Raiva

1461 Palavras
James dirigia desgovernadamente, tentando fugir da grande nuvem de poeira que estava subindo enquanto os destroços caiam sobre as ruas em volta, um desespero muito grande estava apenas começando, James dirige de volta até o aeroporto. Joseph comemorava tomando champanhe ao som de violino com seus soldados da operação num salão do hotel: - QUE BELÍSSIMO ESPETÁCULO NÓS DEMOS LÁ SENHORES! E todos aplaudiram. - Hoje vai ser um dia histórico para a nossa história, a história de nossos patronos, e a história deste país, pois hoje, nós oficialmente nos tornaremos líderes desse país! Todos no salão comemoraram com gritos e palmas. - Mas acalmem-se senhoras e senhores. Eu não posso dirigir um país sozinho, pra isso, eu escolhi quatro dos melhores, que irão representar cada um de vocês e cada cidadão desta terra, eu convoco agora os senhores Agafonik Zaytsev, Milorad Asimov, Abdullah Sivkov e a senhorita Valeriya Kaloshina. Três homens e uma mulher, grandes, fortes e bem armados saíram do meio dos soldados, e se colocaram ao lado de Joseph. - Cada um deles será o seu Patrono. Senhoras e senhores, aqui começa o governo da Rússia Australiana! Todos na sala aplaudem e comemoram com assobios e palmas, até que um soldado vai até Joseph e sussurra algo em seu ouvido, ele fica preocupado e imediatamente segue o soldado. No aeroporto, James estava sentado sobre sua cama dentro do galpão, ele segurava um colar de dentes de tigre enrolado nas mãos, ele chorava silenciosamente olhando para o colar e o segurava com muito cuidado. Jaime entra no quarto, e encontra James, os dois se encaram, e então Jaime comenta: - Pelo perfil que tinham me passado sobre você, não achei que fosse do tipo de cara que chorava. James enxuga suas lágrimas, e Jaime tenta confortá-lo: - Ele era um homem bom, talvez o melhor que eu já tenha conhecido em toda a minha vida. Ele não pensou duas vezes antes de dar sua vida pra salvar um desconhecido, eu. Tenho certeza que ele está melhor do que nós dois agora. James coloca o colar com dentes de tigre sobre sua cama, porém permanece sentado olhando para a parede ao fundo. - Isso era dele? - perguntou Jaime. - Sim. Eu encontrei isso no meio das coisas dele, quando embalei tudo. - O que isso significa? - Eu não tenho certeza, mas posso interpretar de uma forma, na cultura do país do Samuel, caçar um tigre provavelmente é um sinal de força, e eles devem guardar esses dentes como prova da sua bravura. d***a! Eu nem mesmo sabia de onde ele era... como? Como eu pude ser tão desatento? Jaime olhava o colar, o segurando com as duas mãos, os dentes de tigre pareciam bem reais. - Sabe Jaime... Tem uma razão pela qual eu me tornei o Anarquista. Jaime volta totalmente a sua atenção para ele. - Eu odeio a morte de um justo, não tem nada que doa mais em mim do que isso. Depois da morte dos meus pais, eu fiquei abandonado nas mãos da corporação Australiana, eles me treinaram para ser um agente perfeito, porém eu não conseguia tolerar as barbaridades que eles cometiam em segredo, torturar pobres, c******r inocentes, corrupção... Tudo isso fedia mais do que um cadáver podre pra mim. Então um dia eu coloquei a antiga máscara de gás que meu pai usava quando visitava algumas usinas, é como se ela me lembrasse de que é necessário usá-la para acabar com o m*l cheiro da sociedade. Eu temia essa máscara quando era criança, mas hoje eu entendo que o temor é o melhor remédio pra curar os maus hábitos. Um dia eu estava na rua, e vi um senhor de idade ser maltratado no banco apenas porque se sentou numa cadeira em que um dos funcionários estava sentado mas que tinha se retirado por um instante, um dos funcionários ligou pra alguém e um grupo de seguranças apareceu, e eles espancaram aquele senhor e também roubaram todo o dinheiro que ele tinha, que já não era muito. Eu não aguentei, apenas vesti luvas de cirurgia que havia achado no chão e coloquei a máscara de gás do meu pai, que eu carregava na mochila, entrei lá e surrei todos eles, chamei uma ambulância e aquele senhor foi levado ao hospital, porém ele não resistiu e morreu. No dia seguinte eu voltei lá e matei cada um dos que o haviam ferido, naquele momento, eu percebi quem eu realmente era. Jaime pôs o colar de volta em cima da cama, respirou fundo e falou: - Eu entendo bem o'que você sente James, o meu país costumava ter um dos maiores históricos de corrupção do mundo, mas com o tempo as coisas se ajeitaram. - Você está dizendo que eu devia parar? - Não! Não é isso... Mas nessa situação, deve haver maneiras mais tranquilas... - Não se vence uma guerra com flores, Jaime. - E quem está em guerra aqui? - EU ESTOU! - James levanta gritando e se vira para ele. - MEU MELHOR AMIGO ESTÁ MORTO POR CAUSA DA GAN NCIA DESSES PILANTRAS! O MEU PAÍS INTEIRO FOI PRO CHÃO POR CAUSA DE UM MÍSERO DESEJO DE OSTENTAÇÃO, ACHA QUE EU VOU LEVAR ISSO DE UMA FORMA PACÍFICA? - James, é melhor você se acalmar... - EU NÃO VOU ME ACALMAR! ALIÁS, EU VOU ACABAR COM ISSO DE UMA VEZ POR TODAS! James passa direto por Jaime, pega sua máscara pendurada ao lado da porta e pega sua metralhadora também. Jaime tenta pará-lo enquanto o segue: - Aí, o que você acha que vai fazer com isso? Mas James não lhe dá atenção e sai do galpão, batendo a porta. Enquanto isso, Joseph entrava numa sala escura, ele anda devagar, passo por passo, até que uma tela liga diante dele e as luzes da sala se acendem e uma vídeo chamada se inicia, um homem barbudo, grisalho e cego do olho direito apareceu na tela, ele olhava fixamente para Joseph. - Abagor Kosarev, a que devo a honra de... - VOCÊ ESTÁ FICANDO MALUCO? O'QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? - Concluindo o plano que você estava levando décadas para realizar. - E você chama isso de concluir? Explodindo o prédio da presidência da corporação?! - Era necessário. Eu ofereci a Kylie a chance de se entregar pacificamente, mas ele não me ouviu. - Você ainda é um garoto mimado, acha mesmo que os Australianos simplesmente vão entregar o poder nas suas mãos? - Eles não tem escolha, o país está à beira de um colapso, eles precisam de alguém para livrá-los dessa catástrofe, e esse alguém será eu. - Não... - Por favor pai, junte-se a mim! Juntos poderemos conseguir oque sempre sonhamos, expandir nossos limites! - Eu não vou fazer parte disso Joseph. E a partir de hoje você está totalmente ex comunicado da corporação Russa, não serei culpado diante das outras corporações. - Pai... - Você não é mais meu filho. E a tela desliga. Em outro lugar, o Anarquista esperava pacientemente em cima de um prédio, chovia forte e era noite, não havia ninguém por perto, ele esperava pacientemente observando uma rua deserta, até que um homem passou com uma capa de chuva preta, e nessa capa havia uma bandeira russa no braço. Então ele cuidadosamente desceu do prédio por uma das escadas na lateral, foi andando devagar atrás do homem e então deu uma coronhada, porém o homem percebeu e se esquivou, o homem pegou uma pistola da cintura dele, mas o Anarquista lhe deu um soco no estômago que fez o homem cair de joelhos, e então deu uma joelhada no nariz que começou a jorrar sangue, o homem cai de costas no chão, e o Anarquista monta sobre o peito dele, não lhe dando chance de escapar. - Vocês... Vocês fizeram isso... Vocês tiram vidas inocentes por ganância, vocês colhem o'que plantam! E o Anarquista estalou os dedos e se preparou para descontar sua raiva socando o homem, mas uma luz veio sobre ele, e vários carros pretos cheios de capangas aparecem junto com um helicóptero. - Anarquista! Largue-o e renda-se! - dizia um homem num alto falante. Então James saiu de cima do homem e correu pra um beco entre dois prédios ao lado, alguns homens começaram a segui-lo, ele derrubava toras de madeiras e lixeiras para atrasar os homens, até que ele vê uma porta aberta dentro de uma casa e entra, ele tranca a porta e fica ao lado dela, os homens que o perseguiam passaram direto no beco, e então quando ele ia abrir a porta, alguém o agarrou pelo pescoço e injeta alguma coisa nele, o'que faz James ir perdendo a consciência aos poucos e cair no chão, desmaiado.
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