Rocco DeLuca Eu estava encostado na porta da cantina, o sol da Calábria batendo forte nas costas, aquecendo o tecido do terno preto como se quisesse me lembrar que o inferno estava aqui mesmo, na Terra. O cheiro de café queimado e pão velho vazava pela porta aberta, misturado ao suor nervoso dos alunos que já tinham percebido que algo estava errado, o ar ficava mais pesado quando eu entrava num lugar, como se o próprio oxigênio soubesse quem mandava nessa merda de cidade. Meus olhos estavam fixos neles dois: Caterina abraçando aquele filho da p**a como se fosse a coisa mais natural do mundo, o corpo dela colado no dele por segundos demais, a mão dele na cintura dela como se tivesse direito. Vittorio murmurou algo ao meu lado, baixo, sobre “o mesmo cara das fotos”, mas eu nem respondi. Me
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