Algumas semanas depois...
"- Beth e eu conseguimos sair de lá com vida, conseguimos tirar todas as pessoas que estavam presas lá dentro da torre, todos os subordinados de Joseph morreram, incluindo o presidente Kylie, porém o Joseph ainda está vivo. A garota Vahan Voohes sumiu com aquele objeto brilhante e estranho, eu gostaria muito de ir atrás dela e ver qual é a desses "Salvadores", porém ainda tem muita bagunça pra arrumar por aqui. Por hora, estamos tentando ajeitar as coisas na Austrália."
James fez uma breve gravação de relatório, ele estava num hall luxuoso, quando terminou de gravar.
Beth se aproximou por trás dele, e ele se virou:
- Ele está pronto para te receber. - avisou ela.
- Certo então. Vamos logo com isso.
James entrou por uma porta grande de carvalho, acompanhado por Beth.
Quando ele entrou, deu de cara com uma mesa de reunião enorme, com Kwaku e Jaime sentados ao lado de um homem de terno.
James se aproximou deles e então o homem de terno de levantou para cumprimentá-lo:
- É um prazer finalmente conhecê-lo, Anarquista.
- Olá, presidente Arthur. Devo confiar que fará um bom governo e cuidará bem do país?
- Com toda a certeza. Não tenho a mínima intenção de cometer os mesmos erros de Kylie.
- Fico feliz em ouvir isso.
- Você é livre para ficar o quanto quiser.
- Muito obrigado, mas não vou aproveitar da hospitalidade agora. Minha missão ainda não acabou.
- Talvez seja hora de descansar um pouco, cuidar do país... - sugeriu Jaime.
- Não, Joseph ainda está vivo, ele precisa morrer, ou isso tudo não adiantará de nada. - disse ele, insistindo.
- Nós começaremos a procurar por ele em algumas semanas. - afirmou Arthur.
- É muito tempo.
- Amigão, você deveria respirar um pouco. - sugeriu Kwaku a James.
- Tem alguma coisa que possamos fazer por você? - perguntou Arthur.
- Sim, divida seus recursos com Kwaku, para que ele possa levantar o continente africano da miséria.
- Como disse?
- Graças a ele, o seu governo está sendo estabelecido, então faça de bom grado.
- Sim, é claro.
Kwaku olhou para ele, admirado.
- Cuidem do país, que eu vou terminar alguns assuntos pendentes.
Então James saiu da sala, Beth veio atrás dele no corredor:
- Ei! James! Espera... eu vou com você.
- Não vai não, quero que fique aqui e ajude os outros.
- Quem você acha que possibilitou aquela vitória contra o Joseph e o exército dele? Vocês não tinham a menor chance sem mim.
- O'Que?
- Fui eu quem te trouxe para a Austrália. Ao mesmo tempo, também foi eu que coloquei sonífero na caixa d'água dos soldados para que dormissem profundamente e não acordassem quando nós atacássemos, fui eu que plantei as bombas pelo local inteiro, eu ajudei a m***r o general Avim Batin, essa luta também é minha!
- Hm....
- Eu também tenho um helicóptero de carga Russo e a localização de Joseph.
James a encarou nos olhos, e então eles sorriram um pro outro.
Joseph estava dentro de uma pequena base cercada por soldados, caia uma grossa tempestade sobre a base, todos estavam bem alertas.
- PORQUE ELE NÃO RESPONDE A MINHA LIGAÇÃO? - gritou Joseph com um soldado.
- E-eu não sei senhor, ele simplesmente coloca na espera e nunca nos atende.
- Se meu pai está pensando que me largar aqui vai resolver todos os problemas dele, ele está muito enganado!
Um outro soldado entrou na sala:
- Senhor, um helicóptero se aproxima da base.
- Destrua!
- É um helicóptero Russo, senhor.
- Devem ser os suprimentos que solicitamos. - sugeriu o outro soldado.
- Muito cuidado, mantenham as armas pra cima e tentem fazer contato. - ordenou Joseph.
Beth estava pilotando o helicóptero, James estava ao seu lado, escolhendo as armas que levaria e contando as balas dos cartuchos, após arrumar tudo, ele pega sua faca de combate.
- Você com certeza não é o tipo de cara que sofre por antecipação. - disse Beth.
- É melhor do que levar um tiro.
Ele coloca todas as armas no coldre e a faca num suporte na perna.
- Lembra do plano, não é?
- Sim, entrar lá, achar o Joseph, acabar com ele e partir pro abraço. - disse Beth.
- Basicamente.
O helicóptero deles se aproximava da base, um soldado fez contato via rádio:
- Este é um espaço aéreo privado, por favor, se identifique.
- Número 9731873, SPOP se apresentando.
- Qual a sua carga?
- Suprimentos.
- Tem permissão para pousar.
James se levantou e foi para a área de carga do helicóptero.
- Te vejo quando acabar! - disse James.
Então o helicóptero foi se aproximando da base, Joseph observava de uma janela do seu escritório.
O helicóptero pousou, e a porta lateral se abriu, havia um grupo de soldados apreensivos mirando na porta, então Beth sai com as mãos pra cima:
- Oh de casa?
- SPOP? O que faz aqui?
- O senhor Abagor me mandou entregar esses suprimentos aqui.
Os soldados se entreolham, então Beth pegou um guarda chuva e saiu do helicóptero:
- Fiquem à vontade.
Um grupo enorme de soldados entrou ansioso no helicóptero.
Beth se aproximou de um soldado que estava na porta e perguntou:
- Onde fica o banheiro?
Mas antes que o soldado pudesse responder, Beth o empalou com um facão, em seguida, puxou um botão no seu bolso e apertou, e o helicóptero explodiu, com a maioria dos soldados dentro dele.
Joseph se assustou e tocou o alerta, os poucos soldados que tinham se mobilizaram.
Beth apertou um botão que ficava do lado de dentro da porta da base, e a porta da cerca elétrica se abriu, Beth viu que os guardas que estavam do lado de fora da base estavam todos pendurados e enforcados em árvores, o Anarquista surge do meio da folhas, e Joseph olhando da janela do andar superior fica aterrorizado, Beth entra pra base rapidamente.
Alguns guardas chegam ali, o Anarquista saca uma metralhadora e atira em todos eles, alguns caíram arrastando as costas na parede, manchando-a de sangue, depois o Anarquista se escondeu por trás do helicóptero que estava em chamas, e ativou o modo furtivo da sua roupa, só que com alguns aprimoramentos feitos por Kwaku, agora a roupa se misturava a cor do ambiente, o deixando quase invisível, os guardas ficaram apavorados, então James enforca um dos guardas com fio de aço, e os outros começam a disparar, porém ele usa o corpo do guarda como escudo.
Em seguida ele ativa uma armadilha de drones, que passam com mais fios de aço e enforcando todos, alguns tentavam desviar, e os drones, com os fios de aço, pegavam uma perna ou um braço, ou até mesmo o tronco e os decepavam.
Depois de todos os guardas ali estarem mortos, o Anarquista seguiu a frente, entrando pela porta principal, ele passa pelo hall, e vê uma escada grande, Joseph estava correndo nos andares acima, e entrou numa porta e ela se trancou, então o Anarquista continuou seguindo em frente, por uma porta que tinha embaixo da escada no centro do hall.
Quando ele passa pela porta, ele entra numa sala fechada com um grupo de soldados fortemente armados, então James ativa o modo furtivo outra vez, e chega perto um guarda que estava perto de um tanque d'água, ele estava tentando consertar uma rede fios que passava perto do tanque, tinha um fio desencapado ali, então o Anarquista o empurra pra dentro do tanque e joga o fio lá dentro, fritando o homem ainda vivo, os outros soldados se viraram assustados, e começaram a procurar pelo local inteiro, James se abaixou, mas a camuflagem da sua roupa falhou por um instante, pois ele viu que estava pisando no fio de alta voltagem, e um guarda que estava sentado em uma cadeira perto do tanque o viu, mas antes de ele avisar aos outros, James pegou um saco preto que tinha no chão e colocou na cabeça dele, puxou uma arma com silenciador e atirou no saco. Então James imediatamente foi atirando no guardas um por um, até m***r todos.
Havia uma outra porta entreaberta no fundo daquela sala, quando James passa por ela, havia um grupo inteiro de agentes especiais esperando por ele, dessa vez sem modo furtivo, ele sacou seu rifle rapidamente e matou o máximo de agentes que pode, porém alguns ainda estavam vivos e começaram a atirar, James se escondeu atrás de uma das pilastras do corredor, e um agente foi andando sorrateiramente entre as pilastras na tentativa de encontrá-lo, quando ele se aproximou, o Anarquista deu um gancho tão forte nele que ele prendeu a cabeça no PVC do teto, depois ele jogou uma granada de luz, e matou o restante dos agentes.
Agora tinha uma escada em espiral de mármore, James puxou sua faca de combate e foi subindo as escadas, e um grupo de agentes veio descendo, e James foi matando um por um com a faca, os perfurando pelo pescoço, barriga e até os olhos, fora alguns que ele mutilava os dedos, a cabeça, ou até o estômago, era tanto sangue que o Anarquista chegava a escorregar nos degraus.
Ao chegar no topo da escada, havia uma porta de ferro trancada, então o Anarquista jogou uma granada, e a porta explodiu, ele já atirou uma granada de luz lá dentro, e matou todos os guardas aos tiros, Joseph estava sentado no meio da sala, James atirou nas lâmpadas para assustá-lo e também dá três tiros no joelho de Joseph, e o vilão conseguia ver os olhos brancos e uma máscara de gás emergindo das sombras da sala, deitado sobre uma poça de sangue, Joseph começa a suplicar pela sua vida:
- Por favor, eu me rendo! Me deixe em paz!
Então o Anarquista pega a sua faca, e com um pano manchado de sangue, ele calmamente a limpa.
- Você venceu! Você venceu! Agora me deixe em paz!
Então James se aproxima mais dele, estando frente a frente, e tira sua máscara, e então Joseph se espanta.
- Você com certeza me reconhece, não é?
- Não... Não é POSSÍVEL... Você é...? J-James?! James Pendleton?!
- Eu sou o Anarquista, e esse é o último rosto que verá na sua vida.
Então James roda a faca entre os dedos, e quando já estava prestes a m***r Joseph...
- Não... NÃO, ESPERE!
Ele se vira, e Beth vem correndo em direção a ele:
- Ele é meu alvo também.
- Certo então, no três...
Os dois sacaram suas pistolas e apontaram para Joseph.
- Pronta?
- Manda ver.
- Ei! Beth, espere! Porque está fazendo isso? Você é Russa assim como eu não é? Somos do mesmo sangue! - Joseph falava desesperadamente.
- Três! - gritou Beth
E os dois atiraram, assim, finalmente matando Joseph Kosarev.
- Pronto. Missão concluída. - disse James.
- Você merecia morrer por cada uma das atrocidades que fez. - disse Beth ao cadáver de Joseph.
- A justiça não dorme. - completou James.
Alguns dias depois...
James, Beth, Kwaku, Jaime, Arthur, todos os outros soldados da resistência e também todos os membros da tribo de Samuel se juntaram para prestar uma homenagem em Johanesburgo, cidade onde Samuel nasceu.
Uma caixa lotada de antigos pertences dele estava aberta acima de uma cova, muitos passavam ali deixando flores, cartões com bençãos escritas ou até mesmo beijavam o caixão, mas quando chegou a vez de James, ele colocou o colar com dentes de tigre de Samuel no caixão e disse:
- Nada disso teria sido possível se não fosse por você, meu amigo. Eu agradeço imensamente por tudo oque fez, você viverá para sempre na minha memória.
Ele deixou uma lágrima escorrer, e então se afastou do caixão, dando a vez para outras pessoas.
Beth se aproximou dele, e o abraçou para consolá-lo.
- Estou bem, estou bem.
Beth colocou um pen drive na mão de James e disse:
- Isso é o arquivo que Kylie queria que você encontrasse, fique tranquilo, eu não assisti, isso foi deixado pra você, então achei importante guardar isso pra você assistir.
- Quando eu devo assistir?
- Quando achar que é a hora certa. - disse ela.
Kwaku se aproximou deles, e então os cumprimentou:
- Muito obrigado pelo o'que fez por nós James. Samuel realmente não se enganou a seu respeito.
- Eu é que agradeço pela confiança, e pelo traje também.
- É seu por direito. Ser o Anarquista requer bastante pulso e senso de justiça, não há pessoa melhor do que você pra isso.
- Muito obrigado.
- O'Que você fará agora?
- Vou ver o que a vida me reserva.
- Fique em paz, companheiro.
E os dois deram um aperto de mãos.
Jaime também se aproximou e cumprimentou James:
- Foi uma honra, senhor Anarquista.
- Soube que vai trabalhar como ministro da economia da Austrália, Jaime.
- Sim. Arthur aceitou minha estratégia para levantar a economia de lá, e ainda me permitiu trabalhar pessoalmente nisso.
- Fico feliz com isso. Cuide bem da minha casa.
- Você pode contar com isso.
E então os dois deram um aperto de mãos também, e Jaime cumprimentou Beth com um aceno de cabeça.
Quando James olhou em volta, viu muitas pessoas em luto, porém felizes de que a morte de Samuel não foi em vão, e ele se sentiu satisfeito.
- Pra onde vamos agora? - perguntou Beth.
- "Vamos"?
- Qualé, admite que formamos uma boa dupla.
- É, até que você não é tão r**m.
- Você está pensando em alguma coisa, oque é?
James respira fundo e diz:
- Joseph era um peixe pequeno. Fico pensando que o verdadeiro problema está na Rússia.
- Você vai encarar a maior corporação do mundo sozinho?
- Ué, achei que fossemos uma boa dupla.
- Eu não disse que não ia, só ia perguntar quando começamos.
James deu uma risada e disse:
- Gosto de você, Beth.
Então um jovem esbarrou em James, e ele logo virou se desculpando.
- Ei, eu conheço você! - disse James.
- Henry Bowers senhor, desculpe pelo incômodo.
- Espera, você não é aquele garoto do bar? O que estava sendo roubado?
- Ah... sim, sou eu.
- O que faz aqui?
- O senhor Willard Piwbrins me convidou para trabalhar com ele em Downtown, estou passando aqui somente para pegar uns documentos para ele. Vou treinar e ser um lutador famoso. Já tenho minha próxima luta marcada, ele disse que vai ser a luta da minha vida.
- Contra quem será?
- Não tenho certeza, mas um tal de Jack... ele me prometeu que essa luta será inesquecível para o mundo.
James e Beth se entreolham.
- Você não é muito... magrinho para isso? - disse Beth para Henry.
- Ah não se preocupe, vou treinar muito, mas o porte já deu uma ideia perfeita para o meu nome de lutador: O Graveto.
- Ahn... - James e Beth se entreolham de novo.
- De qualquer forma, já vou indo, muito obrigado por aquele dia, adeus.
Henry saiu acenando para James e Beth.
- Que garoto engraçado. - disse James.
- E esquisito. - completou Beth.
- Onde estávamos mesmo?
- Eu ia perguntar quando começamos. - disse Beth.
- Quando sai o próximo voo para a Rússia?
Capítulo Extra: Revogação
Abagor Kosarev está em seu quarto de luxo em Moscou, ele está muito irritado, e quebra todo tipo de coisa que via pela frente, até que um agente entra em seu quarto.
- Senhor, com licença.
- O'QUE É?!
- Senhor, os outros líderes das corporações internacionais estão agitados, depois do que Joseph fez na Austrália, muitos estão encarando isso como um ato de fascismo da nossa parte, e estão exigindo a revogação da lei de Check, aquela lei em que todos os projetos e iniciativas das outras corporações devem ser aprovados por nós para entrar em vigor.
- Eu sei muito bem que lei é essa. Pois revogue de uma vez! E que eles me deixem em paz.
- Sim senhor. Está de luto por Joseph?
- Estou possesso. Apesar de tudo, ele era meu menino.
- Sinto muito, senhor.
- Quem foi que o matou?
O agente engoliu em seco e respondeu:
- O chamam de Anarquista.
(O Anarquista retornará...)
Capítulo Extra 2: Missão cumprida
Vahan Voohes entra em uma sala coberta por panos e estandartes vermelhos, a sala era iluminada por castiçais e muitos membros dos Salvadores estavam ali, segurando velas.
Já ela, carregava a caixa especial, e a coloca aos pés de Guist, que estava sentado em seu trono no meio da sala.
- Então você realmente recuperou. - Guist se impressionou.
- Com êxito, meu senhor.
- E quanto a aquele justiceiro?
- Não será um risco para nossa organização, eu garanto.
- Muito bem.
Um servo se aproxima e traz um cetro, Guist abre a caixa, pega com cuidado o cristal branco e cintilante que Vahan trouxe, com uma luva, e o encaixa na parte inferior do cetro, formando uma ponta afiada, como uma lâmina.
- Esplêndido! Agora, e quanto ao outro agente que Kylie estava criando? Tem informações sobre ele? - perguntou Guist.
- Ele estava fora da Austrália enquanto eu estava lá, então as chances de ele saber sobre nós são bem baixas.
- Muito bem Vahan, fez um belíssimo trabalho.
- Obrigado senhor.
Na Virgínia, um homem caminhava com um arco e flechas profissional e uma roupa de agente especial. Ele deixa um colar cair, e imediatamente se abaixa para apanhá-lo, o pingente era uma bala dourada escrita "Peter Hood", ele pega o colar e continua caminhando.