Rocco DeLuca Eu estava no meu escritório, o sol da tarde da Calábria batendo nas persianas blindadas como se quisesse entrar à força. Vittorio tinha acabado de sair depois de um relatório rápido sobre os carregamentos no porto: tudo limpo, nada fora do lugar, os Cavaglieri ainda estão sumidos como fantasmas. Eu me encostei na cadeira de couro, acendi um charuto e soltei a fumaça devagar, sentindo o gosto amargo na língua. O dia estava calmo demais pro meu gosto. Calmo demais pro mundo que eu comandava. Isso fez meus sentidos ficarem em alerta total Meu celular vibrou na mesa. Uma mensagem de Vittorio. Abri sem pensar duas vezes. Era um anexo: fotos. Sempre mandavam fotos quando algo chamava atenção. Segurança em primeiro lugar, eu dizia. Mas quando vi a primeira imagem, o charuto quase

