Macário se aproximou devagar. Sem pressa. Sem imposição. Priscila ainda estava no chão. Mas levantou o olhar quando ele entrou. O silêncio entre os dois… dizia tudo. Ele estendeu a mão. — Vem… A voz baixa. Diferente. Ela hesitou por um segundo. Mas aceitou. Segurou a mão dele. E ele a ajudou a levantar. Os dois sentaram na cama. Lado a lado. Sem distância. Macário respirou fundo. Passou a mão no rosto. — Eu errei… A voz saiu sincera. Sem orgulho. Sem defesa. Priscila olhou pra ele. Em silêncio. — Eu não devia ter feito aquilo — continuou ele. — Te trancar… Balançou a cabeça. — Foi errado. Ele virou o rosto pra ela. — Me desculpa. Os olhos dela encheram de lágrimas. Mas dessa vez… Não era só dor. — Eu te amo — disse ele. Simples. Direto. O silêncio veio…

