162 - Terror

1173 Palavras

Terror Narrando O dia já clareando e eu acordei naquele pique de sempre, mais um dia nessa rotina filha da püta do presídio. Levantei da cama de cimento, passei a mão no rosto pra espantar o sono e comecei minha rotina matinal. Lavei o rosto na pia da cela, escovei os dentes, passei a mão no cabelo só pra dar um jeito, porque aqui não tem luxo não, parceiro. Logo desci pro café com os outros. Aquele café ralo, com gosto de nada, e o pão dormido que eles jogam pra gente como se tivessem fazendo favor. Mas eu como, né? Porque a gente tem que se manter de pé, tem que ter força, porque o mundo aqui dentro é outro, e só os fortes continuam respirando. Depois do café, voltei pra cela. O calor já tava batendo forte, aquele abafado desgraçado que só quem tá preso sabe como é. Tirei a camiseta,

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR