CAPÍTULO 4

3125 Palavras
Eu estava indignado com meu pai. Ele não podia ter feito isso com a gente. Tanto eu quanto Eliot e Mia estão revoltados com meu pai. Fazer com que eu me case com a sua amante, para deixá-la bem na vida. Ele não tinha escrúpulos. Achei que tudo que ele havia feito era pouco, mas nada foi o bastante para ele. Fomos para casa dele revoltados e eu só queria descontar nele a minha raiva. Porém não era possível, pois ele estava morto e mesmo morto estava impondo sua vontade absurda. Eu não iria me casar com ela mesmo, nem que para isso eu tivesse que sustentar Mia pelo resto da minha vida ou da vida dela. Chegamos na casa dos meus pais, e a discussão com Mia foi intensa. Ela não aceita o fato de não receber a herança do papai. Mas eu já fui bem categórica com a mesma, informando que eu não irei me casar com aquela v***a, vagabunda que fez a minha mãe sofrer e também foi a ruína da minha família. Mia disse que iria me odiar se eu não me casasse com aquela mulherzinha. Porém o que Mia e nem Elliot sabiam é que eu tinha planos com Suzanna, e eu não iria mudar isso pela vontade de Mia e muito menos do meu pai. Notei que Elliot estava muito sério. Não estava em seu modo brincalhão. Tinha medo que ele também tivesse preocupado com a herança do nosso pai e assim eu teria que ser mais convincente em não me casar. Depois que Mia nos deixou sozinhos na sala, eu resolvi questioná-lo. Eu queria entender o que ele estava pensando. - O que você tem Elliot? Ficou o caminho todo calado, pensativo. - Você reparou na criança nos braços daquela mulher? Ele pede e eu não reparei muito. - Não, o que tem a criança? - Ela se parece comigo quando criança. Seus olhos verdes, sei que não são meus, mas seu rosto, seu jeitinho tímido. Aquela criança pode ser filha dela com nosso pai. Ele fala mais para ele. - Será Elliot? Será que papai fez isso com a gente? - Cara depois dela aparecer na leitura do testamento, e o pai dela também concordar em testamento com isso, eu não duvido de mais nada. Porém se a menininha for mesmo a nossa irmã, eu quero protegê-la. Essa mulher não tem caráter parar ficar com essa criança. Será outra vítima nas mãos dela, assim como nós e o papai. Elliot diz e eu concordo com ele. Aquela mulherzinha não tem caráter nenhum para cuidar dessa menina. - Pode contar comigo para tirá-la dela. Digo firme. - Vamos investigar primeiro se a menina é filha do nosso pai, porque ela pode ser de outro homem, e ela deve ter enganado nosso pai, por isso nunca deu as caras aqui. - Vou pedir a Welch hoje mesmo para fazer isso. Digo. - E quanto a Mia, o que vamos fazer? Elliot pede. - Não sei, eu só sei que não vou me casar com aquela mulher para satisfazer as vontade de Mia. Ela não precisa do dinheiro do nosso pai para sobreviver. Ela pode muito bem viver com o dinheiro da nossa mãe tranquilamente. - Concordo com você. Porém tem a empresa de advocacia. Papai não tinha sócios, assim como nós, ele odiava isso. E se deixarmos todos os bens para doação, o que vai acontecer com a empresa? Elliot pede e eu não sei o que podemos fazer com a empresa. - Eu não sei o que vai acontecer com a empresa. - Temos que pensar direito Christian. Não podemos deixar a empresa ser vendida para dar o dinheiro a caridade. - Isso só não vai acontecer se eu aceitar a me casar com aquela mulher. Eu não vou me casar com a amante do nosso pai. Ele fez isso para que ela ficasse protegida, e eu não vou proteger ninguém. Não vou proteger aquela v***a. - Eu entendo, e nem quero isso para você. Vamos ver com o advogado uma forma da empresa não entrar nessa de doação. - Ok. Continuamos conversando e Elliot falou que iria entrar em contato com o advogado para tentar reverter somente a empresa para nós. Fui embora depois de tentar falar com Mia, mas a mesma estava trancada no quarto e não queria falar nem comigo, nem com ninguém. Cheguei em casa e Suzanna já estava deitada nua em nossa cama. Sei que o sexo está ótimo esses dias com ela, mas algo não está legal em nosso relacionamento. Parece tudo errado. Porém eu ainda não sabia o que era, e então estava levando nosso relacionamento da melhor forma. Tenho planos sim com ela, mas antes de qualquer coisa tenho que descobrir o que me aflige. Acabamos naquela noite transando. Eu tinha tanta coisa para fazer na empresa, que nem pude ligar para Elliot para saber como foi com o advogado. Ouço o interfone tocar e Andreia me avisa que a Srta Steele está lá embaixo querendo falar comigo, porém eu não queria falar e nem vê-la. Simplesmente disse a Andreia que não iria recebê-la. Será que ela veio tentar me convencer a me casar com ela? Mudou de idéia, porque sabe que eu sou sua garantia de uma vida boa, como o meu pai queria. Mas ela não terá nada de mim. Não vamos nos casar. Foquei minha atenção nos relatórios em cima da minha mesa, tentando esquecer toda essa Merda que papai pôs sobre mim. Ele não tinha o direito de fazer isso comigo. Passei o resto do dia afundado em relatórios e reuniões. E no fim do dia, antes de sair da empresa liguei para Elliot para saber o que deu sua conversa com o advogado. O mesmo me disse que não tínhamos nada o que fazer, a não ser o casamento. Todos os bens do papai estão vinculados a dois destinos, os filhos ou doação para caridade. p***a, papai só pensou nessa maldita mulher, nem nos últimos dias de sua vida, ele pensou em sua família, em seus filhos. Eu estava puto, porque sobraria para eu casar com essa mulher. E se isso acontecer, eu nunca vou perdoar meu pai. Ele vai transformar a minha vida em um inferno, se já não transformou. Cheguei em casa e ouvi vozes assim que sair do elevador e entrando no roll. Quando vi aquela mulher na minha casa, raiva me consumiu. Como ela pode vir aqui? Tratei já de demonstrar o meu desgosto por vê-la. - Srta Steele o que faz aqui? As duas me olharam e vejo no olhar de Suzanna que não gostou de outra mulher dentro da nossa casa. - Vim conversar com você. Ela diz. - Eu não quero falar com você, saia da minha casa agora. Sua presença imunda a minha casa. Digo com nojo dela aqui. - Eu não vou embora até falar com você. Fala firme. - Eu não tenho nada para falar com uma vagabunda como você. Vejo que ela nem se abala com que eu falo. Com certeza deve ouvir isso como elogio. - Da onde você e seus irmãos tiraram que eu fui amante do seu pai. Questiona, e a minha vontade é de colocá-la eu mesmo para fora. - Não te devo satisfação. - Me deve sim, se está aí me acusando aos quatro ventos, tem que me dizer de onde vocês tiraram isso. Suspiro irritado com a ousadia dela. - Minha irmã achou uma foto sua nas coisas do meu pai, e temos a certeza que você foi amante dele, porque uma vez por semana ele ia a sua casa te visitar, até deixou minha mãe aqui doente para ficar com você. Falo com raiva na voz. O que mais ela quer para dizer a verdade? - Vocês estão enganados. Eu nunca fui amante de ninguém, muito menos do seu pai. E quanto a foto, da para tirar uma conclusão pelos testamentos. Já que nossos pais combinaram tudo. Eu não sei quem é seu pai. Ela vai me enganar. - Você não vai me enganar. Eu não vou cair na sua. Você é a vagabunda que ficava com ele, que tirou ele de casa, de uma mulher doente. Ela suspira. - Olha, eu não estou aqui para te convencer do contrário. Não me interessa a opinião sua e dos seus irmãos. O que eu quero é salvar a minha fazenda. Eu amo aquele lugar e quero mesmo ficar com ela. Sabia que ela não queria ficar sem sua vidinha de luxo. - Eu não vou me casar com você. Falo firme. - Que história é essa de casamento Christian? Merda, eu não tinha falado do testamento para Suzanna. - Depois conversamos sobre isso Suzanna. Falo olhando para ela que me olha irritada. - Eu não quero me casar com você também, mas também não quero que meus bens, principalmente a fazenda, o lugar que eu cresci com meus pais seja entregue a doação. Podemos fazer o casamento de fachada. Eu não quero atrapalhar seus planos com sua noiva. Ela fala olhando de mim para Suzanna. - E com a fama que você tem, você acha mesmo que eu vou me casar com você de fachada, depois deixar meu sobrenome rolar na mídia como o corno? Não me faça rir Srta Steele. Se me casasse com ela, a mesma viveria vigiada pelos meus seguranças, não confiaria nela nunca. Não quero ver meu nome jogado na lama por uma qualquer. - Eu não sei de que fama você está falando ao meu respeito. Porém eu estou aqui não só para salvar o meu patrimônio, mas também o seu. Ela suspira. Temos que falar com o advogado amanhã, então espero te ver lá com uma resposta sensata para ambos. Ela fala e pega a bolsa dela em cima do sofá. Há quanto a me relacionar com alguém enquanto estiver casada com você, não vai acontecer, eu prometo que enquanto estivermos casados não me relacionarei com ninguém, e vou pedir o mesmo a você, porque afinal de contas, não é só o Sr que tem um nome a zelar. Ela diz e olha para Suzanna que não está com uma cara nada boa. Boa noite. Indaga saindo. - Então você vai me explicar essa história de casamento? Suzanna pede. - É uma exigência do meu pai no testamento. Só vamos pegar a herança dele se eu me casar com essa mulher que saiu daqui. Falo tentando passar segurança para Suzanne. - E porque você a acusou de amante do seu pai? Ela pede. - Porque é verdade. Mia encontrou uma foto dela no meio das coisas do meu pai e o questionamos quem era, mas ele não desmentiu e nem admitiu, só disse que mais cedo ou mais tarde descobriremos a verdade. - Mas você acha mesmo que seu pai tinha uma amante? Suzanna pede e para mim é uma pergunta i****a. - Claro que sim. Acabei de falar que essa mulherzinha que saiu daqui era a amante dele. - E você vai se casar com ela? Ela pede sentando no sofá. - Eu não sei Suzanna. São várias coisas em jogo. Não digo só o dinheiro, porque para mim o dinheiro não importa, porém a empresa do meu pai está em jogo, não podemos desfazer dela. - Olha Christian, eu não quero você se case com essa mulher, mas também não quero ver vocês na ruína, por mais que dinheiro para vocês não são o problema, acredito que a vontade do seu pai tem que ser respeitada. E como essa mulher disse, pode ser um casamento de fachada. Depois que ambos pegarem os seus bens, podem pensar na separação, e ainda continuaríamos juntos. - Suzanna, se eu me casar com essa mulher, eu e você não vai existir mais. Eu não quero ser igual ao meu pai que mantinha relacionamentos extraconjugais. Eu não quero ser igual ao meu pai que de dia estava com outra e a noite com você. Então eu já te digo que se a minha decisão de casar for tomada, você terá que sair da minha vida. - Mas o casamento não será de fachada? Pelo que vi e entendi, ela também não quer nada com você. Podemos sim ficarmos juntos. Ela não vai se importar de você me manter até chegar a hora do divórcio. Suzanna fala e eu não quero julgar meu pai e fazer o mesmo. - Não vai dar certo Suzanna. Eu estou aqui condenando meu pai, e farei o mesmo que ele, não vai dar. Eu tenho até amanhã de manhã para tomar essa decisão, e assim que eu tiver essa decisão tomada, você será avisada. Mas caso seja parar o casamento, já vou pedir para você pegar as suas coisas e ir embora. - Você não pode fazer isso comigo. Eu te amo, e estou aqui por você e para você. Vamos dar um jeito. - Olha vamos esquecer esse assunto por hoje. Amanhã antes de falar com o advogado eu te digo qual foi a minha resposta. Falo e saio da sala. Eu estava com a minha cabeça a mil. Sei que Suzanna vai sofrer com a minha decisão que para mim já está mais que tomada. Me resignarei a me casar com a amante do meu pai para salvar o patrimônio da minha família. Porém eu não poderia deixar Suzanna na rua, ela veio para mim e me fez ver que eu podia voltar a ser um homem, sexualmente falando. Eu precisava cuidar dela, assim como ela cuidou de mim por esses dias. No outro dia minha conversa com Suzanna foi bastante intensa. Ela não concordou muito de deixá-la, mesmo eu dizendo que cuidaria dela. A mesma não precisa se preocupar com dinheiro, e moradia, pois ela teria guri isso. Ela saiu da minha casa com suas coisas com muita raiva. Mas neste momento eu não poderia agir diferente. Manter uma amante que não é minha esposa, eu estava sendo hipócrita igual ao meu pai. Estava já na sala de reunião do advogado esperando por ele e a maldita mulherzinha. A mesma chegou pouco tempo depois junto com o advogado sorrindo. Com certeza ela já conquistou esse daí para ajudá-la em seu plano. A mesma não estava com a menina loirinha. Welch ainda estava investigando sobre a menininha ser minha irmã. Faria de tudo para tirar essa criança dessa p**a de quinta. - Boa tarde Sr Grey. Sr Mendes pede. - Boa tarde! Falo olhando para ele. - Então o que ambos decidiram? Ele indaga e a vagabunda olha para mim. - Eu vou me casar com essa v***a. Digo e ela fecha a cara para mim. - Sr Mendes, esse casamento é eterno? Não tem prazo de validade? Ela pede me surpreendendo. - Sim. Eu iria falar isso com vocês dois. Sou todo ouvidos com essa informação. Vocês terão que se manter casados por três anos. Três malditos anos. Que Merda. - E depois desses três anos podemos nos separar sem problema nenhum? Os bens serão nossos? Ela pede. - Sim. Se passarem três anos casados, os bens serão seus. - Ótimo. Alguma cláusula que diz que temos que ter um casamento tradicional? Festas, convidados? - Não. O casamento de vocês será decidido por ambos. Seja feito da forma que quiserem. Mendes fala e vejo os olhos dela com um brilho diferente. - Ótimo, então podemos fazer somente o casamento no civil? - Como quiserem. Mendes afirma. O casamento tem que ocorrer dentro de um mês, para que eu posso passar os bens para os nomes de vocês em cartório. - Tudo bem para mim. Eu só quero que o Sr cuide do nosso acordo pré nupcial. Ela pede me surpreendendo mais uma vez. - Porque você quer um acordo pré nupcial? Peço não entendo essa p***a toda. Ou ela está fazendo um joguinho de boa moça para mim, ou quer me arrancar tudo. - Porque ao findar nosso prazo, eu não quero um centavo seu e nem da sua família. - Claro que você não quer, afinal de contas meu pai deve ter deixado uma conta gorda para você e sua filha. Indago já sabendo o jogo dela. - Não sei do que você está falando. Ela pede e eu já cansei desse joguinho. - Porque você não admite que teve um caso com meu pai? Peço irritado. - Porque não é verdade. Eu não sei quem é seu pai. E outra nunca seria amante de ninguém. Você não me conhece o bastante para saber como eu sou. Ela diz exaltada. - Nem quero conhecer. Com certeza meu pai e seu pai fez essa Merda de acordo porque seu pai te vendeu para meu pai. Ele deve ter pago um bom dinheiro para seu pai concorda que você fosse amante dele. Falo jogando tudo na cara dela. Vejo escorrer lágrimas dos olhos dela, mas isso não me abala, deve estar fazendo teatro para o advogado ter pena dela. - Eu nunca fui humilhada dessa forma. Fique claro aqui que nosso casamento não passará do papel, e no fim desses três anos, eu quero que você morra. Nunca odiei tanto uma pessoa como estou começando a te odiar. Você está me julgando por uma foto e nada mais. Não sabe o que houve e está aí seguro de si, tirando conclusões erradas sobre mim. Ela fala se levantando. - Não é só uma foto. Meu pai não desmentiu quando questionamos o mesmo sobre você. E não adianta se fingir de vítima, porque aqui você não passa de uma maldita vagabunda, que se vendeu para meu pai e hoje está querendo tirar tudo dos filhos dele. Falo e sinto um tapa na minha cara. - Você vai engolir cada palavra que você proferiu contra mim. Ela diz olhando bem para mim. Depois volta seu olhar para o advogado. Sr Mendes, prepare tudo para o casamento no civil. Vamos assinar nossa certidão de casamento aqui mesmo. As testemunhas pode ser o Sr e a sua secretária. Ela fala e pega a bolsa e sai. Olho para o Sr Mendes que me olha e se levanta. - O Sr está enganado quanto a ela. Ele diz simplesmente isso é antes dele sair eu indago. - Não, não estou, e já vi que o Sr também já está encantado pela mesma. Mas já digo que essa mulher não presta. E mais cedo ou mais tarde o Sr vai saber. Falo e ele sai sem dizer nada. Ela não vai me convencer do contrário. Ela está fingindo de vítima, para depois acabar com a raça minha e dos meus irmãos, porém eu serei mais esperto do que ela.
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