kwaku vê Vahan, ele imediatamente saca seu rifle e aponta para ela. - Quem é ela? Leonid e Kylie a observam. - Ela é aliada, não se preocupem. - disse o Anarquista. Vahan então joga na frente deles o saco preto que estava carregando e o abre. Os três ficam impressionados, e dizem quase que em uníssono: - Valeriya Kaloshina?! - Uma pequena demonstração da minha vontade de aliança para com a resistência. Kwaku então pergunta: - Quem é você? Ela o olha, sorrindo levemente e responde: - Vahan Voohes.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR