Thiago já estava inquieto desde cedo. O celular não parava de tocar, mensagens chegando sem parar, e aquele olhar sério denunciava que algo grande estava acontecendo no morro. Ele tentou disfarçar na frente das meninas, mas era impossível esconder completamente quem ele era — o homem que resolvia tudo, o chefão que carregava o peso de decisões difíceis todos os dias. — Eu tenho que sair — disse ele, firme, olhando principalmente para Rafaela. Ela cruzou os braços, desconfiada, mas não insistiu. Já conhecia aquele tom. — Problema sério? — perguntou, mais por preocupação do que curiosidade. — Nada que eu não resolva — respondeu ele, se aproximando e dando um beijo rápido nela. — Fiquem aqui, aproveitem a casa. Eu volto depois. E assim ele saiu, deixando um silêncio momentâneo no ar, que

