Hoje já era Quarta e eu perguntava a Deus o que eu fiz para merecer, Harry Taylor Laurent!
Esse homem com certeza é o ser mais insuportável do mundo, tenho certeza que ele já morreu e quando chegou no inferno o d***o devolveu para a terra!
Ele é um super empresário milionário, mas consegue perder uma d***a de agenda, que não era nem para ter pego, mas o i****a manda justo aquela i*****l da Mei vim mexer, justo na minha mesa!
Me levantei mais uma vez, e procurei até mesmo na mesa do Dyl, que ainda não tinha chegado.
Harry estava atrasado, era para ele estar aqui a uma hora, e nada dele aparecer. Mas me ligar as seis da manhã, para isso ele serve!
— d***a! — Falei sem prestar atenção ao meu redor. — Como um ser tão maravilhoso quanto a Margot, pode dar à luz a alguém tão endomoniado quanto Harry Laurent!
— Já me xingando tão cedo? — A voz grossa do alfa me fez voltar a atenção para o andar que agora, tinha muitas pessoas.
— Deve ser porque o senhor, perdeu sua agenda justo na minha folga! — Falei cruzando os braços.
— Ah, ela está comigo! — Ele disse como se não fosse nada.
— Como? E porque você não me avisou?
— Esqueci... Na minha sala em vinte minutos! — Ele falou passando por mim.
Fiquei ali furioso e querendo m***r meu chefe. Dylan logo chegou e juntos organizamos algumas coisas, eu gostava dele, ele era esforçado e por mais que muitos acham que ele não faz nada, essa empresa entraria em colapso sem ele.
Dylan organiza basicamente os documentos mais importantes de toda a empresa, se ele quisesse até mesmo roubar os Laurents, ele conseguiria.
Depois de dezenove minutos, ele me lembrou de ir até o inferno, ou melhor até a sala do meu chefe.
Me levantei, com o café em uma mão e minha alma na outra. Bati apenas duas vezes antes de ter a permissão para entrar.
— Senhor Laurent, a sua agenda por favor! — Pedi colocando seu café em cima dos porta copos da sua mesa.
— Na minha pasta, é só pegar. — Fiz o que ele falou e logo abri a mesma, vendo o cronograma da semana. Tinha uma anotação muito malfeita, com uma letra que eu não conhecia. — Chame Karol para te acompanhar hoje!
O que?
Ele tá brincando!
Só pode estar brincando!
— Perdão? — Falei olhando-o me olhar diretamente nos olhos.
— Ensine algo que preste para Karol hoje! Nem sei porque ela está na empresa, mas por favor dê uma razão para isso. Aquela mulher não sabe nada do trabalho que deveria saber, mesmo com sua agenda ela fixou perdida e não soube o que fazer, se não fosse por Dylan meu dia teria sido um desastre!
A vontade de xingar foi grande, mas eu ainda sou funcionário, e não posso arriscar meu emprego. Afinal recebo muito bem para estar aqui, já que Harry me paga bem mais do que o normal, na tentativa de garantir minha permanência.
— Sim senhor! — Falei o olhando, ele me encarou e umedeceu seus lábios e voltou a olhar a tela do notebook.
— Está dispensando! — Disse mais grosso que o normal.
Sai dali levando sua agenda e indo até minha mesa, que já tinha Karol de cara fechada me aguardando.
— Pegue uma cadeira e sente, e tente aprender alguma coisa! — Falei irritado pela presença dela.
Pelo menos ela não falou nada, não queria nem saber o que aconteceu ontem, Harry deve ter gritado igual um louco dentro dessa empresa, e ainda deve ter me culpado por tirar folga.
A manhã se passou de forma lenta, eu não precisei ir muito até a sala de Harry, mas como já beirava as onze, precisava me enfiar dentro daquela sala até a hora do almoço.
Dylan já estava acostumado com isso, mas agora eu tinha a ruiva para me seguir igual a um cachorro.
— Karol, vamos para a sala do senhor Laurent, iremos organizar tudo de forma mais fácil e extensível possível para ele, de um jeito que facilite a rotina dele e a nossa. — Falei normal, sem grosserias ou algo do tipo. — Porque assim, ele vai conseguir trabalhar melhor e não seremos sobrecarregados. Alguma dúvida?
— Não! — Respondeu também de forma normal.
Seguimos para a grande sala, não bati e apenas entrei como o de costume, me direcione para a segunda mesa que tinha ali, Karol se sentou ao meu lado e ficava atenta a tudo que eu fazia, e anotava o que achava importante.
— Levi, ficaremos até tarde hoje! — Harry falou.
— Não tem como isso acontecer! — Respondo vendo Karol arregalar os olhos.
— E por que não? Vai me dizer que em plena quarta feira, você tem um encontro? — Disse como sempre em tom de deboche.
— A resposta, até poderia ser que eu tenho uma vida! Ou que eu sou seu funcionário e não um e*****o! Mas a resposta é que a caso você não se lembre, Kenji embarca amanhã e deixará Zayn na sua casa hoje as dez, e as oito você tem entrevista com quatro babás pré-selecionadas por mim. Então Harry Laurent, eu tenho uma vida e você também! — Ele me olhou surpreso, e Karol parecia ter visto eu bater em Harry.
— Baba? Não foi você quem disse, que eu não poderia contratar uma? — Ele cruzou os braços e me encarou, com um sorriso cínico nos lábios. — O que foi? Mudou de ideia?
Revirei os olhos e apenas o encarei de volta.
— Não! Eu disse a você, que você não pode contratar uma mãe para ele, mas uma babá que trabalhe em um horário normal, não tem problema, Zayn tem escola, após a escola ela vai levar ele para casa, alimentar, dar banho, brincar e esperar você chegar às dezenove horas, e ficar com seu filho até as vinte e uma, que é quando ele tem que dormir segundo a rotina que Kenji criou.
— Okay, Levi! Saímos daqui umas sete e meia, e iremos entrevistar as babás. — Ele disse voltando sua atenção para o notebook.
— Como assim, nós? — Perguntei sem o olhar de fato.
— Você vai fazer isso comigo, não sei o que uma babá boa tem que ter, você sim!
— Elas já são pré-selecionadas, só escolha a que menos irritar você e pronto! Meu turno acaba as dezenove horas, segundo meu contrato é claro. — Falei vendo-o me encarar já enfurecido, ele rosnou, mas bastou apenas um olhar para ele se conter.
Por Deus, esse homem precisa relaxar!
— Como assim Levi? Você vai ir comigo sim! E segundo o seu contrato, eu deveria te pagar bem menos que eu pago. Você não acha? — Karol ouvia e prestava atenção em tudo.
— Você me paga o que acha suficiente para me prender aqui, já que não quer que eu me demita, não é mesmo? E não Senhor Laurent, eu não vou. É o seu filho, e o senhor tem que analisar quem vai cuidar dele ou não. — Eu diria que ele queria me m***r, com certeza me m***r.
— Vamos lá, Levi! Não me deixa na mão, Zayn adora você, me ajuda pelo menos na primeira noite, me ensina alguma coisa! — Ele beirava o desespero. — O que você quer em troca? Um aumento? Eu dou! Sei lá, uma viagem de fim de semana, eu juro que te dou, só me ajuda nessa!
Olhei meu chefe, e tive a certeza de que ele era um robô. Com certeza um robô.
— Tá bom! Mas você vai me levar em casa. Porque vai chover hoje, e não vai ter metro e nem ônibus a noite. — Falei já voltando a organizar mais papelada.
— Dorme lá em casa! — Karol arregalou seus olhos de tal jeito, que acreditei que pulariam do seu rosto.
— Não dá, deixei Kurama sozinha e não sei se minha vizinha está em casa. — Justifiquei.
— Ela é um gato, e gatos são inteligentes, ela vai sobreviver. — Harry disse como se não tivesse relevância. — E você não comprou aquele negócio de água para ela? Aquele negócio que filtra a água...
— Um bebedouro elétrico! Sim eu comprei, mas ainda assim, se tiver em condições climáticas para que eu volte para minha casa, eu vou voltar!
— Okay! Pode ser assim....— Traduzindo, você não vai ir embora, porque eu me acho o rei do mundo, e mando em quem eu quero.
⚜
Faltava dez minutos para o almoço, quando Margot apareceu com um vestido azul lindo e com toda a sua classe.
— Mãe, que bom te ver! — Harry falou de forma verdadeira e até doce.
— Oi meu amor, vim almoçar com você, seu irmão e meus sobrinhos! — Ela disse sorrindo. — Já está perto da hora do seu almoço, não está?
— Está sim! Então vamos? — Ele falou já pega do celular e carteira.
— Claro! — Ela ficou me encarando por alguns segundos.
— Levi? — Harry me chamou, fazendo eu encarar ambos.
— Sim?
— Vamos? — Ele falou apontando para a porta.
— Para onde senhor Laurent? — Perguntei rezando, para que não fosse para o almoço.
— Almoçar Levi! Aonde mais? Vamos logo! — Tem como ele ser mais gentil?
Me virei para Karol que me encarava com certa dúvida.
— Vá almoçar Karol! — Falei já indo em direção a mãe e filho. — Senhora Laurent, como sempre está lindíssima!
— Não me chame de Senhora, sabe que eu não gosto! — Ela me abraçou. — Gostou do vestido? Estou apaixonada nele e na cor.
Começamos a andar e como se só existisse as mesmas pessoas nessa empresa, Mei, Sarah e Karol estavam aonde?
Exatamente no elevador que Dylan segurava para nós. Entramos no mesmo, e eles olhavam a mãe de Harry.
— O vestido é fantástico Margot, ainda mais em você. — Eu observava bem as expressões surpresas dos demais. — Mas a cor realmente é linda!
— Ela será o tema do meu aniversário de casamento! Todos terão que ir de azul..., mas isso você já sabe!
Sim!
Eu sei!
— Claro! O terno de Zayn já está quase pronto inclusive, garanti que fosse feito por Alejandro. — Disse a vendo sorrir. O grande elevador parou, em uma andar e mais duas pessoas entraram na grande caixa de metal.
— E o seu? — Ela falou me pegando de surpresa.
— Perdão?
— O seu terno? Já imagino que deve ser um azul mais claro, porém forte, tipo seus olhos. — m***a! Como vou falar para ela que não vou? Como?
Ou melhor, aonde vou arrumar um terno?
Tenho uma semana para isso!
Margot continuou a falar sobre a festa de casamento, e eu pensava sobre a d***a do terno!
Paramos no andar restaurante.
Sim, a empresa fez um andar restaurante, já que é muito mais caro comer fora daqui, e isso meio que ajuda os funcionários a economizarem bastante.
Fomos para a mesa Laurent, lá já estavam Archie, Chris e Pietro, que sorriram para nós.
Como sempre vários olhares foram direcionados a nós, as pessoas daqui juravam que Harry e eu tínhamos algo, mas na verdade eu só trabalhava demais e acabava indo em algumas festas de família com ele, para distrair seus familiares da sua vida.
Nos sentamos e logo Margot voltou a falar da festa de aniversário de casamento, dela e de Niall.
Droga!
Não comprei um presente, e nem sei se vou ter como fazer isso...
Argh!
— Mas e você irmãozinho? Já achou uma babá para o Zayn? — Archie perguntou comendo a salada do seu prato.
Esse andar era literalmente um restaurante, contando com garçons e tudo mais, pedimos pratos rápidos e fáceis, sendo assim todos fomos de arroz branco, estrogonofe de frango e salada verde.
— Irei contratar hoje, as entrevistas serão essa noite. — Harry respondeu, comendo mais um pouco da sua comida.
— Deixa-me adivinhar, Levi selecionou as melhores e deixou para você escolher a menos irritante! — Pietro deduziu exatamente o que eu fiz.
— Exatamente! — Harry nem fazia questão de esconder.
— Sem o Levi sua vida acabaria. — Chris brincou.
A conversa na mesa era boa, todos conversavam e riam de forma tranquila, naquele momento Harry parecia apenas o Harry, sem ser o empresário, o Senhor Laurent ou algo do tipo, era apenas o Harry!
E ele é lindo!
Porra...
Olhos negros tão intenso, como uma noite calma e tranquila. Maxilar marcado, corpo bem trabalhado, cabelos que batiam em seus ombros largos, boca desenhada e esculpida por alguma divindade, vermelha e cheinha.
E aquelas mãos?
Deus...
Aquelas mãos grosas, firmes e dedos longos, e não sei se já citei, mas Harry Laurent tem algumas tatuagens, na mão direita tem uma flor de lótus, o nome de Zayn em seu peito esquerdo, e mais algumas espalhadas pelo corpo, mas como eu nunca o vi sem roupa, não vi todas...
— Então Levi, como está Kurama? — Margot perguntou.
Ela é veterinária e cuidou da minha gatinha, quando ela foi atropelada.
— Está bem, adorou a caixa do arranjador que comprei para ela. — Falei rindo.
— A caixa? — Chris perguntou.
— Sim! A caixa já que ela não liga para o arranhador, fica brincando com a caixa por horas. E eu gastei uma grana com aquela m***a! — Disse indignado.
— Relaxa Lou! — Pietro falou rindo de mim.
⚜
Depois do almoço, tivemos ainda mais trabalho, tanto Dylan quanto eu corríamos contra o tempo, já que uma filial fez uma baita bagunça, e agora temos o mundo para resolver.
E o pior era Karol, que não fazia nada! Ela tentava acompanhar, mas não conseguia fazer.
O ser humano lerdo!
Já era cinco horas, e nem metade dos problemas tinham sido resolvidos.
— Levi! — Harry praticamente gritou de sua sala, suspirei e caminhei até lá, tendo Karol em minha cola como sempre.
— Sim, senhor Laurent! — Falei parando em sua frente.
— Mande Karol ajudar Dylan com os papelada lá fora, eu preciso de você aqui! — O tom de Harry era de exaustão, por isso não questionei. Dylan era muito bom, e com certeza daria conta, já Karol... bem... Ela deve ajudar em alguma coisa, não é possível!
Assim que a ruiva saiu da sala, fechei a porta e fui para atrás da cadeira de Harry, o ajudei a tirar o blazer, e como em dias cansativos eu iniciei uma massagem relaxante em seus ombros, eu sabia que estava funcionando pelos gemidos que ele soltava.
Malditos, gemidos que alimentavam meus sonhos eróticos!
Aos poucos a tensão muscular foi se esvaindo e ele relaxou, ficamos silêncio enquanto eu massageava seus ombros largos.
Quando terminei a massagem, Harry agradeceu como sempre e me prometeu uma recompensa, que era basicamente umas duzentas libras a mais no meu salário.
Quando sai da sala, como sempre as pessoas me olhavam como se tivessem ouvido eu gemer loucamente dentro daquela sala.
Bem que eu queria...
O dia foi rápido, e logo Harry e eu estávamos no seu carro indo até sua casa, Zayn já estava na casa da avó e quando chegamos, as quatro babás já aguardavam para serem entrevistadas.
Entramos e fomos direto para o escritório, servi uma dose de whisky para Harry, ele gostava de beber quando chegava em casa, era sempre whisky ou gin.
Quando eu fui buscar a primeira, ela sorriu para mim. Era uma beta de estatura mediana, tinha cabelos negros presos em um coque firme e bem feito, suas roupas deixavam claro que ela seguia alguma religião rigorosa, já que estava com uma saia bem grande e larga, uma blusa branca que também não marcava nem seus s***s, nenhuma maquiagem, brinco ou esmalte em suas unhas.
— Gertrudes, não é? — Falei entrando no escritório e me sentando ao lado de Harry.
— Isso! — Ela, falou sorrindo e se sentando na cadeira posta ali.
— Bom, a senhora tem ótimas referências, cursou enfermagem e tem formação pedagógica. — Falei entregando para Harry uma cópia da ficha dela.
— Sim, trabalhei com uma família por doze anos. Mas a outra a criança já cresceu e eu pedi demissão. — Ela explicou.
— Bom, se caso a senhora for escolhida ficará com Zayn após a escola até eu chegar em casa, ele tem uma rotina feita pelo pai dele. — Harry falou.
A mulher olhou com certa surpresa para Harry.
— Ah, o senhor não é pai do garoto? — Ela perguntou.
— Sou! O outro pai dele vai sair do país, e por isso que ele precisa de uma babá. — Harry explicou de forma tranquila.
— Oh... O senhor é... Alfa? — Ela disse com certo nojo, e nesse momento tanto eu quanto Harry nos olhamos e depois encaramos a mulher.
— Sim, algum problema com isso? — o senhor Laurent falou já mais grosso.
— Na verdade tenho sim, eu sigo a um Deus verdadeiro e que abomina essas criaturas, sou uma beta que crê que alfas e ômegas são aberrações! Afinal um homem não deveria engravidar! Tenho pena da criança, mas na minha última família, eu cuidava de um coração beta, e levava a criança para a igreja junto comigo e ensinava a bíblia para ela-
— Está dispensada! — Interrompi, antes que ela terminasse de me estressar.
Ela era mais uma fanática, que acreditava que alfas e ômegas eram criações do inferno, muitos betas se achavam bem superior a nós, pelo fato de não terem hut ou heat, e isso era um grande problema na verdade, já que muitos desses loucos, faziam até mesmo as escolas separarem as crianças por classe.
Kenji garantiu, que Zayn estudasse em uma escola mista, assim o garotinho olha para ômegas e betas, com os mesmos olhos.
As entrevistas foram tranquilas, depois da tal da Gertrudes, e agora Harry estava decidindo entre duas babás que pareceram ideais para o trabalho.
— Eu não sei! — Ele falou colocando as duas fichas em cima da mesa e tomando mais um gole do seu gin com água tônica, que eu preparei para ele.
— Sua mãe, vai deixar Zayn aqui em trinta minutos. — O lembrei quando virou toda a sua dose de gin.
— Eu sei... d***a! Eu deveria ter prestado mais atenção no Zayn, eu não sei nem que tipo de pessoa meu filho se dá bem!
Ele parecia cansado, na verdade parecia um pouco decepcionado com ele mesmo.
Eu nunca o vi tão... tão destruído.
Sem blazer, sem gravata, quatro botões da sua camisa abertos, parando apenas em seu colete azul escuro. Não vou negar que não fiquei alguns minutos olhando seu peito exposto, deixando algumas tatuagens a mostra.
Mas ele estava decepcionado, com ele mesmo, estava triste e perdido.
Eu sei que tipo de pessoa Zayn gosta, mas Harry tem que descobrir as coisas sobre o filho.
— Olha, por que você não conversa com ele? — Harry me olhou. — Fala sobre as candidatas e qualquer coisa faz um teste com elas, um dia com cada e assim ele mesmo escolhe. Tenho certeza que ele vai gostar de fazer parte da escolha, da sua babá.
— Pode ser uma boa ideia!
⚜
Zayn estava adorando o fato de que ele mesmo iria escolher sua babá, e agora aproveitava com o pai um desenho da Disney.
— Fiz chocolate quente! — Falei voltando para a sala, com três xícaras grandes em uma bandeja, e uma vasilha com biscoitos de leite.
— Chocolate! — Zayn praticamente gritou.
— Chocolate? — Harry perguntou me olhando.
— O seu é café, seu chato! — Falei entregando para ele uma caneca preta, para mim era uma laranja que eu deixei lá, na última vez que tive que trabalhar da casa do Laurent, e para Zayn uma xícara que eu comprei para ela a alguns meses, mas ele acha que foi o pai dele quem escolheu.
A xícara era repleta de gatos e era toda colorida.
— Você vai ficar aqui, Lev? — Perguntou bem animado, me sentei ao seu lado e o filme ainda passava.
— Vou! — Falei sorrindo. Mas, encarando Harry que fingiu não lembrar, do nosso acordo para ele me levar até em casa.
Depois de um filme, o alfinha já dormia no colo do pai, Harry levou o pequeno para o quarto e demorou alguns minutos e quando voltou tinha em suas mãos um conjunto de moletom, e estava com uma regata preta e uma calça de moletom cinza.
— Acho que cabe em você, já que não é muito mais baixo que eu. — Ele falou me entregando o conjunto. — Amanhã a gente vai direto para a empresa, então acorde no horário.
Olhei para ele já sem muitas dúvidas, já que ele foi um tanto grosso. Acho que ele notou tal ato e suspirou como se sentisse derrotado.
— Foi m*l, tá legal! — Ele falou suspirando. — Só estou estressado!
— Eu sei... Eu vou te ajudar okay? — Falei subindo junto com ele para os quartos, nos despedimos e ele foi para o seu quarto, e eu fui para um quarto de hóspede.
Me despi e fui tomar um banho rápido, voltei para o quarto e enrolei um pouco de toalha, não posso negar.
Mas eu não imaginava que Harry iria abrir a porta do quarto sem aviso prévio. Quando ele fez isso, eu estava ainda de toalha e olhava algo em meu celular.
— N—Levi... — Ele chamou não disfarçando a olhada que deu em meu corpo. Não que eu fosse um modelo da Gucci, mas eu fazia questão de manter do jeito que eu gosto. Poucos músculos, mas meu corpo ainda tinha alguns.
— Senhor Laurent?
— Só... Só... lembre-se de comprar um presente para os meus pais. — Ele falou mais rápido.
— Sim senhor!
Harry saiu dali, e eu fiquei dentro daquele cômodo que ficou bem quente der repente, minha pele parecia pegar fogo e eu parecia estar aéreo.
Respirei fundo e me vesti, deitei na cama e fiquei ali encarnado o teto branco, já sabendo que a chance de sonhar com Harry é grande.
Droga!