Relato de um sobrevivente do Tribunal do crime. “Quem morre na mão deles some. Sem direito a enterro, sem direito a nada. Eles que enterram. Enterram com cal para sumir mais rápido. A família n******e nem chorar” Diz Pedro, ainda aéreo e sonolento, em uma noite no 43º Distrito Policial. Vestido com uma camiseta, calça de moletom Adidas e um tênis Mizuno, ele tem hematomas nos dois olhos, um g**o no rosto, boa parte do corpo esfolada e o joelho inchado. E, ainda assim, era um cara de sorte. Horas antes, a polícia o salvara da execução certa pela facção, após dois dias de t*****a em um c*******o. “No tempo dos justiceiros, ele seria morto ali mesmo, na hora. Não teria sequestro nem c*******o”. Mas os tempos são outros. A facção tem suas regras, mais elaboradas, que preveem um julga

