Mesmo sem receio, Cloe ficou incomodada pelo fato dele ter a percebido sendo que em nenhum momento ela desviou os olhos dele desde que chegou ao bar. E em nenhum momento ela viu que ele a olhou.
Quando ela se sentou, estava cheia de questionamentos. Nicolas estralou os dedos e prontamente foi atendido por um garçom
- O Drink da moça está pronto?
- Sim senhor - respondeu o garçom
- E por que ela não o está segurando? - Perguntou ríspido
- Me desculpe, Senhor - respondeu ele indo em direção ao balcão
Nicolas sentou e Cleo o questionou:
- Pra que fazer isso? Se eu não peguei o drink é porque eu não queria beber.
- Mas agora você vai, estamos em um ambiente pra isso.
- Estou em horário de serviço. Não posso beber. - disse ela
Nicolas tomou um gole de whisky. Seu semblante estava sério.
- Você vai beber, será nosso segredinho.
O garçom chegou a mesa e entregou o drink. O drink em questão era o s*x on the Beach. Cloe se preocupou por duas razões, uma delas era que fazia muito tempo que ela não bebia e provavelmente ficaria bêbada muito rápido, e o segundo problema era que ele a deixava, digamos, um pouco mais solta.
Mas, ela iria se controlar ao máximo. Era a oportunidade perfeita de lhe tirar informações. Tomou um gole do drink e perguntou:
- Por que foi tão desagradável com aquela moça mais cedo?
Nicolas acendeu outro cigarro quando começou a falar:
- Essas mulheres só estão interessadas no meu dinheiro. Todas elas. E eu odeio essas pessoas que se aproximam por interesse.
- Mas se você está aqui, obviamente elas chegariam em você, é o trabalho delas - disse Cleo
- Por isso a paguei da mesma forma, mas para me deixar em paz.
Cloe tomou outro gole do drink.
- Você faz isso com todas? - Perguntou Cloe
- Basicamente - respondeu ele
- Então você não pensa em se casar e nem se relacionar com alguém?
- De maneira alguma - disse ele.
Cleo ficou pensativa.
- Você nunca tentou?
- Houve uma época em que eu tentava me relacionar com algumas mulheres, todas simples e que não saberiam do nome da minha família e nem das minhas posses. Cheguei a gostar de alguma, estávamos levando um relacionamento bom. Mas assim que ela descobriu por terceiros quem eu era, ela já começou a agir com interesse. Então me cansei disso.
- Entendo seu ponto - falou Cloe. - Mas por que então você não tenta com alguém que tem o mesmo patamar que você? Uma pessoa extremamente rica não precisaria da sua grana
- Isso se tornaria interesse em negócios. Mas, mesmo que eu encontre alguém assim, eu nunca vou poder ter uma mulher.
Cloe estranhou
- Por que não?
Na última tragada de seu cigarro, Nicolas respondeu:
- Nenhuma estaria segura comigo.
Cloe já estava na metade da bebida e começou a ficar preocupada em ficar bêbada. Mas continuou tomando para ele não se irritar, e continuar contando mais pessoalidades
- Você mesmo não disse que era o próprio perigo? Por que alguém não estaria com você?
- Eu sei me cuidar. Mas não tenho controle por outras pessoas que se envolvem comigo.
Por que não? - Perguntou Cloe, já com suspeitas.
Nicolas pediu outro whisky e falou
- Isso você não precisa saber. Mas, agora, me conte sobre você. Estou curioso, por que colocaram uma mulher tão vulnerável como você para me proteger?
- Não sou vulnerável, sou muito dedicada e pode ter certeza que farei meu serviço perfeitamente
Nicolas riu em deboche. Cloe esvaziou o drink
- Esse é o motivo que me dá pra que eu possa aceita-la como minha guarda pessoal?
- Você não precisa me aceitar, já tenho o emprego.
- Mas eu farei você desistir no momento que eu quiser. Então não me subestime
- Você que está me subestimando. Provarei que está errado.
Nicolas sorriu.
- Do que tá rindo?
- Você já está bêbada? Que lástima. Que tipo de segurança é essa?
Cloe se levantou irritada
- Olha aqui, eu não estou bêbada.
- Ah, é? Então ande até o balcão e volte aqui sem andar igual uma bêbada.
Cloe debochou com o olhar e foi seguindo até o balcão. Seus passos estavam indo bem, ela estava conseguindo se controlar apesar da visão meio embaçada
Quando estava finalmente quase chegando ao balcão, seus pés esbarram em uma mesa, derrubando tudo o que havia lá.
Ela caiu no chão também. O homem que estava na mesa com duas mulheres que trabalhavam no lugar se levantou
- Sua vaca. Olha o que você fez, sua fodida. Você vai pagar por isso
Cloe com muito custo tentou se levantar. Quando conseguiu, respondeu:
- Foi um acidente, Senhor.
- Acidente? - disse ele- Você sabe quem eu sou? Você vai pagar, mas vendo suas condições não vai conseguir me pagar em dinheiro. Então sua vaca, você vai lamber essa bebida que caiu na mesa e depois vai virar p**a pra mim.
- Nunca que farei isso. Eu vou dar um jeito de pagar
Nesse momento o homem enfurecido agarrou os cabelos dela e a prostou sobre a mesa molhada
- Lamba isso
Cloe tentou se soltar mas não conseguia. Não conseguia acreditar naquela situação.
- Largue ela agora, rato. - a voz de nicolas apareceu de repente
O homem olhou furioso pra ele.
- Você viu o que essa v***a fez? Ela não vai conseguir pagar essa merda. Você vai pagar por ela?
- Não - respondeu Nicolas, com tranquilidade
- Então deixe a p**a pagar - disse ele, agarrando o cabelo de Cloe novamente
Assim que o homem forçou a cabeça dela, Cloe escutou o barulho de um gatilho de arma
- Ou você solta ela ou sua cabeça vai ser mais uma sujeira na sua mesa