SAMANTHA

1994 Palavras

A escuridão no quarto de Samantha era um ser vivo. Não era a ausência de luz, mas sua antítese, uma substância pesada e viscosa que se agarrava aos móveis, escorria pelas paredes e aderia à sua pele como um sudário de desespero. As lágrimas que corriam de seus olhos não eram salgadas; eram o destilado amargo de uma alma que fora espremida até a última gota de esperança, um veneno lento que ela mesma bebia. Seus olhos não apenas ardiam, eles se fundiam, queimados pela fumaça de uma fé que se incendiara sem deixar cinzas. A confiança, para ela, era uma palavra em um idioma morto, uma lenda contada por pessoas que nunca conheceram o frio. Ela havia tentado, oh, como o céu era testemunha de suas tentativas! Ofereceu seu coração como um livro em branco, pronta para que escrevessem nele as mais

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