Minutos mais tarde, Mariana para a moto em frente da casa de Eric e destranca o portão de ferro. - Não vai entrar? - pergunto do lado de dentro da casa. - Não sou sua babá - responde fechando e trancando o portão. Soltando o ar dos pulmões bruscamente, entro na casa, sendo recebida pelo silêncio. Passando horas dentro de um hospital que na maioria das vezes se tornava agitado, sempre quando chegava em casa, adorava o silêncio que me esperava, mas naquele momento estava começando a detestar todo aquele silêncio, principalmente a solidão. Estava habituada em estar sempre rodeada de pessoas e me ver sozinha dentro de uma casa, sem poder sair, estava começando a me enlouquecer. Sentada no sofá, observo o tempo se arrastar, ouvindo ao fundo o relógio pendurado

