Caterina Gallo O jantar na mansão DeLuca era sempre um ritual: o cheiro de alho refogado e tomate fresco borbulhando no molho de massa caseira, misturado ao aroma defumado do vinho tinto que Rocco abria com um estalo seco da rolha, ecoando pela sala de jantar ampla. As velas tremulavam na mesa longa de madeira escura, lançando sombras dançantes nas paredes forradas de tapeçarias antigas, e o som distante do mar batendo nas rochas lá embaixo entrava pela janela entreaberta, carregando um salgado úmido que se grudava na pele. Giana ria alto, contando uma história inventada sobre uma princesa que lutava contra dragões com uma colher de p*u, enquanto mamãe sorria com os olhos cansados, mas cheios de uma paz que eu não via nela há anos. Rocco sentava à cabeceira, como sempre, o corpo imponente

